Música Antiga
A minha relação com a poesia não é antiga para ser honesto, nunca foi por mim sonhada durante à infância ou querida na adolescência, muito menos imaginada em boa parte desta minha fase adulta, assim, passei anos da minha vida, sem conhecê-la, senti-la e nem percebê-la no universo a minha volta, ou seja, uma ocasião tardia, todavia, posso dizer que aconteceu na hora certa, em um dos momentos que eu mais precisava e foi uma das melhores coisas que poderiam acontecer e com certeza, uma das mais inusitadas.
No começo, era um estranho entrando no mundo poético, tinha muita dificuldade, não sabia ao certo sobre o que falar, quais palavras seriam usadas, a minha criatividade parecia estar quase sempre dormindo, a inspiração era muito escassa, mas a princípio, fiz algumas frases curtas, pensadas e outras de improviso, o importante era que tivessem o mínimo de significado e que fosse algo repetitivo, mesmo tendo falhado várias vezes, o que é normal principalmente para quem está aprendendo.
Hoje em dia, eu fico constamente inspirado, observo atentamente o máximo possível e visto tudo que consigo com a minha perceção e passo para algumas linhas, trechos e parágrafos, portanto, faço uma interpretação bastante sincera, lúdica, realista, poética, que logo é devidamente externada em pensamentos, palavras e sentimentos sincronizados, poemas providos de almas, vivos em cada verso, este é o jeito que a minha arte é expressada, uma essência simples e intensa, um lugar onde sinto-me em casa, graças a Deus, posso falar que sou um poeta.
Sempre escuto na minha cabeça aquela antiga canção
Antes de ver no meu pensamento
Seus lábios me dizendo certas
Em palavras certas
Já muito ditas
Nos passos que dou sozinho
Não na distância e, sim, no tempo
Tenho sua imagem e a canção
Em minha cabeça
Posso ir longe mas não fujo de você...
Você é parte de mim
Continuo a andar entre o sol
Pelo céu
Pelo mar
Sempre andado
Mas nunca distante
Um toque singelo
Um olhar que acende a quietude,
uma melodia antiga que ressoa na virtude.
O gesto leve, a palavra serena,
um jardim secreto onde a alma se plena.
Há força na delicadeza que se revela,
uma dança de cores que a rotina não vela.
A cada passo, a certeza de um caminho,
onde a luz se derrama, dissipando o espinho.
E no silêncio, a canção que agradece,
a beleza do instante que a alma reconhece.
Um laço invisível que conecta o sentir,
a gratidão que emana, suave a fluir.
Antiga paixão
Meus pedidos eram sempre os mesmos, minhas velinhas estavam cansadas de saber, os dentes-de-leão já se desgastaram de tanto serem assoprados, as pétalas nunca ouviram tanto "bem me quer", as estrelas cadentes então... já sabem seu nome de cor.
A lua me acha louca por sair desejando alguém tão desesperadamente "Como pode? Assim tão nova!" e respondo "Isso por que não contei nem a metade do que sinto..."
Dona Lua é muito cuidadosa, morre de medo de eu me machucar, como em meus antigos amores. Nem ligo, me entrego sem medo de futuras dores.
Entre nossas conversas, acabo soltando que te amo, mas que erro, revelei meu maior segredo. Jogo tudo pro ar, deixando essa antiga paixão rolar.Você fica confuso, deixarei que se resolva, para que sentimentos por mim, você talvez desenvolva.
Por enquanto, deixo meus lábios à espera de seu beijo, e pode ter certeza de que direi a lua que este foi meu maior feito.
CECI
Demétrio Sena - Magé
Anteontem ouvi uma linda canção antiga - e memorável - do cantor e compositor Roberto Carlos, mas cujo início considero deplorável, quando afirma: "Você foi a melhor coisa que eu tive".
A melhor coisa que já tive na vida é a Ceci. Ceci não é uma pessoa. É uma bicicleta bem antiga da Calói, que um amigo sabedor de minha paixão por antiguidades me deu. Ela roubou o status de outra velha bicicleta, da Monark. Eu jamais diria que uma pessoa é ou foi a melhor coisa que tive ou tenho.
Chamaria dessa forma qualquer traste humano, como chamo aquela coisa lá de Brasília... mas as pessoas que amo, amei ou mereceriam meu amor, se as conhecesse, não são coisas.
Minha Mãe...
Me consebeu a vida,
E nesse mundo cresci...
Numa casinha antiga,
Só de alegrias vivi...
E só hoje que reconheço,
Com saudades sem fim...
