Mundo
Colhemos o mundo que os nossos antepassados plantaram...
Se o homem age como o diabo gosta, como sonhar com um mundo com a perfeição de um Deus?
Em mais de 500 anos da historia do homem e das das civilizações, o estado de fragilidade, vulnerabilidade, exploração e miserabilidade das crianças largadas no mundo sem ações diretas das famílias organizadas e as instituições protetoras, mudou muito pouco. De certa forma bizarra desumana ainda são vistas na mercadologia criminal da vida espúria como anãozinhos dispendiosos, estorvos comunitários e mão de obra quase de graça com baixo retorno produtivo.
Todo conhecimento evolui se sobrepõe, completa se indefinidamente. Aceitar como definitivo e absoluto qualquer definição é categoricamente mentir para si mesmo, acomodar se, iniciar se na morte temporal das possíveis infintas possibilidades do pensamento.
Muitos acham que o atual mundo ficou feio mas sempre foi, só que cada qual só olhava para dentro de sua própria janela.
Ser mãe a qualquer preço em um mundo com tantas crianças famintas e abandonadas, não é amor e sim um tipo de egoismo, uma brincadeira de imortalidade cega e um alienado exclusivismo.
A vida em Deus nos basta, deixamos de ser um desajeitado individuo operador singular e passamos a ser parte ínfima mas eficiente da perfeita engrenagem de tudo.
A felicidade do sorriso ingênuo de uma criança é toda esperança que esperamos acontecer, a cada novo amanhecer, para nos mover de volta a tudo de novo, outra vez.
A falta das politicas publicas educacionais e culturais efetivas geradoras de bons sonhos existenciais a médio prazo e a crescente escassez de oportunidades profissionais, incentiva de forma injusta e equivocada a falsa felicidade e realização pessoal de vida, para as meninas pela maternidade precoce. São elas esquecidas órfãs sociais em um papel despreparado de irmãs-mães, cada vez mais cedo que dificilmente conseguem dar prosseguimento de vida. O agravamento desta situação, não para por aqui pois em poucos anos e muito mais desesperador, pela invisibilidade de uma crescente população geração abandonada de meninas mães e filhos sem pai, via o fomento culposo institucional de ausência politicas preventivas e de programas educacionais da maquina publica, contraporá uma mão de obra cada vez mais barata, farta e fácil, desqualificando a virtude da vida para toda uma sedenta marginalidade crescente e cada vez mais dominante, aliciadora e impositora de uma falsa felicidade efêmera e imediatista de consumo fácil, tão presente nos grandes bolsões de miséria urbana nas periferias sombrias das grandes cidades deste nosso tempo.
