Namoro
Ficamos em silêncio por uns minutos e eu disse:
Não se preocupe, essa é uma paixão natimorta.
Já nasceu sem esperança de sair de dentro do peito de ver a luz do dia, de sentir o calor da sua pele ou o doce da sua boca.
Ela: E o que você faz com uma paixão dessas?
Eu: Você faz do peito um túmulo e coloca uma lápide com datas de nascimento e morte indefinidas, afinal, nunca se sabe ao certo exatamente quando essas paixões nascem;
Foi naquele sorriso?
Naquele abraço de despedida mais apertado do que o de costume?
Naquela piada em que rimos juntos até passar mal?
Tampouco se sabe quando elas morrem, ou se, eventualmente, um dia, morrem.
Uma paixão mal correspondida com uma mulher é como duas crianças querendo brincar de gangorra, se ambas não tiverem a mesma intenção, ela não faz sentido.
Paixão do passado
Ela esgueirou-se tardiamente de uma fenda do passado
Tomou-me por completo ao entrar no caminho de sua destra
Alastrou-se tal qual incêndio avassalador em seca palha
Mostrando a força que continha, mesmo afastado
O coração foi atingido e, também o dela por precisa balestra
E na flecha, veneno ardente contido que por eles se espalha!
Sua beleza não mais encasulada reacesa à se ver e sentir
A opulência mostrada no esplendor completo do imago
Trazendo cores vívidas de Danaus à minha apreciação consentir
E a suavidade de seu primeiro voo destilando paz ao âmago!
A vida deste vislumbre porém é efêmero
É como o apogeu da dama da noite ao mero acaso
Sua beleza em brevidade se entrega em brilho aurífero
Mas pela natureza momentânea finda-se em rápido ocaso.
Amar com paixão e se devorar é uma dádiva dos enamorados! Os corações em chamas o têm provado com lábios e bocas insaciáveis de Amor!
A paixão pela criação é natural, não um exercício a ser praticado, pois nasce espontaneamente em você e é essencial como combustível para ir atrás da realização dessa ideia ou sonho.
A Procissão do Enterro -
É noite na cidade … noite cerrada.
Sexta-Feira da Paixão …
E vai um morto a sepultar!
Há sombras que se cruzam pelas ruas.
Gentes de negro. Negras gentes.
Deus no Céu se alteia, que na Terra,
nada É, como está ou deve ser!
E há lamento. E há saudade.
Parece a Morte triunfar.
E um cortejo se avizinha.
Capas negras. Solidão...
Corpos vacilantes num passo de lamento.
Círios apagados, ainda …
Velas sem destino pela rua em tantas mãos.
Olhos inocentes, ausentes, descrentes.
E tanta gente … tanta gente …
Gestos de culpados.
Arrependimento feroz. Secura.
Andores pela rua ao som dos passos
de quem espera e desespera …
Irá Deus a sepultar?! Deus morreu?!
A Morte não é o fim mas o começo,
estranha contradição. Ressurreição …
E vão … passando … num pisar de negro luto …
… passam... indo … pisando a solidão … mas vão …
… vão … vão ….
E aonde irão?! Aonde?! …
Deus foi morto pelos Homens?!
Que estranha percepção … é loucura, sonho,
ilusão … cai o firmamento!
Se Deus não morre, quem vai ali, naquele esquife
a enterrar?!! Quem?!!...
E o cortejo toma forma, a marcha alinha,
o Povo no compasso, num compasso de amargura,
espalha pela rua um lamento, um grito de solidão …
Há um eco de saudade!
“O SENHOR É MORTO! O SENHOR É MORTO! O SENHOR É MORTO!”
Terá morrido?!! … Não creio! Não creio! Não creio! ...
Não importa qual seja a sua paixão, não há problema algum de gostar ou não de determinada coisa com um pouco mais de entusiasmo, o único problema é não ter controle sobre elas e permitir que se transforme em fanatismo.
Essa menina tem alma de mulher maliciosa.. tem desejo nos olhos e paixão a flor da pele... meiga, super carinhosa mas armadilha pura... êxtase em cada detalhe...
"Encarar a vida com paixão e entregar o melhor de si em cada instante ou circunstância, fazendo de cada dia uma nova oportunidade para sorrir, aprender e evoluir, podem parecer atitudes simples, mas todas elas estão absolutamente ao alcance das suas suas mãos, acredite."
