Nada Pior que o Silencio
Não posso mais ver
Não posso mais sentir
Não consigo encontrar mais palavras para nada
Estou vivendo sozinho no meu paraíso perdido
Só eu e minha mente brilhante
Eu e minha mente delirante
Meu pai dizia o seguinte sobre mim.
Esse menino nunca acha nada.
Sempre quando aparece com algo novo em casa...
Pode saber, ele fez algum negócio ou alguma troca.
E certamente tomou prejuízo.
Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.
Tudo quase nada
dá-me algo que arda
um verão, o fogo ou a boca
para por momentos esquecer
até a tua boca e chamas
tudo tudo quase nada irremediavelmente perdido
Sempre falo de mim, pois de mais nada e de ninguém conheço.
Para falar a verdade, nem de mim sei.
Estou entre as minhas dúvidas e certezas,
como se tivesse várias pessoas dentro da minha cabeça.
Dá para ouvir aqueles conselhos loucos de amigos não tão amigos assim, ou a voz da minha mãe ecoando nas minha cabeça.
São tantas as possibilidades de uma tragédia.
Mas, reconheço que a possibilidade da vitória.
Dilacerar o mundo
Pensei não ter mais que ir
Mas, como de costume nada mudou
É o tipo de amor bom de sentir
Porém, daqueles que em tudo acreditou
Andar de costas
Reviver momentos
Esquecer quem gostas
Refletir momentos
Parar de frente e sentir
Tentar fugir e ver se há descaso
Saber que ninguém há de te pedir pra ir
Que ninguém há de ser de aço
Perceber a ferida abrindo
Saber como cuidá-la
Jurar não se ver caindo
Quando toda dor for calada
Sonhar com o tudo
Vivendo o nada
Dilacerar o mundo
Que existe na pessoa amada.
Magias ocultas se fazem trilhar...
Isto porque existe
um tal magnetismo
que não interpreta nada
pára este momento.
Talvez traçar caminhos
de intensidade,
colisão, dinamismo...
ou morrer
por um instante
para poder
renascer.