Todo carinho e apreço,
Que você sente por mim...
Minha Mãe tão querida,
Que traduz alegria no olhar...
Saiba que nunca na vida,
Deixarei de te Amar...
Para minhas queridas mães, Neyde e Francisca...
J. Roberto Lemos
Esse não foi só mais um amanhecer…
Foi o exato momento em que tudo colapsou.
A antiga versão… morreu.
As amarras invisíveis… quebraram.
As programações… se dissolveram.
E naquele instante… eu lembrei quem EU SOU.
Sentei… respirei… olhei o horizonte…
E compreendi a verdade que sempre esteve aqui:
Eu sou Fonte. Eu sou Criação. Eu sou Criador.
Ali… no silêncio das montanhas,
na presença do meu pequeno guardião,
a vida me revelou que não há separação.
Que nunca houve nada fora…
Tudo é UM. Tudo é EU.
Eu me tornei inteiro.
Eu me tornei livre.
Eu me tornei eterno.
Olá, dor, minha antiga aliada,
Hoje, mais uma vez, você está aqui sentada.
Não veio com aviso, nem trouxe razão,
Apenas se instalou, silenciosa, no coração.
Ando por ruas que parecem desertas,
Onde as almas, invisíveis, estão descobertas.
Carrego nos ombros o amor do mundo,
Mas ele é um fardo, um grito profundo.
Eu vejo rostos que não enxergam,
Ouço vozes que em silêncio pregam.
Tento estender as mãos, mas elas não alcançam,
Minhas palavras ecoam, mas logo se cansam.
O altruísmo me corrói por dentro,
Ser empático é viver no vento.
Sinto a dor que não é minha,
Sinto o peso que nunca termina.
E mesmo por quem me fere, ainda choro,
Como se cada lágrima fosse um tesouro.
Me perco no som do silêncio,
Onde a alma grita em silêncio denso.
Mas por que o coração dói sem motivo?
Por que amar se torna tão corrosivo?
O vazio responde com seu abraço,
E o silêncio, se torna um eterno laço.
Sigo caminhando, sem destino certo,
No caos do mundo, meu peito aberto.
E o som do silêncio me envolve,
Como uma canção que não se resolve.
Meu retrato adulterado pelo que a pintura antiga escondia nas sombras um novo indicio de reverberar o que me faltava no dia a dia;
Mas a juventude que nos anseiam é a mesma que recordará um sentimento esquecido ou eternizado para felicitar a nossa história;
Dê-me a mão vamos seguir entrelaçando no melhor que a vida tem a nos oferecer, deixe que eu amar-te-ei para todo sempre;
Escrevo versos
feito quem acende uma lanterna
em meio a escuridão imensa
É uma lanterna antiga
que brilha na noite escura
Ascendo versos
Luzes
Risco Fósforos
O que seja!
Canto para iluminar
a minha vida
E acabo
Iluminando outros corações
Eu vim cantar no barro
Doar ao mundo o meu óleo!
Escrevo versos
feito quem carrega
no peito vendavais/
Tempestades-viventes!
E na alma o Paraíso
que nunca perdi...
Nunca deixei perder!
Jamais me perdi de mim...
Amo a minha meta
De ser poeta!
Acendendo outros corações
apagados na escuridão
desta noite grande que é a vida!
Sigo feliz...
Caminho a cantar!
Escrevo versos
como quem acende faróis à beira mar!
Em meio a escuridão imensa
Desta vida!
É uma lanterna antiga
que brilha, brilha...
Brilha em mim!
A Serra da Tiririca
com o véu do inverno
parece uma noiva antiga
vestida de névoa e silêncios
guardando segredos
nas dobras da manhã...
As pedras úmidas
respiram memórias
de passos descalços
de cantos de passarinhos
escondidos sob mantos
de bruma...
As árvores, imóveis
rezam com os galhos
para o céu cinério...
E o vento?!
Ah o vento!
Sussurra lendas e versos
que só o poeta entende....
Ali
o tempo se curva
como o tronco velho
de um ipê adormecido...
e a alma da serra
embebida de inverno
abraça quem se atreve
a escutar sua poesia muda...
✍©️ @MiriamDaCosta
Cinderela
Tu sempre tolhida,
Inferiorizada mesmo
bonita. Criada à moda antiga,
num mundo que não é teu.
Um mundo que tem medo
por isso a guarda em segredo.
Dedicada e empenhada, uma batalhadora.
Mesmo sem acesso ao pódio da vitória é a real vencedora.
