Mundo
Pensando bem, talvez o melhor caminho seja longe da empatia e do amor, pois o valor do mundo está em coisas fúteis, então ser inútil talvez seja uma bela opção. O respeito e ter quem te acha incrível mesmo diante a tudo que já vi que idolatram não é impossível pra ninguém alcançar fã de qualquer forma.
A Musa e as Telas
O mundo é realmente vasto...
Um mundo imperfeito. E é por isso que a beleza que tanto busquei,
Eu finalmente encontro em você.
Mas, e quanto ao medo de perder?
O que acontecerá com a beleza que me acostumei a apreciar?
Eu não quero perdê-la.
Mas as estrelas são severas com os nossos destinos...
Talvez eu entregue a minha própria essência, o meu último fôlego,
Apenas para não a perder.
Porque, em um mundo sem nada para amar,
A própria vida se torna um exílio, um peito sem lar.
Sem aconchego. Sem amor para transbordar.
O lápis restará parado no tempo...
E as telas, aos poucos, mofarão no escuro.
Pois, sem a minha maior beleza...
Como poderei voltar a pintar?
''Se for para escolher entre me curvar ao mundo ou permanecer de pé diante de Deus, que o fogo seja testemunha da minha fidelidade.''
Destino Não É Acaso
Diante dos meus olhos, o mundo virou de novo.
É estranho como tudo muda tão rápido… ontem eu era uma versão de mim, hoje já sou outra — moldado pelo tempo, pelas dores, pelas escolhas… e principalmente pelo amor.
A vida é imprevisível, sempre foi.
Ela tira, ela devolve, ela confunde…
Mas, no meio desse caos bonito, ela sempre encontra uma forma de nos colocar frente a frente outra vez.
Entre idas e vindas, quase despedidas e reencontros improváveis, eu aprendi uma coisa:
quando é verdadeiro, não se rompe — se transforma.
Não sei se é bênção ou se é prova.
Só sei que cada vez que a gente se reencontra, a gente volta diferente… mais maduro, mais forte, mais consciente do que sente.
É como se o destino dissesse: “Ainda não acabou. Ainda não é o fim.”
Talvez eu seja o incerto que nasceu pra provar que pode dar certo.
Talvez o amor não seja sobre estabilidade imediata, mas sobre resistir ao tempo, às dúvidas e ao mundo que gira rápido demais.
E no meio dessa mudança toda, eu encontrei alguém que me ama no máximo. (YOU)
E isso não é pequeno.
Isso não é comum.
Isso é raro.
Se for pra ser luta, eu luto.
Se for pra esperar, eu espero.
Se for destino… então eu abraço.
Porque fugir do amor nunca foi minha especialidade.
E, se for você, eu escolho ficar.
[O primeiro raio de sol que cruza a janela]
A caridade
só pode existir,
num mundo
que abandonou
a solidariedade.
Numa sociedade
solidária,
existe justiça social,
equidade, humanismo,
compaixão engajada,
equilíbrio horizontal.
Não há espaço
para personagens
caridosos
e ninguém precisa
das migalhas
de seres benevolentes
e superiores.
09/06/23
Michel F.M.
[Boa e Velha Selvageria]
Eles querem
adestrar todo mundo,
querem todos
mansos e humildes;
risadinhas,
aplausos e brindes;
risadinhas,
aplausos e brindes;
mas nosso espírito
é indomável
e não se dobra
com palavras vazias.
Só podemos
prometer a eles,
nossa boa e velha
selvageria.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
A Sala de Aula do Mundo Moderno
Outro dia me peguei pensando em como a escola mudou.
Não falo apenas das lousas digitais, dos computadores, dos aplicativos ou dos celulares que hoje parecem extensão das mãos dos alunos.
Falo das pessoas.
Dos comportamentos.
Das responsabilidades.
E, principalmente, da forma como passamos a enxergar educação.
Pertencente a uma geração que aprendeu que nem sempre a vida diria "sim", confesso que às vezes me sinto um turista perdido visitando o admirável mundo novo.
Hoje tudo parece delicado.
Tudo parece urgente.
Tudo parece motivo para preocupação.
Uma palavra mal colocada vira trauma.
Uma crítica vira perseguição.
Uma cobrança vira opressão.
Um conselho vira ofensa.
E o simples ato de contrariar alguém pode ser interpretado como um atentado contra a felicidade universal.
Não estou dizendo que os problemas emocionais não existam.
Eles existem.
E merecem atenção, respeito e tratamento sério.
Mas também me pergunto se, em alguns casos, não estamos transformando dificuldades normais da vida em diagnósticos automáticos.
A tristeza virou doença.
A frustração virou síndrome.
A ansiedade virou identidade.
E a responsabilidade, curiosamente, parece ter desaparecido da conversa.
Muitos pais, sobrecarregados pelas próprias rotinas, acabam transferindo para a escola funções que antes pertenciam à família.
Esperam que a escola eduque.
Ensine limites.
Corrija comportamentos.
Resolva conflitos.
Forme caráter.
Desenvolva valores.
Enquanto isso, o professor recebe mais uma missão para sua coleção já bastante extensa.
