Nada Pior que o Silencio
Silêncio das palavras
Tenho de achar uma atenuante que aplaque
esta ânsia de te ver,de te ouvir.
Desses teus olhos beijar e em tuas mãos pegar.
No silêncio das palavras escritas, gritam e muito,
o meu amor por ti.
Pena que não possam ser ouvidas, o meu amor fica
junto a elas, e aí, além do silêncio, tenho que
contar com a sensibilidade de quem as lê, e entenda.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Quebrando silêncio.
Caminhando perdido desiludido.
Onde a desilusão ,tudo faz preto e branco.
Entre tons de cinza,encontro uma Rosa vermelha ,linda e imponente .
Com seu encanto me chamou a atenção .
Ela é tão linda imponente ,entre a falta de cor.
Parado fiquei a adimirar,minutos horas,dias.
Entre meus pensamentos escapava minha voz ,dizendo como ela é linda.
Fazia de meu canto ,minha voz a chamar sua atenção.
Nem minha canção,meu bom dia a chamava atenção.
Triste já estava perdendo a voz,cabeça baixa,a chorar,ouço e sinto algo no ar.
Ouso uma voz a me pergunta .
Porque você parou ,parou de cantar eu estava gostando .
Então um perfume junto com a voz veio me alegra .
Já não avia mas o cinza, tudo em volta começou a se embelezar ,mas mesmo ,
vendo todo aquela jardim,só a Rosa consegui amar.
E voltei a cantar meu coração voltou a sonhar.
Nem mesmo a cobra com seu veneno em palavras ,consegui nos separa .
Então digo é possível sim ,um Sapo amar.
Não posso tocar na Bela Rosa .
Mas posso admirar e pra ela cantar.
01/04/2017 a.:t.:d.: mesquini
Eu ando um pouco calada.
Esperando no meu silêncio,
Deus se manifestar,
e meu milagre chegar!
Porque ele vai chegar!
A minha fé me faz acreditar!
Não confie nas pessoas... Elas te decepcionam. Confia em Deus que sempre vai te ajudar em silêncio a superar.
A mil jaguars dentro de mim, rugindo, cada um ansiando por alguma coisa: liberdade, mundo, silencio, tranquilidade, natureza, e pelo meu amor...
Que o tempo possa parar para escutar a suave passagem do vento, que no silêncio, sem alardes, passa tranquilamente, mas dando uma sensação de leveza que não mais pode ser esquecida. Se não for eternidade, não importa. Foi presença. E ser presença torna tudo inesquecível...
......As vezes prefiro cavernas, porque e lá onde meus medos são reais. E o silêncio me ensina a vencê-los....
Sobre o silêncio...
Minha poesia vai dormir agora.
Ou silenciar com teu silêncio,
Aquele que teimas
Em "usar sabiamente"
E que me faz mal...
Silêncio sepulcral;
O meu sepulcro!
É lá que repousarei agora,
E por ora,
Minha poesia
Repousará...
Ele afunda em silêncio, consumido por "ais" e "uis" e "por quês". Poderia se juntar à cerâmica fria, se imaginar em um isolamento perfeito, imerso em lágrimas, longe de todos os elementos que fervorecem o ambiente, gritam, gemem, o fazem querer escapar. Por fim, torna-se uma concha, que um dia já foi forte e neste momento tenta provar mais uma vez sua força, tentando continuar selada, protegendo-se, envolvendo em nácar tudo aquilo que a ameaça. Ao fim, obtém sua pérola e a segura com sua mão trêmula, protegendo-a, apertando-a contra seu peito.
Sua pérola, nada mais do que uma coleção de má lembranças que justo agora não deveria abrilhantar, uma aglomeração de invasões de espaço; vinda de tempo, de outros, de sua própria protetora.
Ele sente, se amedronta, aloca possíveis acontecimentos porvir. Teme que possam cutucá-lo, abri-lo, simplesmente afim de explorá-lo.
Sem contra-ponto ele retorna, não seguro de si, não seguro dos outros, mas seguro de que agora sua rígida pele irá protege-lo como um forte manto, sua capa cristalizada em cálcio, seu próprio escudo, parte de sua idealização.
Ele só quer ser lembrado por sua forma, seus traços, sua força. Como uma concha ele enfeita o ambiente, traz consigo sua beleza, seus segredos.
Tudo deve permanecer assim
E no meu silêncio guardo tão secretamente minha tristeza que por um descuido deixo escapar pelos olhos!
