Motivação

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Se eu te conquistei foi sem perceber
A única coisa que sei é que seria estranho se não me apaixonasse por você
O tempo foi passando , foi ficando inevitável não me derreter.

Inserida por rachellvidal

Você só se torna forte e obstinado quando encontra o propósito de sua existência e acredita verdadeiramente nisso.

Inserida por Dirleisantos

FILAMENTOS DE UM PÔR-DO-SOL ANDRÓGINO (*)
Admirava-o. Não perdi a admiração. Acredito que ela tenha aumentado. O bizarro, é que nunca cheguei a pensar como tudo havia acontecido. Eu era, testemunha ocular de um gesto que o personalizou, ainda que não tenha tido a intenção, seu trabalho bastaria, como bastou. Entre os estandartes da demência e da genialidade, fez-se eterno.
O vermelho deslizava-lhe pelo pescoço, avolumando pequenas poças, coágulos, gosmas, querubins malditos, formas mortas, abortos, abutres, assentados nos pêlos da sua barba. Seu olhar fixo, sem nenhum tremor, como se nada acontecesse, e não fora ele o autor, intérprete, diretor, cenário e palco do monólogo vermelho. A colcha que cobria a cama ganhava nova coloração e forma, pintura primitiva, esvaindo-se das minas da carne, viscosa e quente, contrastando à indiferença do seu olhar, parede e alcova, da emoção. O corpo demonstrando declínio ante a dor não exposta e fraqueza natural, quedou-se devagarzinho, de encontro à cama.
O instrumento cúmplice, banhado de vermelho, parecia um bumerangue aborígene, pássaro apocalíptico da trilogia da negligência. Nós éramos mórbidos epigramas do triângulo em gestação. Cortado pelo gélido pincel, foi-lhe a carne dividida, lembrando o pão da santa ceia, às avessas.
Ela estava arrancada dele, definitivamente separados. Não fiz nada. Senti que não deveria interferir. No entanto, não poderia abandonar aquele momento trágico e sedutor, sem pegar um souvenir.
Quanto tempo sonhei com aquela tarde no Louvre. Lá estava eu, entre dezenas de grandes mestres, todos fascinantes com seus estilos, e rupturas que marcaram época, contudo, queria encontrá-lo, devorá-lo ao vivo, longe das reproduções e slides, que durante anos foram companheiros nas salas de aula. Somente ele, nenhum outro, de tal forma, conseguia desequilibrar-me, colocando-me à deriva emocional. Diante da sua arte, caminhava entre as plantações de trigo, girassóis e moinhos. Nessa viagem, frenesi de quem parte sem ausentar-se, somente retornava a mim mesmo, quando os alunos em coro, chamavam-me.
Andando pelos corredores do Louvre, escarnavam-me o olhar babando as gosmas saborosas das retinas, Delaroche, Velasquez, Picasso, Gaugain, Renoir, Monet, que me provocou compreensível – breve – parada. Ele, de certa forma, bordava as lantejoulas do meu frenesi. Continuei a busca, com a certeza da sua proximidade. Subitamente, como se algo, chamasse-me a atenção, tocando-me às costas, virei-me, e o paraíso descerrou as cortinas – a luz amarela – estrela vésper da sua pintura, mergulhava na umidez vermelha dos meus olhos.
Ignorando as pessoas em volta, perdendo com mais intensidade a noção do tempo, ao êxtase tântrico pictórico, minha alma alada, já não era alma. Era um arco-íris pousando no útero da tela, onde fiquei, até que uma voz – sempre elas – trouxe-me de volta para o outro lado – a terceira margem do rio do tempo – ao insistir que estava na hora de fechar o museu.
Saindo do Louvre, meus olhos garimpavam o transe. Na indiscreta verticalidade do abismo, encontrei o metal cortante. Minhas náufragas, suadas digitais, revelaram a dissimulada atração. Ao guardá-lo, no bolso esquerdo da jaqueta, forte era a sensação de Ícaro, cujas asas a monotonia, não mais haveria de derreter. No balanço do meu andar, o metal batia e voltava sobre meu coração, como chibatadas, açoitando a dolorida ansiedade.
A uma quadra do hotel, resolvi parar num café, escolhendo uma mesa na calçada. Após a primeira taça de vinho tinto seco, vejo-me novamente em seu quarto. Ele com o instrumento em riste, no topo da orelha, não ousava dizer absolutamente nada. Quedou silente. Os músculos de sua face e seus olhos eram os mesmos bailarinos paralíticos, completando a alegoria do hiato, antecedendo ao gesto. Sua mão, única expressão de vida, desceu num frêmito impulso guilhotinador. Um desejo irremovível de amputar. Em queda, as gotas de sangue eram filamentos de um pôr-do-sol andrógino.
Sentado no café, o garçom perguntava-me se queria outra garrafa. Pedi a conta, ao mesmo tempo em que apalpava os bolsos da jaqueta.
Chegando ao hotel, peguei a chave, tomei o elevador. Dentro do apartamento, ouvi o farfalhar das asas de dois pássaros vermelhos, fui ao lavabo, postei-me frente ao espelho, retirando, primeiro do bolso esquerdo da jaqueta, o dócil e inofensivo cortante metal. Depois foi a vez do souvenir. Ao empunhar o metal sobre minha orelha, no canto esquerdo superior do espelho, Van Gogh, observava-me passivamente. No mármore do banheiro, a orelha de Van Gogh, já não estava sozinha.
(*) EUGENIO SANTANA é Jornalista, Escritor, Ensaísta, Biógrafo e Redator publicitário. Pertence à UBE - União Brasileira de Escritores. Colaborador da ADESG, AMORC e do Greenpeace. Autor de nove livros publicados. Gestor e fundador da Hórus/9 Editora e Diretor de Redação da Revista Panorama Goiano.

