Música
Sou poeira das estrelas ...
semente de mil sóis...
sou o fogo que arde no coração do devoto e no intimo do ateu....
sou o mais amado e o mais misterioso e até no pensamento dos planetas ressoa minha musica...
de esferas infinitas vim...
onde nem inicio nem fim pode-se encontrar...
eis me aqui filho de Zion...
eis seu mais encantador dos amores....
Eu Sou
Jeran Del'Luna - O Gitano
↠ Maio ↞
Tempo frio.
Encoberta o brio,
da longa noite.
Lua sem estrelas,
quase sombrio.
Finda maio,
o calor faz a rota ao contrário.
O vento assovia,
Melodia da seca e cicia:
Mistério!
O falso sério,
no monólogo do eremitério.
União é magia do pendor
Desde muito cedo
Ouço falar de união
Também de reunião
Isto não me faz medo!
Elas se dizem universal
Pois reunião é conferência
União é convivência
Que chega a ser conjugal
Da reunião a união aflora
Como as notas DÓ, RÉ MI
Contêm a melodia sonora.
Pendores de FÁ, SOL, LÁ SÍ
O que de fato, o músico adora,
Alegria, alegria pra mim e pra ti!
Flores Murchas
Desmaiadas na vida
Pálidas desabrochadas
As cores de partida
As pétalas cansadas
Ainda com viço
Afadigadas...
Murchas flores
Flores murchas
Tristes louvores
Versadas...
De perfume postiço
E as forças exiladas
Feitiço
Da existência traçadas
Do fado mortiço
De inevitáveis jornadas
Murchas flores
Flores murchas
Tristes louvores
Desenganadas...
Perfazendo o curso
Revoadas
Incurso...
Flores murchas
Murchas flores
Tristes louvores
Encantadas!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 dezembro, 2022, 18’52” – Araguari, MG
Versão musical para o poema “Flores Murchas”
Outro Tom
Em meu melhor falsete,
Meu amor me abandonou
E concertante foi embora.
Ao som de noite enluarada,
Clave de sol desafinada,
Saí igualmente do tom
E assim também parti.
Ao invés de chorar,
No uso proposital do silêncio
Sozinho com meu canto sorri.
No breu da noite, lembranças de um dia;
Versos, canções, todos os poemas sobre uma escrivaninha;
Cada inspiração, letra, palavra, frase e linha;
Era nos pensamentos e lembranças sobre a doce melodia da menina;
Que ao meu coração mudo e surdo, de certo modo, pela primeira e última vez ouvia.
A vida é uma canção que compomos
com nossos momentos bons ou ruins,
colocando notas do que vivemos e somos
na pauta do dia a dia, afinando-as
da melhor maneira possível, às vezes
em dó e em outras em alegre sol maior...
"Companheiro de todas as horas, amigo ouvinte das nossas mais profundas palavras, que são ditas
pelo nosso dedilhar, aquele que transmite nossos mais puros sentimentos; nossos choros,
amores, risos, alegrias e louvores.
Piano, o seria de nós sem ti..."
Nas notas de um Rock, no peso do Metal,
Ecos da Clássica, um mundo imortal,
Sou um cara simpático, de coração aberto,
Com paixões distintas, um ser tão completo.
No som retumbante, a guitarra a queimar,
A alma agitada, a mente a viajar,
Mas na serenata da música antiga e nobre,
Encontro a paz, o meu coração descobre.
Jogos diversos, desafios a encarar,
Em cada aventura, um novo lugar,
Estou sempre pronto para o que vier,
Com um sorriso, uma ajuda, um ser a crescer.
A empatia é minha companheira constante,
No calor do Metal ou na sinfonia elegante,
Neste mundo de sons, de risos e calor,
Sou o reflexo de alguém que amo com fervor.
Assim, nesta jornada, vou trilhando meu caminho,
Ouvindo Rock, Heavy Metal, Clássica, e sozinho,
Mas também com amigos, em harmonia a dançar,
Sempre pronto a ajudar, sempre a compartilhar.
Um dia durmo num "rendez-vouz" pecaminoso, outro dia acordo numa igreja, um dia eu grito, no outro medito, às vezes negro, às vezes pardo, às vezes branquinho como a neve... boa companhia, pessima influência
Só os santos nunca mudaram de cor.
Atraversiamo!
O Sol vai cortando o céu
Seguindo seu passo lento
O Sol também é bonito
No sopro do instrumento
O Sol traz praia e calor
Na música traz sentimento
Si La o Sol esquentou
No som alegria e acalento
Si for Sol maior na leitura
Aumenta a beleza da nota
No céu ou na partitura
A magia não se esgota
Soneto das Recordações Imaginárias
Nas festas só de memórias imaginadas,
Vivo eu, limitado em existencialismo.
Caprichos meus, fantasias aladas,
Loucura e ingenuidade em abismo.
Serpente sou, em harpas melódicas tocadas,
Nobiliárquico em desgraças, sem otimismo.
Das sensações humanas, já fatigadas,
Nas veredas antigas, encontro o cinismo.
