Morto Vivo
"para quem acha que me conhece..só digo uma coisa... até hoje não me descobri... e se eu vivo minha experiencia de vida..não é você que vai saber quem eu realmente sou.."
Para viver não basta estar vivo. É preciso descobrir uma "clareira" sob o céu de cada "colina", e mesmo que a "noite" chegue, após o "entardecer", que o "firmamento" jamais esconda, aquilo que seus olhos precisam ver...
Esqueço que tenho asas para voar e por isso vivo presa as minhas transloucadas idas. Se um dia fui terra não lembro. Minha alma arde em chamas pelas verdades em busca do Eu esquecido em algum lugar.
Vivo de forma a entender que nada foi em vão. Tudo teve um propósito e uma forma inusitada de mostrar que há muito a se aprender ainda.
Preciso me cuidar para não me indispor. Vivo me perdendo e me indispondo e isto tem me deixado um pouco exposta. Estou sempre me buscando. Quando me encontro, me supero. Quando me perco, me disperso do mundo real.
Entenda a calmaria, sinta e respire devagar, lembre-se da dádiva de estar vivo, deixe fluir o restante como as águas que voltam para o mar!
Na ciência um autor nunca morre. Ele sempre permanece vivo (com suas teorias) em nosso objeto de pesquisa.
Quando você tem depressão, cada dia vivo é uma vitória. Bem, na verdade não é uma vitória, porque acordar continua sendo triste e desesperador. Mas com tantos pensamentos horríveis, sei que estou me esforçando por apenas ainda estar aqui, nesse mundo, viva. Faz tempo que a vida tem se tornado preto e branca e poucas coisas me alegram. Já não tenho mais vontade de sair, tenho medo de perder meus amigos, mas não tenho nem forças para sair de casa. Viver é um pesadelo no qual parece que eu nunca vou acordar. A vida já foi melhor, mas estou aqui, aos prantos pensando o que será de mim...passei do meu limite várias vezes. Tudo dói. Tudo machuca.
Quando você tem depressão, cada dia vivo é uma vitória. Bem, na verdade não é uma vitória, porque acordar continua sendo triste e desesperador. Mas com tantos pensamentos horríveis, sei que estou me esforçando por apenas ainda estar aqui, nesse mundo, viva. Faz tempo que a vida tem se tornado preto e branca e poucas coisas me alegram. Já não tenho mais vontade de sair, tenho medo de perder meus amigos, mas não tenho nem forças para sair de casa. Viver é um pesadelo no qual parece que eu nunca vou acordar. A vida já foi melhor, mas estou aqui, aos prantos pensando o que será de mim...passei do meu limite várias vezes. Tudo dói. Tudo machuca.
Eu carrego a morte de alguém comigo. Não como lembrança distante, mas como algo vivo, pulsando dentro do meu peito. Ela respira comigo, anda comigo, dorme ao meu lado quando fecho os olhos. Não importa onde eu esteja, aquele momento sempre chega antes de mim.
As pessoas dizem que não foi culpa minha. Que foi um erro, um acidente, uma consequência inevitável. Elas falam isso com facilidade, como quem descreve o clima. Mas eu estava lá. Eu vi os olhos perderem o foco. Eu ouvi o último suspiro falhar no meio do caminho. Eu senti o peso da vida se tornando apenas… carne.
Eu lembro do som. Sempre lembro. O impacto não foi alto, foi seco, errado. Um som que não deveria existir. Houve um segundo de silêncio absoluto, e nesse segundo eu soube. Antes mesmo de olhar, eu soube que tinha acabado com tudo. Quando meus olhos desceram, o corpo já não respondia. Peso morto. Calor indo embora rápido demais.
Minhas mãos tremeram, mas não largaram. Tinham sangue nelas, muito mais do que eu esperava. Grosso, escuro, quente. Escorreu pelos pulsos como se quisesse me marcar, como se quisesse garantir que eu nunca esquecesse quem eu era naquele instante. Eu fiquei ali parado, incapaz de agir, esperando um milagre que não veio.
Desde então, nada em mim funciona direito.
A culpa não é um pensamento, é uma sensação física. Ela aperta minha garganta até doer engolir saliva. Ela faz meu estômago revirar, como se algo estivesse apodrecendo por dentro. Às vezes eu acordo com vontade de vomitar, outras vezes com vontade de gritar, mas nunca faço nenhum dos dois. Eu engulo. Sempre engulo.
Já lavei minhas mãos até a pele rachar. Até arder. Até sangrar de novo. Mas o vermelho nunca some de verdade. Ele volta quando fecho os olhos. Volta quando o silêncio fica alto demais. Volta quando alguém confia em mim, porque eu sei exatamente o que sou capaz de destruir.
Eu não me perdoo. Não porque não tentaram me convencer, mas porque eu não mereço. O perdão exige que o erro fique no passado, e o que eu fiz não ficou. Ele se espalhou. Moldou tudo o que eu me tornei depois.
Em batalha, eu avanço sem medo. Parte de mim espera ser atingida. Não por coragem, mas por cansaço. Cada dor nova é pequena comparada àquela que nunca para. Cada ferida aberta é um lembrete de que ainda estou aqui… quando talvez não devesse.
Eu sigo em frente não por esperança, mas por punição. Viver é a sentença. Lembrar é a tortura. E carregar essa culpa é a única coisa que me mantém honesto sobre quem eu realmente sou.
Eu não esqueci.
Eu nunca vou esquecer.
E isso é o que mais dói.
— Cyrox
Realidade espiritual é aquilo que alguém toca pelo Espírito Santo, e isto que é tocado é vivo e real.
Sinto muito se não sou a pessoa mais legal do mundo, mas a hipocrisia não combina comigo. Pois vivo meu mundo de liberdade e sem preconceito de opiniões. Mas não sou alienado sem conhecimento devido à fragilidade dos indivíduos que só conseguem identificar o que os separa e não os une.
O que nos torna tão humanos além de ser um ser vivo racional e viver em um mundo com 8 bilhões de ideologias distintas e, graças a essas grandes diversidades e distinções de pensamentos, muitas vezes podemos aceitar ou confrontar uma ou um conjunto de ideias propostas por cada indivíduo.
