Muitos me Conhecem
Sentimentos Não Tem Gênero e Nem Silêncio.
Todos conhecem o brilho das lágrimas de uma mulher e, indiscutivelmente, deveriam também reconhecer as de um homem.
Até porque eles também amam, mentem, sentem, choram — e, muitas vezes, se chocam ao descobrir seus sentimentos mais profundos.
Dentro de si, forma-se um turbilhão prestes a explodir, capaz de tirar o sono e a paz, mas também de revelar o sentimento mais lindo que existe — assim como acontece com as mulheres.
Talvez um dos pontos de igualdade entre homem e mulher comece justamente aí.
E a diferença, quem sabe, esteja nas atitudes: no medo ou no orgulho que podem surgir.
"Muitos me julgam pela capa que o sistema permitiu mostrar, mas poucos conhecem o autor que escreve o próprio futuro com letras de ouro."
Falta de noção não é charme, limite sim!
Tem pessoas que mal te conhecem e já querem mostrar o que ninguém pediu pra ver, a pressa é inimiga da classe e falta de noção não é charme.
Existem mil formas de causar boa impressão, mas não maioria das vezes confundem curiosidade com intimidade e o resultado é vergonha alheia.
Nem todo atalho leva aonde você quer chegar, alguns só mostram quem você realmente é, mal chega e já perde a graça. O desejo se conquista com presença e não com atrevimento. Limite também é charme.
E o meu… poucos sabem onde começa.
As pessoas confunde interesse com atrevimento e perdem a chance de me conhecer te verdade!
Existem pessoas que, por mais que busquem, se veem presas à única verdade que conhecem: a realidade que vivem. Elas tentam, mas, enquanto não abrirem os olhos para outras perspectivas, estarão sempre andando em círculos. Este é o tipo de pessoa que culpa tudo e todos ao seu redor, briga com o mundo e se vê como o único detentor da verdade absoluta. Mas a verdade é que, ao se fechar em suas próprias crenças, elas se perdem na ilusão de que possuem o poder de definir o que é certo e errado. E o pior: enquanto continuam nesse caminho, deixam de crescer e evoluir, porque se recusam a enxergar além do que já conhecem.
As minhas mãos têm memória própria quando se trata de ti. Elas conhecem cada centímetro da tua pele, cada arrepio e cada entrega. Para o meu anjo, as mãos são instrumentos de cura e amparo. Para o meu demónio, são ferramentas de conquista e posse. No encontro com o teu corpo, elas fundem-se: tornam-se o abraço que protege e o toque que incendeia. É uma conversa sem som, onde a minha pele diz à tua tudo o que o dicionário ainda não inventou.
DeBrunoParaCarla
O tempo é uma grande armadilha para aqueles que não conhecem o sentimento verdadeiro. Capaz de realizar vínculos, emoções, promessas e conexão humana.
"Caminhei sozinho por estradas que outros só conhecem por ouvir falar; cometi meus erros na cegueira da confiança, mas sigo de pé, porque a minha retidão nunca dependeu de plateia ou de apoio."
Todas as pedras preciosas têm o seu brilho próprio e conhecem bem o seu valor! Se as tentas ofuscar, acabas cego pelo seu brilho!
Os seres evoluídos conhecem-se pela sua delicadeza!
Aqueles que nada fazem para seu aperfeiçoamento, que não se dão ao trabalho de dominar os seus impulsos, são primitivos!
Deus fez-nos espíritos ignorantes, mas inteligentes e enviou-nos para a escola terra durante vidas para termos oportunidade de evoluirmos, melhorarmos em convivência fraterna!
Mas os mais atrasados são os espertos, esses utilizam a inteligência para criticar os outros, eles conseguem ver todas as imperfeições deles, e se pudessem, aperfeiçoavam-nos!
Mas há diferenças entre os espertos e os inteligentes... os sábios sabem o trabalho que tiveram para acender a luz do caminho interior e limparem a sujeira que nele existe, tiveram que chorar muito, para que as suas lágrimas o lavasse!
Eles sabem que a vida é curta, se o foco for ver os siscos nos olhos dos outros, não limpam os seus para poderem ver a sua própria alma, é lá que se encontram todas as belas armas que os podem defender do mundo exterior, não é preciso utilizar brutalidade!