Inserida por DraJaneCostaRebello

Quando fizer um pedido ao Ser Maior. Faça de coração e acredite que já o recebeu. Não tenha dúvida, pois o Ser Maior nunca deixa de atender um pedido sincero.

Inserida por DamiaoMaximino

A fé é exclusividade dos humildes, que acreditam sem entender.

Inserida por Elizeth

"... Deus nos dá a carne e o diabo os cozinheiros.
O trabalho é encontrar o mal e detê-lo
e não saber sua procedência..!"

Inserida por profeborto

Só avalie o trabalho ao final do dia e com a tarefa cumprida.

Inserida por profeborto

"Quando você me ver num lugar bom ou situação boa, é por conquista e direito meu. Se ruim, é por eu merecer tal destino."

Inserida por CCF

"Acredite,tua luz vai brilhar tanto que vai ofuscar todo contrário"

Inserida por Admarfilho

Assim como os sentimentos, os presentes devem ser conquistados e nunca requisitados porém os presentes devem ser uma conseqüência e os sentimentos razão das relações

Inserida por marcos_vieira

Não há ludicidade maior do que você trabalhar em que gosta.

Inserida por edson_caserna

"Acredito que o verdadeiro sorriso está estampado no olhar. A boca mente não só quando fala, mas existem por aí muitos falsos sorrisos"

Inserida por BarrigadasTranquilas

Quando eu me decepcionei e não queria mais acredita em nada e em ninguém apareceu vc com esse sorriso encantador e mágico que no piscar de olhos transformou minha vida é minha história, agora eu não só acredito na vida mais acredito também no amor.

Inserida por jonathan_sena

A ignorância nos traz à tona, coisas as quais custa acreditar que podem morar dentro de nós...

Inserida por SusannaAlmeida

As pessoas trabalham, por amor, amor a seus interesses.

Inserida por mcsantos520

Pare, confie e prossiga, Deus está trabalhando ao seu favor, e logo essa luta vai passar, Ele te fará vencer, Ele é Fiel...
Bom Dia...

Inserida por tarcisio29custodio

"Você pode achar que cão que ladra não morde, mas acredite em mim quando eu digo: eu faço os dois."

Inserida por max_siqueira

SURPRESA

Quem me vê assim não acredita ,
Por isso escrevo passando sentimento ... Gravo tudo, pois quem espera de alguém que não espera de você , supera aquilo que não esperava de quem ele não esperou.

Diego Bosso

Inserida por Diegobosso

Acredite:
Os mais sensíveis e os mais intensos...
São os mais verdadeiros.

Inserida por Paulamonteiro

Muitas pessoas acreditam que pra ser forte è preciso passar por cima de qualquer pessoa pra isso , mas na verdade o forte è aquele que è capaz de trabalhar junto e serem todos mais forte ainda .

Inserida por lucilene_da_silva