Morreu e esta em um lugar Melhor
Me tira do prumo,
Me desconcerta
Me desatina...
Doce escárnio da ironia,
Um coração jogado
Num traço falho de vida
Oh minha querida ...
Eu não precisava...
Nenhum dia..
arranjo de flores
[...] um arranjo de flores
de muitas cores,
assim terei motivo
e o mais viver, cativo,
para a inspiração florecer...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Sertão da Farinha Podre, Triângulo Mineiro
maio de 2020
Cuidado com o peso e poder das palavras, você vai pra casa se achando um máximo, e outro se sentindo um lixo. Palavras erradas são como o dedo que puxa o gatilho, se não mata, deixa sequelas irreversíveis.
o futuro é incerto , por isso dê valor as coisas certas na vida sabendo que, um dia ela acaba na terra, mas continua na eternidade de acordo com as nossas escolhas.
Se o amor realmente é uma embriaguez, basta tomar um porre por dia para afastar o risco da sobriedade.
Hoje, passamos por um momento de decadência da humanidade, valorizamos as mentiras e trapaças dos que vivem de aparência externa, e menosprezamos a verdade e o amor daqueles, de aparência interna.
Quando em um futuro incerto o humano viver dentro de um avatar, serão apenas vontades em uma máquina, o humano quer ser máquina e quando for, terá a vontade de ser humano novamente.
Somos a única espécie que nascemos com a capacidade de aprender não sei se isso e um benção ou nossa maldição
Uma estrela é apenas uma estrela
Não é só dela
Que vem o brilho do universo
Assim como um verso
Não se faz poema
Quem se perde nessa imensidão de palavras
Tem amor e ódio no olhar de quem ficou com sentimentos transbordando rancor, daquele que mais no mundo amou.
Depois de tudo somente dor restou!
Uma voz dentro de sua alma ecoava um grito de socorro, e de novo ela se sentiu sozinha, sentada à beira daquele abismo. Haviam rosto de todos os tipos, mas ninguém a ouvia. Ela parou por um instante, assustada, e começou a ouvir sua respiração ofegante. — “É só mais um dia” — gritava com ela mesma. Acostumada com aquela dor costumeira, ela levantou-se enxugando suas lágrimas como sempre fazia, era como se já fizesse parte da sua rotina. Engoliu seco. Àquela voz mais uma vez foi silenciada pelo absurdo. Ela sentia medo, mas, no fundo, ela sabia que precisava fugir dali. Com passos lentos e ainda muito assombrada, ela caminhou até a pia do banheiro para lavar o desespero que avistava em sua face. “Ninguém precisava saber o que havia acontecido ali”, ela pensou. Ao levantar à cabeça para se olhar no espelho, ela enxergou uma figura muito familiar: uma sombra, muito aflita e abatida. Ela não se conteve e de novo se afundou em lágrimas agarrando o tecido de sua camisa florida já manchada do sangue que escorria de seus lábios. Uma ferida acabara de ser rasgada no mais profundo de sua alma e doía mais que a dor física que ela sentia naquele instante. Abaixou-se colocando três dedos na garganta para tentar aliviar a sua ânsia, mas nada saiu. “À sua morte estaria chegando? ”. Pensou por um instante. Balançou a cabeça para afastar aquele pensamento medonho e observou as paredes cinza à sua volta que na sua cabeça parecia dançar. Ficou perplexa querendo entender como que ainda continuava ali, sozinha jogada aos prantos. Soluçava. Ela não tinha muita certeza do que fazer. À feição de seu rosto mudara e agora ela não parecia mais ter medo. Ela suspirou um ar de culpa que parecia não a pertencer e foi se arrastando com confiança até uma porta branca que avistava em sua direção. Um suor frio congelava à sua pele. Ela fechou os olhos para afastar aquele sentimento de medo que parecia voltar ao seu interior deixando uma última lágrima cair. Cerrou os punhos com muita raiva e continuou a se arrastar pelo chão. Estaria próxima do fim? Pensou com clareza. Um caminho de sangue se estendia à medida que ela se aproximava da porta. Uma leve intuição de esperança tomou conta do seu interior