Gesta em ti algo que ninguém pode medir,
nem mesmo você.
Esse é o real medo desse mundo que a guarda em segredo.
Cinderela atual que não precisa de fadas, príncipes e tal.
Nem sapato de cristal. Onde pisa, sua luz faz irradiar.
Seu final será feliz e não o que seu mundo diz.
Guerreira por natureza, já que a vida não lhe permitiu moleza.
Contém-se por gentileza aonde pode dominar.
E é por isso que tem medo todo mundo que a guarda em segredo,
sabendo que o seu dia vai chegar.
"Quando a fala antiga emudece, o tempo nos dá novas vozes."
Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ
CONFISSÃO DIANTE DA LUZ ANTIGA.
Ah, mas é justamente do pó que o espírito aprende a erguer os olhos. A mansidão que te fere não te acusa. Ela revela. Quem se sabe maculado já iniciou o caminho da purificação, pois o erro reconhecido deixa de ser abismo e torna-se degrau. A terra suja que mencionas é a mesma da qual brotam as raízes mais profundas. Nada há de indigno naquele que se curva com verdade, pois a humildade sempre foi o idioma silencioso do sagrado. E quando a alma, cansada de si, confessa a própria poeira, é sinal de que já começou a recordar de onde vem a luz que a chama.
Pelo Espírito: Abiner.
Mensagem recebida na noite : 05/02/2026.
Aluviões de amores
Desculpa moço, sou da antiga.
Gosto de mãos dadas.
Conversas alongadas.
Beijos pequenininhos e longos à enxurradas.
Saudades desmanteladas, com choro nas madrugadas, e pazes apaixonadas após as brigas do amor.
Ah, como eu gosto, dos aluviões de amores...
E, todos para sempre!
☆Haredita Angel
*O Livro Mágico*
Numa biblioteca antiga, um livro misterioso chamou a atenção de um jovem leitor. Ao abrir suas páginas, ele descobriu que o livro era mágico. Cada palavra trazia uma lição, cada história era uma aventura.
O livro o levou a mundos desconhecidos, apresentou-lhe criaturas fantásticas e ensinou-lhe segredos antigos. O jovem leitor se sentiu transformado, como se tivesse encontrado uma parte de si mesmo que havia esquecido.
Quando fechou o livro, ele sabia que sua vida nunca mais seria a mesma. O livro mágico havia aberto suas portas para um universo de possibilidades.
*A Casa dos Segredos*
Uma casa antiga, com paredes que sussurravam segredos. Cada porta escondia uma história, cada janela guardava um mistério. Quem entrava, nunca mais saía igual.
Nela, encontravam-se cartas não enviadas, fotos esquecidas e sonhos abandonados. A casa sabia tudo, mas não contava nada. Era um refúgio para os que precisavam esconder seus segredos.
Mas um dia, uma jovem curiosa decidiu explorar a casa. E descobriu que os segredos mais bem guardados são aqueles que nós mesmos escondemos de nós mesmos.
Às vezes, não é o passado que machuca, é o quanto insistimos em revivê-lo. Reabrimos feridas antigas, como se quiséssemos sentir de novo o que nos quebrou. Mas certas lembranças não merecem moradia dentro de nós. Elas pedem despedida.
A ansiedade cresce justamente aí, entre o que já passou e o medo de que se repita.
E, por mais difícil que pareça, a cura começa quando decidimos soltar.
Quem Foram os Amanuenses (𝙲opistas)?
Os Amanuenses na Roma antiga eram pessoas dotadas do dom da escrita, por isso, dedicavam-se a copiar livros. Outro trabalho desses homens era escrever cartas, as quais eram ditadas por outros que não tinham a habilidade de escrita.
Não é difícil perceber como a vida desses homens foi importante para a história, já que eles foram responsáveis por escrever várias obras na antiguidade.
O Apóstolo Paulo ditava quase todas suas cartas para que algum amanuense escrevesse. É o caso da Carta aos Romanos: "Eu, Tércio, que esta carta escrevi, vos saúdo no Senhor." (Rm 16.22).
O Apóstolo Pedro, também usou um amanuense: “Por Silvano [Silas], vosso fiel irmão, como cuido, escrevi abreviadamente, ..."(1° Pe 5.12a). Esses amanuenses abençoaram o povo a través das escritas.
Quantas informações preciosas existem hoje por conta da existência de tais homens. Dificilmente, alguém lembra a face de um amanuense do passado.
Creio eu que não existem uma larga biografia desses copistas que foram importantes para a humanidade. Uma pena!
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
