Nao Acabou pra Mim
Quando você se aproxima de mim
tudo para.
Sinto apenas meu coração pulsar
e minhas fantasias aflorar
sem reação apenas deixo.
Deixo você me amar.
Há uma certa repetição de amores em mim
Do tipo que deixa dores
Do tipo que vai embora
Daqueles que estão sempre de passagem pela vida da gente
Mas que deixam marcas eternas em nossa alma
...
Há um ciclo de me permitir invadir por aventureiros do romance
Não que eu saiba, não que eu escolha
Mas é assim, sempre me acontece um amor insano
Me entrego, enlouqueço, me apaixono
E num rompante escuto o bater da porta, que se fecha
Como um grito ecoando o abandono
Não posso dizer que fui enganada
Amei de forma consensual
Abri meu coração autorizando a entrada
Quis, senti, amei, fui feliz
Mas o amor sempre vai embora da minha vida
E quando ele vai, só fica o vazio do que foi
O coração frágil, a despedida...
Você se foi pra longe de mim outra vez e eu pensei em anular todas as horas do dia em que penso em você. Adivinha? Você levou o meu dia embora.
Aqui continua a mesma coisa. Eu acordo querendo te sentir próximo a mim e vou dormir com meus pensamentos sobre o que poder pensar pra não me machucar pensando em sua ausência. Eu me questiono se seria diferente se você pudesse estar aqui. Seus olhos estariam nos meus agora? E as suas mãos onde estariam? E se elas não pudessem estar tão perto o quanto eu queria? Sabe toda aquela confusão que deixou em minha mente? Ela segue aqui, como você segue aí. Você está longe ao ponto de não sentir, mas a meu coração nunca te deixa ir de mim. Se eu pudesse te mostrar, você entenderia? Você estaria em todo o lugar ou fora da minha mente agora? Esquecer nunca foi tão difícil o quanto poder estar por perto, como agora. Acordar vem sendo deprimente e as manhãs vão perdendo todo o sentido. Que difícil é estar sorrindo enquanto a vida te mostra o quanto difícil também é apagar algo memorável. Que difícil é estar dormindo enquanto a vida te fala pra despertar. Despertar é difícil quando não se tem um relógio pra colocar a tua vida em ponto na hora exata. Mas deixa que as horas te levem da minha mente, como os teus passos da minha vida. E talvez assim eu vá um dia aprender a me manter de qualquer outra maneira pra novamente não viver esperando o dia te levar.
Você continua caminhando pra longe enquanto tudo o que eu queria era te trazer pra perto de mim. Eu sigo te olhando de longe como se estivesse tão perto a ponto de poder te tocar outra vez. As vezes até penso que estás presente em todos os dias, não só em pensamentos, mas presente como todas aquelas coisas banais com que venho tentando ocupar o teu lugar. Tentando chamar a sua atenção, eu estou presa num momento repetitivo e meu que se fosse um pouco mais necessário te falar seria como naquela vez em que eu tentei explicar algo sobre a minha insistencia constante e você me disse que nunca entenderia.
Ás vezes eu penso que talvez seja mesmo patético estar aqui e esperar 24 horas o seu olhar sobre mim. A minha mente passa por um leve (porém doloroso) processo de decepção, mas sem me perder por meus pensamentos ignorados, eu estou outra vez aqui na frente da arquibancada… ”E quer saber? Se você não olhar pra mim, amanhã eu logo irei desistir.” É o que eu me digo sem entender todos os dias. Eu estou fingindo acreditar, com medo de mim mesma aceitar que estou numa ilusão patética criada por mim.
Porque por várias vezes eu te olhei escondido, sorrindo, por medo de te pegar olhando pra mim, descobrindo no ar do meu sorriso o quanto eu sou compulsiva, detalhista, vingativa, patética, teimosa, bipolar, crítica, confusa, insegura, descobrindo assim o quanto eu afasto as pessoas antes mesmo que elas tentem chegar a mim.
Era como se alguém tivesse injetado algumas doses de desequilíbrio em mim, porque eu ficava fora de controle estando fora da sua mente.
Sem adeus.
Tenho sentido seu pai distante, indo embora de mim. Resisto à tentação de pedir que ele fique. Não devo - não devemos. É hora de ir e deixar em mim o que precisa ficar. Como eu previa, as lembranças já não são frescas. É uma alegria e um alívio ter escrito. Distante da intensidade, por vezes acho pouco o que sei dele. Que sorte haver amigos e amor para me mostrar um tanto mais. Inevitável: você também fará isso. Nesse tempo todo de falta, procurei o costume como saída. Fiz da ausência um hábito, até que ela virasse paisagem. Mas de vez em quando entra um vento de dor por uma fresta insuspeita, atingindo minha pele com um frio de tristeza. Talvez eu sinta para sempre esses arrepios como quem tem uma doença crônica. Um reumatismo de amor que de vez em quando finca e maltrata. Depois passa. E volta – não há como virar uma página que insiste em crescer de novo diante dos meus olhos. Que insiste em se reescrever. Sei que você me é também, mas, como não me assisto de fora, não me reconheço. Talvez ele o fizesse. A esse paradoxo que me foi legado, dou o nome de sorte. É que ele não foi embora sem antes cuidar de renascer em mim.
Antes me importava com que as pessoas diziam e pensavam sobre mim. Muitas vezes sofria, e procurava ser perfeita, procurava mudar meu jeito, meu ritmo, minha rotina, meu modo de pensar e agir. Mas depois de um tempo, percebi que mesmo mudando tudo, alguém sempre vai encontrar um defeito, alguma coisa a mais, alguma coisa errada, alguma coisa para falar. Então descobri que não importa o que os outros pensem, e sim o que eu penso o que eu quero o que eu faço, sou eu que vejo a hora que tenho que mudar a tática, o caminho, o jeito. Sou eu que deito a cabeça no travesseiro e durmo tranqüila e não quem me criticou, quem me ofendeu quem me humilhou. Sou eu que a cada dia supero os obstáculos que aparecem na minha vida. É ninguém vive a minha vida, eu vivo por mim, eu sei o que eu sou, eu sei o que eu passo, e eu sei o que eu passei. E ai entendi, que pessoas sempre vão falar, cabe a eu ouvir.
Quero conhecer teu coração, mas para que isso aconteça, preciso que abra-o pra mim, só assim terei certeza que te conquistei
Que nada se aplique a mim de tudo aquilo que penso e falo acerca dos homens, pois honestamente sinto-me profundamente diferenciado dos tais!