dando lhe uma impressão de alívio, e a única coisa que ecoava agora era o som de sua respiração ofegante. Semicerrou os olhos por um instante para conter uma lágrima e respirou fundo para não precisar gritar. Ela já estava cansada e os efeitos colaterais de suas dores a deixava cada vez mais fraca para finalmente sair dali. Uma memória de sua infância tomou conta de sua mente. Agora ela tinha medo, tristeza, raiva, angustia, e uma vontade maior ainda de se libertar. O que havia acontecido no passado se repetia? Uma força maior se criou dentro dela e já não importava mais o que acontecesse. Àquela lembrança a despertou algo que ela jamais imaginou que teria algum dia: a coragem pra enfrentar seus próprios pesadelos. Finalmente ela girou a maçaneta da porta. Seu corpo, que agora se mantinha em pé, corria em direção ao que poderia ser a luz no fim do túnel. O grito de socorro finalmente foi dado pela sua insegurança. Parecia que seu coração ia explodir no peito à medida que ela se distanciava dali. O medo que havia sido enraizada dentro de si durante anos de repente transformou-se em esperança. Ela sabia que não era a única que precisava se libertar, assim como também sabia que outros lugares haveriam corpos ecoando um grito de socorro onde ninguém mais podia ouvir.
Mais um final de tarde que parei para admirar...
As cores parecem competir entre si para ver quem ganha maior destaque nesse céu lindo de quase inverno. Aos poucos a noitinha vai chegando com seu show de brilho, e quando tem lua cheia então...
o espetáculo tá completo! Que maravilha saber que com toda essa beleza, após o descanso, o amanhecer renova nossas forças para as grandes oportunidades que Deus nos dá. É simplesmente impossível não se encantar com tudo isso que temos de graça, para Amar e aproveitar...
Certos homens são como um liquidificador.
Se você não tem acha que é imprescindível
Depois é pura rotina e quando começa a dar problema o negócio é trocar.
Um povo que não aprendeu com os livros sobre o caos que se instalou em várias passagens políticas da sua história limita-se a viver repetindo-a estimulado pelo aprendizado de quem a tem clara e detalhada na sua memória a fim de que, com o suporte do poder, consiga manipular, no remake, o seu resultado catastrófico dando-lhe uma roupagem moderna, informatizada e mais colorida, e isto encanta, sobretudo, os sofridos, desinformados e iludidos da atualidade, porém alheios à realidade pregressa.
Aos que se prestam à mentira, a verdade como um traço do bom caráter, termina sendo o pior dos fantasmas.
Toda vez que eu leio um livro, eu costumo deixa-lo aberto na última página que li, não por preguiça de fecha-lo, mas para lembrar-me de onde eu parei, a última frase que li e por onde eu devo continuar. Assim deveríamos ser; sempre abertos. Abertos a ouvir outras perspectivas de vidas, dos caminhos que cada um levou a chegar até onde. Atentos ao que é dito e que muitas vezes deixamos passar. Aberto a novos desafios, às lições que nos ensinam, nos inspiram e nos motivam a continuar de onde paramos.
Algumas coisas me fazem pensar: arriscar-se tanto assim por um amor, valerá a pena? Eu sossego, piso no freio e deixo as coisas fluírem. De nada adianta insistir em algo sem saber se os resultados serão da forma como imaginei, construí ou lutei pra ter algum dia.
Estou com meu peito destruído
Já faz um tempo
Agora meio que nada sinto
Só brigo e grito e...
Nada eu sinto...
Meu coração de mulher, de amante, de menina
Totalmente destruído
Algo dentro de mim comemora
Algo dentro de mim adora...
Quantas vezes neguei minhas emoções
Passei por cima de minhas dores
Como se não fossem nada
E eu sempre acho que estou tentando me curar
Mas toda vez quero levantar a voz e ter razão
Quero saber tudo
Ao invés de cuidar das plantas.
Não posso dizer que estou triste
Pois eu não sinto nada. Nada. Nada.
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