Elegia da Paixão -
E é como se o teu beijo tocasse no meu ventre
e é como se a tua pele me vestisse de cetim
e é como se o teu olhar num sopro de repente
me levasse nas asas de um desejo sem ter fim.
E é como se o suor dos nossos corpos fosse um rio
e é como se os nossos lábios fossem duas rosas
e é como se a noite nos levasse num navio
onde as nossas linguas se entrelaçam saborosas.
E é como se o teu toque esculpisse o meu regaço
e é como se a minha cama fosse o teu abrigo
e é como se o teu cheiro fosse o meu abraço
nessas noites em que não podes estar comigo.
E é como se tudo, em torno, sem ti, fosse vazio
e é como se em mim, esse vazio, fosse criança
e é como se ao meu peito ausente, gelado e frio
voltasse aquela angústia que vivi na minha infância.
E é como se os teus olhos fossem dois pedintes
e é como se os meus fossem dois poços de amargura
e é como se a minha dor já não tivesse ouvintes
nesta tórrida procura de afecto e de ternura.
E é como se nas veias o sangue não corresse
e é como se as viuvas pelos mortos não chorassem
e é como se no peito o coração já não batesse
e as andorinhas pelos Céus já não voassem.
E é como se afinal os poetas não escrevessem
e é como se o destino já não quisesse o fado
e é como se do fado as guitarras se perdessem
e os povos não tivessem o destino já marcado.
E é como se o mar já não tivesse os horizontes
e é como se o Céu se afundasse sem destino
e é como se tivessem pela vida secado as fontes
e eu voltasse aquela triste idade de menino.
E é como se a morte se espalhasse pelo ar
e é como se a vida fosse um pássaro na mão
e é como se estes versos que escrevo por te amar
fossem a mais bela Elegia da Paixão.
Ninguém é tão apaixonado quanto os apaixonados pela vida. E de uma paixão avassaladora, só mesmo os intensos são capazes.
paixão incendiante!
Incendiar a paixão! A minha boca deseja a sua as minhas mãos querendo-lhe acariciar, o desejo vai crescendo cada vez cada dia mais, sentir o calor da sua pele o desejo crescendo no seu ser deixa-me tocar, deixa-me amar-lhe, a paixão incendeia as nossas vidas! Como o sol banha o mar deixas aquecer como sol aquece o mundo vem para perto de mim, como o brilho das estrelas deixa acariciar com todo o prazer com a volúpia do meu ser amo-te, amo-te, amo-te, amo-te, amo-te infinitamente amo-te!! Licia Madeira
Medo, raiva, paixão, sentimentos quentes
Sentimentos estes que nos fazem perder a razão
Anelo comigo mesmo o fim desse conflito, a busca de um abrigo, um subterfúgio, a consumação desse atrito
Anseio que minha mente e coração estejam sintonizados, mesmo que em fragmentos, que busquem uma única solução
No final das contas o ser humano luta consigo mesmo constantemente
Mesmo que ignorando esse conflito intensamente, ou levando ao extremo levianamente
Deveras estamos sozinhos por essência, todavia ser solitário não é motivo de agir sem inteligência Precisa-se do auxílio do próximo, de um conselho, de ânimo
Necessita-se da proxêmica, e reconhecer isso é algo magnânimo.
Paixão e emoção
O conceito de "paixão" de Hamlet é uma ficção, uma "ideia" ou um fantasma, uma ficção no sentido de ser criado, um produto de nossa alma. Na seqüência delineada aqui, o conceito de imaginação muda a alma, e a paixão da imaginação, por sua vez, muda o corpo. Todas as paixões são fictícias porque se baseiam na imagem mental do "nada".
A base cognitiva da paixão enfatiza o papel retórico do pensamento. Hamlet considera a "ficção" um romance. Em certo sentido, os fantasmas são os objetos imaginários da alma e estão conectados ao corpo da imagem. A fonte da imaginação e da paixão do sujeito pelo vazio provém desse traço psicológico "romântico", isto é, do enredo inexistente do centro inexistente.
A ansiedade é o encontro do pensamento e da existência ficcional, e sucumbimos à dor de colocar objetos "vazios" onde se encontram com a finitude.
(Literatura de William Shakespeare)
