Morte
A morte de um ser humano, por principio moral da vida, nunca deve ser celebrada. Muitas das vezes, em nome da justiça e da humanidade, ela pode até ser necessária mas nunca deve ser festejada. Afinal todos que estão devidamente ou indevidamente nesta dimensão, por vida estão aqui para evoluir e se transformarem mas se não evoluem, prestaram contas da desobediência ao Altíssimo, o infinito Criador.
A historia de Santa Sara Kali, mais comum é que após a morte de Jesus, os romanos colocaram em um barco sem remos e sem direção, como uma forma de condenação a morte eram elas Maria Magdalena, Maria Salomé e Maria de Cleofás e a serva egípcia Sara, durante a viagem no meio da turbulência do mar, Sara tirou o lenço azul da cabeça e fez uma promessa a Deus, se elas fossem salvas ela Sara usaria aquele lenço por toda sua vida. Logo após seu pedido o mar se acalmou e chegaram ao sul da França. As três Marias, foram as colinas para levar a palavra e os ensinamentos do mestre, enquanto Sara permaneceu na planície, durante sua jornada deparou com um grupo de ciganos, onde foi acolhida e aprendeu toda sua cultura. Ela não foi canonizada pela Igreja em 1712 como muitos afirmam.
Eu queria saber onde encontrá-los depois da morte, em qual esquina da eternidade seus abraços ainda me esperam. Queria apenas mais um dia, mais vinte e quatro horas para ouvir suas vozes, guardar seus sorrisos e me despedir mais uma vez.
Mas a saudade é esse lugar impossível, onde o amor permanece e o tempo não volta. E, talvez, meu maior desejo seja este: poder escrever sobre vocês sem que a dor escorra pelas palavras, e transformar a saudade em apenas mais uma forma de amar.
amo a morte tanto quanto amo a vida
pois por mais encantadora e linda que a vida possa ser
a morte é o alívio, a paz e o fim
e tudo que eu preciso é um ponto final
novos começos já não me deixam tão animada, uma outra perspectiva já não me deixa otimista
um novo sonho não me faz transbordar de emoção
um novo amor não me tras mais tanto encanto
queria que o amor pela vida voltasse a transbordar dentro de mim, mas hoje sou apenas o que restou de minhas experiências, emoções e decepções.
BR MORTE 153
Na imensa e negra passarela
Desfila a senhora da escuridão
Escolhendo a cada cratera
Aqueles que ficam, aqueles que vão...
Aqueles que em seu corpo trafegam
Levam na alma o medo
Pois suas crateras revelam
Ceifas de vidas tão cedo...
Caminho frio da incerteza
Margens do descaso cruel
Onde paira a fúnebre tristeza
Derramando lágrimas de fel...
Imensa lâmina opaca
Unindo o sul e o norte
Espalhando corpos e sucatas
BR caminho da morte...
Gigantesca vergonha Nacional
BR da insensatez
Caminho torvo e mortal
BR morte 153.
Eu sou forte, eu venci a morte, eu fiquei em pé quando tentaram contra mim.
Eu sou forte, superei o medo de atravessar as fronteiras e o de morrer nas trincheiras, onde tentaram me sepultar.
Eu sou tão forte que reeguida da dor, olhei para as minhas marcas e agradeci por ser quem sou.
Eu sou forte, desconsiderei as traições, as covardias e tive a ousadia de recomeçar.
Eu sou forte, sei que tudo posso, e portanto, como rainha do meu próprio reino para mim mesma decreto: terás da vida o melhor, alcançarás o mais alto lugar e sentirás o amor fluir e florir tua vida.
Nildinha Freitas
O primeiro dia após a morte
É vago, vácuo, vazio e ócio.
Pois a insatisfação, a tristeza, a dor e o esmorecimento promove a prostração.
0 primeiro dia após a morte
É também o primeiro passo à depressão.
A nostalgia e a angústia causam o dissabor
E incitam a consternação.
A amargura é fruto do
padecimento
Do luto, do infortúnio
E da mortificação.
O primeiro dia após a morte
É sim, um dia de aflição
Da pena , do pesar e da inquietação.
O primeiro dia após a morte !
É dia da infinidade sem fim;
É sempiterno.
04032018
Provavelmente o pior da morte, não é ela propriamente dita. O pesadelo não reside mais no corpo. Mas ainda é dominante ao espírito. É surreal a posição daquele que desencarnou e agora está na esfera da observância, sem nenhum poder de intervenção, sobre as ações que lhe contraria.
150626
OPS:
Here, teacher ( a morte )! Tic tac, tic tac. Recobrei a consciência. Ainda há tempo? Sniff, snif, snif.
Devias ter vivido, o presente. Passaste todo o tempo preso às memórias. Vivestes intensamente a mercê das expectativas e da esperança.
040726
Eu vi a morte uma vez.
Quando eu tive meu primeiro sonho.
Era escuro, frio, cercado de árvores.
Mas eu seguia o caminho, descalça.
Até que eu vi ela, brilhante, quente, familiar.
A morte é uma mulher.
De manto e véu branco.
Ela é alta, sem rosto, e me tirou da escuridão.
Me levou pra um quintal com a grama vibrante.
E uma casa branca de madeira.
A casa onde eu cresci, a casa a qual pertenço.
Eu vi a morte uma vez.
Ela era linda.
Eu descobri algo mais amargo que a morte.
Mais doloroso que o luto de uma perda.
Mais cruel que a frustração de um fracasso.
Mais sufocante que o peso da solidão.
É descobrir que uma pessoa capaz de alcançar o lugar mais profundo do seu coração escolhe usar esse privilégio para destruí-lo.
A morte põe fim à vida.
A traição, porém, não.
Ela deixa o corpo respirando, mas rouba a paz, silencia a esperança e transforma cada novo amanhecer em um lembrete da dor.
Porque a pior ferida não é causada por quem consideramos ser nossos inimigos, mas quem um dia confiamos e que prometeu nos amar.
Há dores que fazem chorar.
Há dores que fazem sangrar.
Mas a traição faz algo ainda pior ao homem: ela muda para sempre a maneira como o coração aprende a confiar.
Enquanto você fica procurando uma razão para a vida, a morte pode te deixar mil desculpas por não ter vivido.
QUANDO O TEÓLOGO JALISON SANTOS TAVA NO HOSPITAL ELE DISSE:
“Hoje eu vi a morte de perto e lagrimei — e vi Deus enxugando minhas lágrimas. Vi a morte e ao mesmo tempo a vida. A morte me deixou, a vida me abraçou.”
UMA CARTA PARA A MORTE
Tenho medo de olhar em teus olhos, mas tenho vontade de sentir o teu beijo frio e o teu abraço gelado, me envolve com tua mortalha, me leva daqui, quero derramar minhas tristezas em teus braços. A vida me fez te desejar, sinto que nasci para morrer, parece que fui feito pra você, quero ir ao mais profundo do abissal, onde ninguém possa me encontrar. Deixa eu lavar tua veste com minhas lágrimas, canta pra mim uma música triste, então deitarei em teu colo e dormirei e não mais acordarei.
Autor: Raone Fonseca
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