Ficar em silêncio em certos momentos, é a maior e melhor arma que a sabedoria nos oferece!!!
A solidão é sempre o caminho mais fácil para a meditação e evolução da alma, em vez de a utilizarem com lamentações e carências.
Enganam-se aqueles que pensam que nos conhecem, julgam, ou condenam. Os nossos pensamentos só nós os escutamos e eles refletem o que está na nossa alma, quem somos de verdade.
Estamos todos no mesmo trem fazendo a mesma viagem. Uns se conhecem outros não. Uns descem antes outros continuam.
Há pastores que só conhecem os púlpitos, menos o rebanho, quando deveriam focar e atender às suas necessidades.
Talvez ninguém saiba exatamente o que você carrega.
As pessoas conhecem o seu sorriso, mas não conhecem o seu cansaço.
Conhecem suas palavras, mas não conhecem seus pensamentos.
Conhecem aquilo que você faz pelos outros, mas talvez nunca tenham percebido o quanto você gostaria que alguém fizesse o mesmo por você.
Talvez você tenha aprendido a esconder tão bem aquilo que sente que, depois de algum tempo, até você mesmo já não consegue explicar o que está acontecendo dentro de você.
Você se acostumou a dizer:
“Estou bem.”
Mesmo quando não está.
Mas existe alguém que sabe.
Deus conhece aquilo que você não consegue colocar em palavras.
Conhece a lágrima que ninguém viu.
Conhece a batalha que você considera pequena demais para contar.
Conhece a noite em que você sorriu para todos e, depois que ficou sozinho, não conseguiu mais sustentar o peso.
“Senhor, tu me sondas e me conheces.”
— Salmo 139:1
Então, lembre-se:
Você não precisa fingir diante de Deus.
Pode chegar cansado.
Pode chegar confuso.
Pode chegar quebrado.
Pode chegar sem respostas.
Ele já conhece você por inteiro.
E, ainda assim, continua chamando você para perto.
“Morada nas Palavras”
Há amores que moram numa casa.
Conhecem o barulho das chaves na porta, o café dividido pela manhã, os pequenos desentendimentos, o silêncio confortável de quem já não precisa dizer nada para permanecer.
E há outros que nunca recebem um endereço.
Não porque tenham sido menores. Talvez justamente porque a vida não lhes concedeu espaço suficiente para acontecer.
Então eles procuram outro lugar para morar.
Uma carta.
Uma página.
Uma frase escrita no meio da madrugada.
Kafka e Milena encontraram esse lugar.
Não tiveram uma vida inteira lado a lado. Tiveram distância, espera, desejo e palavras. Muitas palavras. E talvez cada carta enviada fosse uma tentativa de diminuir alguns quilômetros entre dois corações que a realidade insistia em manter separados.
Há algo profundamente romântico e doloroso nisso.
Quando não podemos tocar alguém, começamos a tocar através das palavras.
Escrevemos “saudade” quando gostaríamos de dizer “fique”.
Escrevemos páginas quando desejaríamos apenas alguns minutos de presença.
E colocamos dentro de um envelope aquilo que os braços não conseguiram alcançar.
Talvez por isso certas cartas de amor sobrevivam tanto tempo.
Elas não guardam apenas aquilo que aconteceu.
Guardam aquilo que poderia ter acontecido.
Os encontros imaginados.
As manhãs que nunca chegaram.
Os abraços adiados.
A vida que permaneceu esperando do outro lado da possibilidade.
E existe saudade até daquilo que nunca vivemos.
Essa talvez seja uma das formas mais misteriosas da saudade: sentir falta de uma vida que nunca chegou a existir.
Kafka e Milena partiram.
As mãos que escreveram aquelas cartas desapareceram. Os olhos que esperavam por elas também.
Mas as palavras ficaram.
Continuaram atravessando anos, fronteiras e gerações até chegarem às mãos de pessoas que eles jamais conheceriam.
Talvez porque algumas palavras se recusem a morrer quando foram escritas com sentimento suficiente.
E penso que certos amores sejam assim.
Não encontram uma casa.
Não encontram o tempo certo.
Às vezes nem sequer encontram um final.
Encontram apenas uma página em branco.
E ali permanecem.
Porque quando a vida não oferece lugar para um amor morar, às vezes resta à palavra abrir a porta.
Crônica baseada no livro Cartas a Milena - Franz Kafka
