Morte de Alguém Querido
Quando nos despedimos de alguém a culpa sempre é do tempo e o motivo sempre é a morte , então precisamos aproveitar melhor o tipo.com nossos amigos e familiares pois nunca sabemos o tempo que nos resta.
Ignorância, é saber que quando a Morte nos chamar, iremos habitar uma caixa que alguém escolherá para nós e, ainda assim, apesar de toda a liberdade que nos é dada em vida, escolhemos viver enclausurados nas nossas prisões mentais, apesar das inúmeras portas abertas com saídas para o Norte!Vivemos conscientemente soterrados, pela escuridão da nossa própria mente!
- enquanto você chora por alguém, alguém chora a morte de um familiar, ou nesse mesmo instante, alguém é atropelado, um casal faz amor, um criança nasce, alguém quer a cura pro seu câncer, alguém perde um bebê, pessoas dormem, pessoas trabalham, alguns estão bêbados, outros drogados, alguns com fome, outros roubando, algumas mulheres se prostituindo, uma menininha quer, apenas, andar.. Enquanto você perde tempo chorando por alguém que não merece, outras pessoas tem um real motivo pra chorar e continuam vivendo. O mundo não pára!
A forma mais Bela de não se aceitar a morte de alguém, é cogiar que o próprio ainda vive entre nós.
Fernando Basuko
Silenciar com alguém é uma ferida viva naquele que silencia! É a presença da morte do outro que ainda aqui nesta vida vivia...
“Para a vida e para a morte não existe linha tênue”
Nunca existiu alguém que viveu, mesmo estando morto seu coração,os tropeços que a vida nos dá,é um contexto sem explanação.
Sempre existiu aquele coração que batia em descompasso, catando as migalhas de alguns abraços, acanhada felicidade, nada de desassossego, somente noites geladas.
Nunca persistiu em busca da verdadeira explicação, talvez os sentimentos fossem de brinquedo, estúpida canção, tudo esconde o tempo, dias sem compaixão.
Sempre persistiu de maneira errônea, arrogância em traços fortes, o orgulho era algo sem nome, riacho vazio, extrema fome, vozes perdidas, caladas.
Nunca entendeu porque os erros eram sua tônica, respondia de forma irônica, palavras que levam seu par à forca, tudo sem solução.
Sempre entendeu que sua vida não vinha do coração e que a morte tão vislumbrada, era suma decepção, nada como vidas trocadas.
Podemos associar o roubo do quadro da Mona Lisa à morte de alguém, ou com a perda de algo. Assim como o quadro só ficou famoso porque foi roubado, o mesmo acontece quando alguém morre e fica mais reconhecido, ou recebe mais valor.
Quando perdemos algo, queremos de volta acima de qualquer circunstância. A perda de alguma coisa, mesmo que antes desta não tenha muito valor, força nosso instinto a querer de volta, portanto, se quiser perturbar a tranquilidade de alguém, experimente tirar algo deste.
Não retribua com tristeza a morte de quem cuidou tão bem de ti, porque esse alguém nunca desejou te ver triste.
_______Quem te ama quer te ver feliz__
(Avante!)
Alguém mata alguém morre (Cristo) e isso é divino. Logo Deus é bom na razão insana pela morte que permitiu. Tão fácil é para o crente conviver com a ideia de que alguém morreu por ele, e isso também foi bom.
EXÍCIO DIÁRIO
Pode alguém dizer que é sorte
Pra que se tenha boa morte
Buscando vida em próprio corte
Lasca o vício em deporte
Não é finito nesse norte
E onde quer que se aporte
Algum exemplo te reporte.
Alegrar-se com a morte de alguém, seja adversário político ou bandido, é uma manifestação do vil que não escolhe lado e pode estar ao seu lado.(Walter Sasso - Autor do livro Dobra Púrpura)
Para a morte não existe seletividade, quando ela quer levar alguém, ela não escolhe pessoa ruins ou boas, pobre ou rico. Simplesmente ela carrega sem ao menos pedir licença.
Eu carrego a morte de alguém comigo. Não como lembrança distante, mas como algo vivo, pulsando dentro do meu peito. Ela respira comigo, anda comigo, dorme ao meu lado quando fecho os olhos. Não importa onde eu esteja, aquele momento sempre chega antes de mim.
As pessoas dizem que não foi culpa minha. Que foi um erro, um acidente, uma consequência inevitável. Elas falam isso com facilidade, como quem descreve o clima. Mas eu estava lá. Eu vi os olhos perderem o foco. Eu ouvi o último suspiro falhar no meio do caminho. Eu senti o peso da vida se tornando apenas… carne.
Eu lembro do som. Sempre lembro. O impacto não foi alto, foi seco, errado. Um som que não deveria existir. Houve um segundo de silêncio absoluto, e nesse segundo eu soube. Antes mesmo de olhar, eu soube que tinha acabado com tudo. Quando meus olhos desceram, o corpo já não respondia. Peso morto. Calor indo embora rápido demais.
Minhas mãos tremeram, mas não largaram. Tinham sangue nelas, muito mais do que eu esperava. Grosso, escuro, quente. Escorreu pelos pulsos como se quisesse me marcar, como se quisesse garantir que eu nunca esquecesse quem eu era naquele instante. Eu fiquei ali parado, incapaz de agir, esperando um milagre que não veio.
Desde então, nada em mim funciona direito.
A culpa não é um pensamento, é uma sensação física. Ela aperta minha garganta até doer engolir saliva. Ela faz meu estômago revirar, como se algo estivesse apodrecendo por dentro. Às vezes eu acordo com vontade de vomitar, outras vezes com vontade de gritar, mas nunca faço nenhum dos dois. Eu engulo. Sempre engulo.
Já lavei minhas mãos até a pele rachar. Até arder. Até sangrar de novo. Mas o vermelho nunca some de verdade. Ele volta quando fecho os olhos. Volta quando o silêncio fica alto demais. Volta quando alguém confia em mim, porque eu sei exatamente o que sou capaz de destruir.
Eu não me perdoo. Não porque não tentaram me convencer, mas porque eu não mereço. O perdão exige que o erro fique no passado, e o que eu fiz não ficou. Ele se espalhou. Moldou tudo o que eu me tornei depois.
Em batalha, eu avanço sem medo. Parte de mim espera ser atingida. Não por coragem, mas por cansaço. Cada dor nova é pequena comparada àquela que nunca para. Cada ferida aberta é um lembrete de que ainda estou aqui… quando talvez não devesse.
Eu sigo em frente não por esperança, mas por punição. Viver é a sentença. Lembrar é a tortura. E carregar essa culpa é a única coisa que me mantém honesto sobre quem eu realmente sou.
Eu não esqueci.
Eu nunca vou esquecer.
E isso é o que mais dói.
— Cyrox
Às vezes, insistir em alguém é querer acompanhar a morte, descalço, sem camisa e ignorando a sorte;
