Música e Silêncio
SEMÂNTICA
Vivemos a tons de musica cáustica
corroendo o silencio de uma hera
desprovida de requintes e técnicas,
adversa a ética dos gêneros
da fonética universal e humana.
Estamos em uma época de...
Timbres tímidos de ouvidos
corroídos, queimados pelos tinidos...
E assolados pela ignorância mundana.
Com as falências das semânticas...
Nem é bom estar contigo, não te
ouço não me ouve ninguém escuta!
Somos surpreendidos o tempo todo
pelos importunos e mordaz estilo
musical do ultimo milênio.
... Batuque de encruzilhadas,
aparelhados por rebolados antiético
e palavras de histerias...
Agressivas, obscenas e imorais.
Antonio Montes
Estou em silêncio !
Aquietando minha alma.
Um canto ,uma música e uma carinho
vindo de dentro...
Também me acalma.
É tão difícil
- Ó música que impiedosamente me castiga!
Escrever conceituando o silêncio
Sua brancura é demasiada
Sua negrura tão excessiva
- asfixiante ! –
Que a surdez
Inviabiliza a boca
- Ó beijo atmosférico que me rejeitas ! ... –
Fechando-a
Na mente que busca em vão
A anestesia
Para a palavra ferida
Távola de Estrelas - Inaudível
Poema Triste -
Há uma musica triste, distante,
um quase silêncio
que me toca no rosto
que me acaricia a Alma,
uma angústia fria e vaga
uma sombra profunda
um grito cansado
um destino por viver
um sonho por sonhar.
Há uma voz doce, presente,
uma quase alegria
que me envolve o coração
um triturar de gestos quentes
um quase vento de asas
um leve entendimento
uma breve lonjura
um poema que acaba de nascer!
Teu silêncio
Me cala
Escondo em mim
Desejos
Arrepios
Sempre a mesma história
Música repetida
Página marcada.
20/10/2019
O silêncio é a música da vida.
Nenhum de nós nunca mais cedeu...
Ao devaneio que se perdeu
Custou muito que dizer ao perceber
Que tudo nessa vida ainda pode se perder...
E quem disse que toda música de amor é só puro merchan pra
vender...
Ainda vai ter muito do que se arrepender.
Não que não seja a coisa mais óbvia a se dizer
Mas depois que terminou, nenhum de nós voltou
Não que seja a coisa mais triste a se dizer
Mas é um fato que não há mais amor
Não existe elo algum remanescente
Nenhum verso bonito num sol ardente e poente
Não é a coisa mais certa a se falar agora...
Mas sinto tanto por nós mesmos que nos deixamos morrer
Abrindo mão de tudo que nos ligava
É por isso que existe o negócio do amor
Sempre irá render muito espalhar essa dor
A doce angústia se decompondo
Em tanto mais e até em certo jocoso louvor
De cada dia morrer um pouco
Por tudo abandonado, tão atroz e jogado
Talvez seja por isso que essa música sempre tocou
No silêncio
No eterno luto de intervalos que ousamos chamar de estupor.
A espera dos dias, tão demorados
O eterno amargor por tudo arruinado
Aos poucos é possível ouvir um leve sibilar
Não de pássaros, mas só o tempo gemendo pelo o que ainda
falta levar
Sem chorar
E até indolor, incolor
O silêncio extenua e mata aquilo que queríamos que fosse amor
S.F.
Fecho os olhos e te vejo
Num absoluto silencio, ouço ecoando o som da tua voz
Tua musica, tua melodia
Faço de tudo pra te ver, pra me banhar em teu suor
Meu espírito sempre te segue como um anjo
Só não tenho asas, mas o amor sim
Anjo, amor... isso me lembra teu poema...
Você faz minha alegria
E eu como sua cúmplice grito todas as canções, pulo de um lado a outro, agüento empurra-empurra, sorrio...
Faço de tudo para chamar sua atenção e ficar mais próxima de você
Conseguindo troca de olhares, acenos e sorrisos
Você é assim: um anjo, um poeta, o cantor e o meu amor protegido
Meus olhos brilham, fico ansiosa, nervosa, sem conseguir dormir
Porque sei que você está por vim
Conto os dias ansiosamente
Logo quando não sinto tua presença física: meu coração escurece
Recordo aquele sorriso sincero e gentil, com olhinhos apertadinhos...
E ai, tenho certeza desse ininteligível sentimento por você
Pois meu pensamento sempre está em você, em te rever, te proteger.
Crônica do crescer
As vezes me pego no silêncio de uma música.
Música? ... Silêncio?
Sim...tem momentos em que ouvimos músicas para, simplesmente,
tentar pensar um pocuo mais no que estamos vivendo, com o que, quem
e como.
Nos deparams com perguntas cujas respotas parecem não ter mais fim.
Isso, deve-se á um sentimento profundo, com o qual, nunca estamos
preparados á encarar de frente, costas ou acho que em posição alguma.
rs*rs*rs.
