Muda que quando a Gente Muda
Quando éramos crianças, eu, minha irmã e meu irmão íamos caminhando com o papai pelas ruas do jóquei até chegar a casa da vovó, algumas quadras depois. O percurso deveria durar uns dez minutos, mas gastávamos mais de uma hora. O motivo da demora era que papai dava bom dia a todas as pessoas, conhecidas ou não, que cruzava o nosso caminho. Ele parava para conversar com as tias, os tios, as primas, os primos, a comadre, os amigos, o padeiro, o verdureiro. Mamãe dizia que ele andava fazendo reisado. Papai tinha uma mania bonita de olhar as pessoas e enxergá-las para além da sua roupa, gênero, crença, status. As histórias das pessoas sempre lhe interessava mais. Depois que papai voou, as lembranças mais bonitas que me recordo, são dos momentos mais simples que compartilhamos. Essas coisas miúdas que o cotidiano apressado tenta roubar de nós. Que eu nunca esqueça que no fim de tudo, somente o afeto, as histórias vividas e o bem que damos permanece. O resto, se perde no tempo.
Quando criança rasguei as páginas de todos os dicionários que se pusessem a minha frente. Sentir-se fraco ou forte, não esvazia quem sou, de pouco me importa significados mundanos, mas sentir-se incapaz de lutar, isso me leva a morte antes de ser miseravelmente atingido. Meus punhos serrados de nada valem perto das enormes carruagens de ouro e espadas de ferro. De todos, só me resta a mim, de tudo, somente os abraços cruzados.
Quando todo o cansaço arrumou as malas e foi embora, eu vi, naquela hora, que não era o fim que eu queria.
Senti que o peso da vida já não me atormentava mais, baixei a cabeça em reverência aos passos vividos e descansei.
Nildinha Freitas
Quando eu partir
Vou caminhar na areia
Entre as nuvens salgadas
Seguindo o vento
Até ao fundo do mar
E sorrir
Pois eu fui feliz.
O mundo está cheio de amigos, eles tem olhos e boca.
Mas não tem ouvidos nem ombro quando precisamos.
Quando você anda com os melhores, o que para os medíocres é extraordinário, se torna habitual para você.
Parece que existe um véu sagrado que venda os nossos olhos quando somos criança, só conseguimos enxergar o mundo colorido e doce.
Os bastidores das relações afetivas dentro da família nem sempre são visíveis a olho nu.
Quando as conversas em família deixam de ser saudáveis, para falar mal de outro parente, o inimigo se instala.
QUANDO SERÁ O FIM?
Que sentimento é esse?
Isso é tão estranho de se sentir
Os olhos querem chorar
E a alma quer fugir.
Mas que sentimento ruim
Que faz a mente morrer
E o coração partir.
Mas que droga!
Por que esse vazio?
Por que esses pensamentos?
Por que essas agonias?
Meu coração parece que quer sair do peito,
minha mente foge do meu corpo e
minh'alma partir pra longe de mim
Mas que sentimento ruim!!!
As músicas até controlam os pensamentos
Mas, um dia acaba e tenho que enfrentar essa solidão.
As lâminas enferrujada,
Porque foram muito usadas
Até às doença fogem, nem elas conseguem viver em meu corpo
Mas que sentimento ruim
Será que um dia terá fim?
Não sei como ou quando isso começou,
Talvez eu a esteja idealizando demais,
Ou talvez sua perfeição esteja além de minha imaginação.
TUDO ISSO
É inexplicável a forma que perco as coisas
É inesperado quando tudo acontece
É uma chance inabitável para mim
E eu sou uma coisa não tratável
Perdi 1;
Perdi 2;
Perdi 3.
Tudo isso em uma semana só..
Perdi tudo o que eu tinha
E ninguém teve dó
Cada coisa que tentei ganhar
Cada pessoa que tentei ajudar
Cada sujeito que olhei, mas não conseguir falar
Cada vez que perdi só de respirar.
Sabe....eu desisto das coisas
Eu estava morta, eu acho.
Deveria ter ficado morta...
Eu não sentia tudo isso
Mas agora sinto
Não é assim que quero morrer
Então... adeus mundo cruel.
E quando você estiver caminhando doer, repouse um pouco recarrega suas forças e continue.. continue...
