Namoro
Paixão ou capricho
O que há por trás
deste sentimento
que há em mim?
Amor? Paixão?
Capricho? Vaidade?
O que há por trás
deste sentimento
que é chama em mim?
Brasa que nunca acaba
Nunca se apaga
Apenas fica branda
Mas logo é brasa em fúria
E arde tanto em mim?
CRÔNICA, PAIXÃO PELA ESCRITA.
Escrever é um exercício de amor ou quase santidade. E, como os apaixonados nossas criações faz despertar o egocentrismo intrínseco ao ser.
Todos os textos que escrevo, sempre imagino que as pessoas assim como eu, também vão gostar e admirar. E no intuito de mensurar essa ideia, eu quase sempre peço a opinião dos meus próximos que na maioria das vezes, minimiza com a deprimente frase.
- Eh! Mais ou menos. [Com uma discreta torcida no nariz]. Claro, ninguém é obrigado a gosta do que eu gosto ou faço.
Mas não é de se negar que diante de tamanha afirmativa, não role certo desanimo. ai a gente coloca aquele textinho de molho em um “balde de água fria” Mas como toda mãe e todo pai nunca vai aceitar que seu filho seja feio ou imprestável. Logo o abraçamos oferecendo-lhe o calor do sentimento.
- E ai, fazemos novas leituras, colocamos a quarar no anil.
- E outras e outras leituras, para podermos expô-lo Como diria Graciliano Ramos.
- E só após, postamos para o veredito social.
- Transbordando-nos de curiosidade para saber qual vai ser a aceitação daquela obra.
- Nos tornando uma capsula de ansiedade e esperança.
E ante uma diversidade de opiniões, eis que surge uma alma que se reconhece ali naquele texto, e se declara admirador do autor, mesmo sem nunca tê-lo visto. Talvez fosse um gesto saudosista ou um instante de ínfima lucidez.
- Mas no cotidiano do autor é inexoravelmente o êxtase.
- O condimento para seguir sua caminhada com esmero e carinho.
E então se conclui que o ato da escrita é quase um sentimento de santidade. É como fazer Hamlet lá 1956, com câmeras pesadíssimas sem VT, sem cores, sem nada. Só paixão e raça.
E somente por amor verdadeiro nos propomos a escrever em uma nação em que não se prima pela leitura crítica e pensante.
Amor, palavra que não se confunde, sentimento que não deixa dúvida.
Paixão, necessidade de ti ver, vontade de beijar.
Atração, desejo intencional, anseio carnal.
Amor não pode ser confundido com paixão.
Veja bem, quando o amor é correspondido, a pessoa fica mais leve, espalha amor por aí, sorri, torna-se o ápice da "inconsciência" humana. Nada mais à preocupa, ela não sofre, está no céu.
Quando uma paixão é correspondida, todas as sinapses nervosas se ativam, ardentes, nosso imaginário é capaz de criar os mais impressionantes e lascivos atos que duas pessoas poderiam cometer.
A paixão age num coração desprendido,
Mas só um novo amor cura um coração que por outro amor tenha sido ferido.
Existe magia no amor e explosão na paixão.
Entender os sentimentos tem sido a grande odisséia humana.
Tinham para si o amor das quatro estações. Ardente paixão dos jovens namorados, resistente amor dos casais mais antigos. Embora não possuíssem muitos anos juntos, havia uma ligação de alma gêmea, onde a distância poderia ser sufocante em certos momentos e libertadora em outros (por motivos que só eles compreendiam).
"Sabe que eu te amo né?" Ele dizia, após as pequenas discussões rotineiras. "Não fala comigo!" Ela respondia. Embora os observadores ao redor soubessem que aquele "Não fala comigo!", era um jeito de dizer "Eu também te amo!". Porque sentimento bom, marca na pele, faz ouvir a voz da pessoa até quando ela não tá, o coração entende a linguagem, a alma pede a inquietude que só o outro provoca.
Um homem pode falar de amor, e mesmo assim, entender como poucos o sentimento da paixão. De acordo com o dicionário, a paixão é o amor em sua forma mais intensa, em níveis que ofuscam a razão. Furor incontrolável, exaltação, o que há de mais primitivo ao tato. Homens falam de amor nas poesias, nas canções, contos e lendas, mas muitas vezes são erronemaente associados a inocência, total e completa pureza dos sentidos, o que para muitos é desinteressante. Mas ouça bem esse que vos fala. Alguém que cita o sentimento amor, pode estar envolto na paixão, e compreender a paixão como poucos. Pois instintivamente sente por um mulher ou um homem, o que há de mais antigo, a atração. Os românticos podem ser extremamente sedentos e rodeados pela paixão, sem nunca deixarem de ser aquilo que são em sua síntese. Românticos!
Sou amor,
Raiva,
Emoção.
Carinho,
Indiferença,
Paixão.
Inspiro em ti a ternura
Reflexo de como és
Trago infinita ventura.
Retribuo o que é dado
Abraço sentido,
Sorriso atraído
Beijo roubado.
O amor é amor quando é recíproco, do contrário é atracção, paixão, curiosidade, interesse ou obsessão.
A paixão é empolgante
o amor é consistente
paixão representa
a primeira pessoa do substantivo
amor é a primeira pessoa do plural.
Se paixão e o amor como se fossem drogas?
O amor seria como um poli vitamínico te estabiliza, te deixa mais forte ao longo do tempo e mais resistentes as adversidades da vida. A paixão seria como um antidepressivo ou como alguma anfetamina, te deixa em êxtase num instante limitado, mas o uso excessivo nunca acaba bem. O melhor caso é a situação utópica em que a paixão se torna amor, mas nunca ouvi falar de um caso desses.
Vida viver
eu quero saber
entre eu e você
se é amor ou paixão
Vida viver
tenho um coração
que alimenta a paixão
na esperança do amor
Vida viver
se o amor existe
não sei onde estar
mais tenho esperança
de um dia encontrar
Vida viver
quando encontrar
alguém para amar
vou se debruçar e cativar
sem desfalecer para não perder.
O amor é muitas vezes confundido com paixão, mas o amor verdadeiro é aquele que transcende todos os conceitos e atropela os preconceitos, no amor não nos prendemos ao que podemos ver e sim ao que sentimos em nossos corações.