Meus deuses, iníquos, tecem a fábula da vida,
Onde cada ato é farsa, cada dor é conhecida,
E a verdade se esconde, velada e esquecida.
Em minha alma, ecoam vozes, perdidas,
Nesse palco de sonhos, onde a fé é partida,
Sou espectro vagando, em jornadas extintas.
Dedilhando sem pressa
Correndo os dedos pelo braço
Afinando o silêncio,
Em busca de acompanhar o compasso.
Com o violão acomodado em meu colo
Observo o ritmo combinando
A batida específica no corpo,
Enquanto toco Lá sem Dó
O instrumento solta um som abafado
O tom que sai em si
Não está na escala conforme esperado
Mas entrega um baita show,
Que amei ter participado.
Nem tudo que passa na televisão é real e tal eu sei
Nem tudo que passa na vida real poderia existir eu sei
-No Brasil
Título: "Asas da Graça"
(Refrão)
Nas asas da graça, voamos além
Onde a luz resplandece, e a paz se refaz
Num cântico eterno, o amor nos retém
Nas asas da graça, encontramos nossa paz
(Verso 1)
Sob o manto celeste, brilha a claridade
Anjos entoam hinos de pura serenidade
Guiados pela fé, navegamos sem temer
Na jornada da vida, o Senhor nos faz viver
(Refrão)
Nas asas da graça, voamos além
Onde a luz resplandece, e a paz se refaz
Num cântico eterno, o amor nos retém
Nas asas da graça, encontramos nossa paz
(Verso 2)
Em cada estrela no céu, vemos Seu olhar
Sua presença nos envolve, em Seu amor a nos guiar
Caminhamos na estrada, com esperança a florescer
Nas asas da graça, sabemos que iremos vencer
(Refrão)
Nas asas da graça, voamos além
Onde a luz resplandece, e a paz se refaz
Num cântico eterno, o amor nos retém
Nas asas da graça, encontramos nossa paz
(Ponte)
Oh, divina bondade, que nos sustenta forte
Nas asas da graça, encontramos a própria sorte
Em meio às adversidades, Teu amor nos ergue
Nas asas da graça, nossa alma se refugia e segue
(Refrão)
Nas asas da graça, voamos além
Onde a luz resplandece, e a paz se refaz
Num cântico eterno, o amor nos retém
Nas asas da graça, encontramos nossa paz
(Final)
Nas asas da graça, encontramos nossa paz
Ao som dos céus, em harmonia, nós refazemos nossa paz.
Eu já não sei mais por que vivo a sofrer
Pois eu nada fiz para merecer
Te dei carinho, amor
Em troca ganhei ingratidão
Não sei por quê, mas acho
Que é falta de compreensão
Você me tem como réu
O culpado e o ladrão
Por tentar ganhar seu coração
Todo mundo erra
Todo mundo erra sempre
Todo mundo vai errar
Não sei por quê, meu Deus
Sozinho eu vivo a penar
Não tenho nada a pedir
Também não tenho nada a dar
Por isso é que eu vou me mandar
Vou-me embora agora, vou
Embora pra outro planeta
Na velocidade da luz
Ou quem sabe de um cometa
Eu vou solitário e frio
Onde a morte me aqueça
Talvez assim, de uma vez
Para sempre eu lhe esqueça
A chuva chegou ressabiada
numa postura sem alarde
delicada em seu cair
gotas finas que
encharcam a terra
em suas miudezas
enchem os rios
de mansinho
até o que é calmo
virar ferocidade
e o som que não se ouvia
se expandir em melodia.
Num segundo a Vida se vai
Num passo tudo vira lembrança
Num Gesto o amor vira dor
O sorriso vira saudade
E o sentimento banalidade
Num segundo seus olhos já não estão mais sobre os meus
Suas mãos já não tateiam mais meu rosto
E sua ausência traz um vazio enorme dentro de mim
Ah, que Saudade.
Eu queria que durasse para sempre
Mas um dia a gente aprende
Que o que é para sempre são as memórias
De momentos únicos em que vivemos,
Enquanto vamos escrevendo nossa história
A vida não é o corpo respirando
Não é a alma habitando
A vida é o que fazemos e o que somos
Enquanto o corpo respira e a alma habita
Muitos morrem e continuam vivos
Outros vivem como se nunca tivessem morrido.
Certa manhã alguém me falou que eu era um pássaro
Que a verdade alguém me roubou
Que eu era livre
Que eu precisava de mais
Que eu não entendia
Achava que voar não poderia jamais
Achava assim que era proibido
Mas meus instintos eram inibidos
Sobre a liberdade, não sabia o que era verdade
Entre tantos medos e mitos
Meus desejos eram oprimidos
Mas de repente eu estava voando
Respirando a liberdade
O mundo conquistando
Pássaro que voa
Asas que batem
Canto e alegro
Ante esse mundo selvagem
Abra sua mente, ouça seu coração
Voe pra bem longe da opressão
Use suas asas pra voar
Pra amar, pra se libertar