Porque o professor moderno não é apenas professor.
Ele é educador.
Mediador.
Conselheiro.
Psicólogo informal.
Assistente social improvisado.
Pacificador de conflitos.
Especialista em tecnologia.
Preenchedor de relatórios.
Participante de reuniões.
Executor de projetos.
E, quando sobra algum tempo, tenta ensinar a matéria.
A escola de antigamente tinha seus defeitos.
Muitos.
Mas existia uma compreensão mais clara sobre papéis e responsabilidades.
Hoje, frequentemente, o professor precisa justificar uma nota, uma advertência, uma cobrança e até mesmo uma orientação pedagógica.
A autoridade tornou-se suspeita.
A disciplina tornou-se questionável.
E a exigência acadêmica muitas vezes parece competir com uma cultura que valoriza resultados rápidos sem esforço proporcional.
O mais curioso é que aqueles que raramente entram numa sala de aula costumam ter opiniões muito firmes sobre o trabalho de quem está lá todos os dias.
— Professor reclama demais.
— Tem muitas férias.
— Trabalha poucas horas.
Quem diz isso normalmente vê apenas o horário da aula.
Não vê as correções.
Não vê os planejamentos.
Não vê os relatórios.
Não vê os cursos.
Não vê as formações.
Não vê as noites preparando atividades.
Não vê os finais de semana organizando conteúdos.
Não vê a exaustão silenciosa acumulada ao longo dos anos.
E, principalmente, não vê o desgaste emocional.
Porque ensinar nunca foi apenas transmitir conhecimento.
Ensinar é lidar diariamente com expectativas, conflitos, desafios e realidades completamente diferentes.
Há professores que chegam em casa carregando problemas que não cabem nos livros didáticos.
Problemas de alunos.
Problemas de famílias.
Problemas do próprio sistema.
Falando em sistema, este merece um capítulo especial.
A cada ano surgem novas plataformas.
Novos formulários.
Novos procedimentos.
Novas exigências.
Novas metas.
Novas estatísticas.
Novos indicadores.
Parece que tudo muda.
Exceto aquilo que realmente deveria melhorar.
E assim o professor segue.
Preenchendo documentos.
Participando de reuniões.
Atualizando sistemas.
Respondendo questionários.
Enquanto tenta encontrar espaço para aquilo que deveria ser o centro de tudo: ensinar.
O resultado é um profissional cada vez mais cansado.
Mais pressionado.
Mais responsabilizado.
E, muitas vezes, menos valorizado.
Ainda assim, algo impressionante acontece.
Apesar de todas as dificuldades, milhares de professores continuam entrando em sala de aula todos os dias.
Continuam acreditando.
Continuam tentando.
Continuam explicando pela décima vez o mesmo conteúdo.
Continuam incentivando quem quer aprender.
Continuam estendendo a mão para quem precisa.
Continuam lutando contra a maré.
Talvez porque saibam de uma verdade simples.
Sem professores não existem médicos.
Não existem engenheiros.
Não existem advogados.
Não existem cientistas.
Não existem administradores.
Não existem governantes.
Não existe profissão alguma.
Todas passam primeiro pela carteira de uma sala de aula.
Por isso, quando alguém pergunta se ainda existe solução para a educação, respondo que sim.
Mas ela não nascerá de um único decreto, de uma nova plataforma ou de mais um discurso otimista.
Ela surgirá quando família, escola, sociedade e governo compreenderem que educar é uma responsabilidade compartilhada.
Até lá, o professor continuará fazendo o que sempre fez.
Entrará em sala.
Respirará fundo.
Abrirá o diário.
Preparará a aula.
E seguirá tentando iluminar caminhos.
Mesmo quando o próprio caminho parecer cada vez mais escuro.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
"Construa um império mental tão vasto que, se o mundo sofrer um colapso e você perder tudo amanhã, você ainda acordará sendo o homem mais rico da cidade."
"Quando uma mente culta decide agir com uma vontade de ferro, o mundo só tem uma opção: abrir passagem."
Era pra ser apenas uma flor
Mas ela saiu para conquistar o mundo
Era pra ser apenas um dia
Mas durou uma vida
Era pra ser apenas um abraço
Mas se transformou no amor.
existência.
viemos ao mundo sozinhos e sozinhos iremos morrer, todos que aqui estão em algum momento deixarão de ser algo de alguém para se desfazerem no clarão do esquecimento, se por um instante se questionaram sobre o amor, vida e morte, suas conclusões por si só ganharam vida e sentido em suas existências.
Poema para baratinha: Do cano bem profundo,Ela veio ver o mundo.Pisou no chão molhado,Deu um passo pro lado.Olhou bem para mim,E foi dizendo assim:"Cansada de esgoto,Busquei um rosto novo.Me dá um segundinho,Só quero um carinho."O susto logo passa,E a cena vira graça.Na falta de um amigo,A barata fala comigo.
Babilônia quer que você se sinta em casa neste mundo; Cristo quer lembrar que sua verdadeira casa ainda está por vir.
O mundo está repleto de bons corações aguardando conexão com outros bons corações. Que os bons se reconheçam no primeiro instante.
