Morte

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⁠Para um artista separar-se da sua arte é uma morte inteira

O mar não está morto; a morte é um paradigma de vida que contempla aquilo que não foi esquecido.
Reno Fioraso

"O tempo é breve, a vida é efêmera e o nosso futuro é a morte."

morte nem sempre chega em silêncio.
Às vezes ela cresce devagar
dentro dos olhos cansados,
nos sonhos abandonados,
na parte da alma
que desaprende a sentir.
Há mortes invisíveis
que ninguém enterra.
A da esperança,
a da inocência,
a daquela versão nossa
que um dia acreditou demais.
Helaine machado

"Já dizia Jalison Santos:


Não temer a morte é não temer a Deus."

"Nenhuma riqueza é capaz de te salvar da morte."


— Jalison Santos

"A verdadeira imortalidade não é vencer a morte, mas viver de tal modo que ela não consiga apagar aquilo que fomos."

Chamamos de irmã a morte,
embora dela fujamos sem cessar.
Ela não nos rouba a esperança;
apenas a conduz para além do olhar.

É dura para quem fica,
silêncio que rasga o peito e faz chorar.
Mas, para quem parte em Deus,
é a porta por onde a Vida vem abraçar.

A morte fere os vivos,
não porque vença o amor,
mas porque o amor sente a ausência.

E, ainda assim, nossa irmã
leva o peregrino ao encontro
da Vida que jamais terá fim.

A maior crueldade da existência talvez não seja a morte, mas conceder ao homem a lucidez apenas quando já não existe ninguém capaz de receber o amor que ele finalmente aprendeu a oferecer.

O meu quarto tem cheiro da morte.
A minha janela reflete a escuridão
A minha cama vazia me ensina o que é a solidão.

Deus é a própria morte.

Metaforicamente, Deus é, na verdade, a própria morte...

Por que Deus é a morte?

A morte é onipresente, onipotente, onisciente; ou seja, está em todo lugar, é invisível, imortal, presente, eterna, é o nada — e, por ser o nada, conhece tudo; é o fim — e, por ser o fim, conhece todo o início.

A morte é justiça e, por ser justa, não tem pobre nem rico, nem inferior nem superior; tanto humano como inseto, sem exceção, cedo ou tarde, todos são condenados, todos morrem.

A morte é a reflexão mais profunda; é o que nos faz pensar, agir, mudar; é o que nos incentiva a viver, a fazer, a compartilhar e a deixar.

A morte é encontro; é para onde todos caminham, independentemente dos infinitos caminhos — o destino é o mesmo para todos; é onde todas as almas se encontram, na morte.

A morte é amor; é onde nos sacrificamos pelo próximo; é onde deixamos o legado, a ideia, o propósito; é o que fazemos pela nossa família, amigos, sociedade, natureza; é o que servimos e deixamos para o mundo antes de morrer.

A morte é o pai, é a mãe de todas as coisas; é o que veio antes de tudo existir; é o que veio antes do “bem e do mal”, do “paraíso e do inferno”, da “luz e da escuridão”; é o que veio antes do “nascimento”, da “vida”, do “Big Bang”, do “universo”; é o que veio antes de tudo existir, porque já existia e estava lá; é o que chamam de “vácuo”, “nada”, “inexistência” — é a morte, o próprio Deus.

A escola é minha vida; meu diploma é a morte.

Meu diploma é a morte; até lá, eu tenho muito o que aprender ainda para tê-la.

O nascimento é a porta de entrada; A vida, a passagem; A morte, a porta de saída.

A vida é um filme sem roteiro entre o nascimento (começo) e a morte (fim).

A vida é o resultado do amor entre o nascimento e a morte.

Nascemos para morrer; nascemos da morte.

"Perder tempo" é muito relativo quando o destino é a morte.

O maior arrependimento que uma pessoa tem após estar próximo da morte é não ter acreditado que ela um dia chegaria e perceber que não viveu como gostaria.

Nascimento é entrada;


Vida é passagem;


Morte é saída.