É engraçado, ao mesmo tem que se quer RIR. Também se quer CHORAR.
Palavras amabas que usamos para discriminar a felicidade e contagiar
a tristeza.
Daí você pára e pensa... E como sempre, vem aquela velha pergunta
sem resposta: "O que está acontecendo comigo?". E isso te faz pensar durante
horas, dias e ate meses, sempre pensando em besteiras, coisas infantis,
tolices, baboseiras e mais um monte de coisas ruins.
Mas nunca chega á uma resposta que talvez seje a mais certa e confortável
o possível, e que ao mesmo tempo é tão simples e óbvia.
Essa resposta é:
"ESTOU CRESCENDO!!!".
Ouço a chuva que cai com intensidade.
Ouço a música com emoção.
No Silêncio...
Ouço o meu coração,
Ele chora por ti,
Ele chora na escuridão,
Na esperança que um dia,
Deixe de ser ilusão.
O Amor que sinto na solidão.
Peço a paz e o silêncio
A paz dos frutos
e a música
de suas sementes
abertas ao vento.
Peço a paz
e meus pulsos
traçam na chuva
um rosto e um pão.
Peço a paz
silenciosamente
a paz, a madrugada
em cada ovo aberto
aos passos leves da morte.
A paz peço, a paz apenas
o repouso da luta no barro das mãos
uma língua sensível ao sabor do vinho
a paz clara, a paz quotidiana
dos actos que nos cobrem
de lama e sol.
Peço a paz e o silêncio.
A Flor e o Colibri
Num silêncio que só eu escuto
Ouço a música do meu amor...
Como um colibri ele chega
Me beija as pétalas
Em carícia
Como um colibri ele se vai
Lá se vai pelos céus
O meu amor...
E eu, a doce flor,
Apenas danço suavemente
Para não acordar do sonho
O silêncio também é música
O silêncio também é resposta
Mas, nada justifica seu silêncio na quela hora.
Há 3 coisas que preciso alimentar-me
todos os dias e logo bem cedo :
música , silêncio e poesia !
Sem eles não sou nada !
UM SILÊNCIO COMPREENDIDO
Quando lhe faltar palavras
Deixe o silêncio falar
A música tocar
As cores irradiar
A flor desabrochar
O perfume exalar
A paixão aquecer
Carícias afagar
Lágrimas rolar
O sorriso contagiar
Olhares unirem-se
Braços entrelaçarem-se
Os beijos adoçar
A pele roçar
O amor fluir.
Quando o amor fluir...
Tudo estará completo
No silêncio dois corações escritos
Numa só alma
Sob os desígnios
Pensamentos decifrados
Desejos compreendidos
Eloquência dos sentidos
Um silêncio compreendido.
estou indo
pois o silêncio
também pode ser
nota plena
numa música
que já não nos cabe
mais escutar .
hoje
não mais a canção
da tua ausência .
hoje
não mais a insana
indiferença.
Quero a calma do lago
e a força do mar
Quero a paz do silêncio
e a vibração da música.
Quero a profundidade do azul
e o calor do vermelho
Quero a inocência da criança
e a sabedoria do idoso
Quero viver o instante
e sonhar com o futuro.
Quero a recordação do que foi
e a surpresa do que será.
Quero tudo, não espero nada
Corro atrás, quero mais!
Lápis e borracha
Silêncio! eu vou gritar
Sem brilho no meu olhar
Música, é feita p'ra cantar
Poesia, foi feita p'ra rimar
Te ver, e não poder olhar
Contar, sem querer falar
Sentir, sem precisar tocar
Tocar, e não poder amar
Viver, e não se planejar
Dormir, e não poder sonhar
Ferir, e sem imaginar
Pensar, e depois criar
Perder, p'ra poder ganhar
Sorrir, e depois chorar
Receber, e também doar
Escrever, depois de apagar
O passado é uma música.
O passado é o silêncio.
O passado é o tempo.
O passado é um sentimento.
O passado é uma história.
O passado é uma memória.
O passado é o som de fora.
O passado é o movimento.
O passado é o lamento.
O passado é uma gaita.
O passado é o professor.
O passado é uma flor.
O passado é um retrato.
O passado é a saudade,
que bate no peito e virá
amor.
BN 1996, BRUNA ALMEIDA
15/02/2019
Hoje entendo aquela música de Caetano Veloso que fala assim: Às vezes, no silêncio da noite, fico imaginando nós dois.
Por que essa frase me tortura?
Por que as lembranças doem?
Por que sinto o teu toque sem te ter?
Por que me lembro do seu sorriso?
Sinto que o que nos faltou foi apenas tempo.
Mas, se olharmos nas histórias, o tempo sempre é o vilão.
Tempo maldito e cruel, por que me torturaste tanto E arrancaste novamente um amor que talvez nunca saberei se é para sempre.
