Morre Lentamente Marta Medeiros
As estações passaram lentamente,
Estou no vazio dos teus abraços,
Na plenitude das tuas mãos,
As horas agem implacavelmente!...
As músicas presenteiam inteiramente,
Virei poesia reverente na canção,
Na altitude solar ardente,
Jurei virar um oásis de sedução.
As aspirações mais sutis subscrevem:
- Estou no ápice de te pertencer
No ponto que a Lua e Vênus convergem
As saborosas doçuras que hão de acontecer!...
As suratas e as femininas obediências,
Bem aprendidas desde cedo,
Tenho alma saharaui;
Carrego lições que não as esqueci,
Porque hei de amar-te e fazer-te ledo,
De um jeito que jamais vi!...
Caminhe
lentamente,
por nada te apresses!
Afinal de contas, o único lugar que,sensato,decidido,
deves alcançar é a
timesmo!
O sistema universal de poder, para as gerações modernas, caminha lentamente para uma forma de governo mais ostensiva e radical ao ponto de obrigar seus cidadãos a se submetê-lo.
“Fui voltando por um lugar colorido escuro com uma luz apagada, correndo lentamente de algo que me faz andar rápido”.
By - Márcio Brandão
Oh, doce rosa em desalento,
Que murcha lentamente, num lamento,
Tu, que outrora brilhavas com esplendor,
Agora, aos poucos, perdes a cor.
Teu perfume, antes tão envolvente,
Agora se desvanece, tristemente,
Tuas pétalas, antes vivas e viçosas,
Agora estão murchas, frágeis, dolorosas.
Teu caule, que sustentava a esperança,
Agora se curva em triste dança,
Tuas folhas, antes tão cheias de vida,
Agora se enrugam, perdendo a guarida.
Mas mesmo assim, tua beleza persiste,
Mesmo em tua fraqueza, és triste,
Pois em teu último suspiro, oh, rosa,
Ainda irradias uma beleza grandiosa.
Como um lembrete da efemeridade da vida,
Tuas pétalas caídas, uma despedida,
Mas tua essência perdurará eternamente,
Mesmo quando fores apenas uma lembrança na mente.
Tu, rosa moribunda, és um símbolo de fragilidade,
De que mesmo na morte, há uma sutileza,
E em teu fim, encontra-se a beleza,
Pois até no ocaso, há uma singularidade.
Então, rosa em sua jornada final,
Teu destino, mesmo melancólico, é especial,
Pois lembrar-te-emos com ternura,
Como uma flor que mesmo murcha, ainda tem doçura.
Quero apreciar o sabor do seu pêssego, lentamente no meus lábios, sentir sua doçura na minha língua, enquanto você em delírio alimenta meu prazer.
Às vezes penso que
o meu continente
está mergulhando
lentamente no lago
parado da morte.
Na América Latina
não tem sido nenhum
pouco diferente,
E imparável só penso
a cada dia mais
em resistir porque
junto eu não
vou e não quero ir.
O atraso processual
anda castigando
os presos e as paredes
das prisões e existe
um oceano de gente
que finge não ver.
O velho tupamaro
originário segue
em martírio há
mais de vinte dias,
E a Comandante n°2
em situação infernal:
(países diferentes
num pesadelo igual
com ideologias
e tragédias coincidentes).
Não é segredo que
corações maus levam
qualquer ideologia
à total deriva e tudo
o quê leva na vida
tempo para conquistar.
Em Fuerte Tiuna
estou entre aquilo
que muito machuca
e tudo aquilo que
é muito impossível
de compreender.
No meio desta
gente que precisa
de paz para se entender,
todo o santo dia
quero saber da tropa,
do General e do mapa.
No Guadacapiapu-tepui
do Esequibo Venezuelano
por todos e tudo isso
insisto nos meus versos
latino-americanos com a intimidade
que todos ali transitam
(contando tudo isso e mais um pouco)
e nos outros onze tepuis habitam.
A que distância está alinha de chegada do seu objetivo? Você está caminhando lentamente ou está correndo em busca do troféu? Seja qual for a ação, queira chegar ao objetivo. Mas saiba que "correndo" você chega mais rápido? O que seria o correr? Seria empregar ferramentas para chegar ao objetivo, enquanto caminhar seria tentar chegar a ele sem esforço.
Porque sou triste.
É já nem sei se alegria existe
Pois a dor que sinto me crucia lentamente
E é por isso que sou triste
Já fui feliz, sim, amava, sorria
E se hoje finjo e tento ser risonha
Busco em mim mesma uma falsa alegria
Mas o coração aos poucos não resiste
Que a solidão comigo se sacia
E se hoje alguém me acaricia me apavoro, temendo falsidade.
Sou assim por ser sozinha.
A vida é curta, o tempo é implacável.
Talvez o mais importante quando o fim de aproxima lentamente, é ter alguém para conversar, falar dos nossos silêncios, das nossas gritarias, dos nossos anseios e das nossas alegrias.
Para cada momento na vida de uma mulher há um mover diferente de Deus e para cada mover uma nova unção de serviço . E este serviço não é apenas o que se vê mas também o que só é percebido, sentido, falado, chorado, orado e acima de tudo:Entregue no altar secreto do Pai.
A Ti, toda a honra, toda a glória e o domínio total e absoluto sobre os meus passos, meus gestos e sobretudo novos relacionamentos entregues aos meus cuidados para que os honre de acordo com a Tua vontade Ó Deus.
Te amo Deus!
Quem se permite enfrentar a dor da transformação ganha asas e liberta-se. Porém quem se recusa a entrar no silêncio do casulo, continua eterna lagarta devoradora. Infelizmente é preciso reconhecer: nem toda lagarta se transforma. Nem todo mundo se transforma. Muita gente continua sendo sempre lagarta, eterna devoradora sem muito a oferecer.
Todos seriam mais amados e respeitados. E os que se protegem dentro do ateísmo e do ceticismo por amor a sua liberdade de pensar teriam chance de cultivar sua espiritualidade em paz. Queria que fosse assim. Uma utopia da minha cabeça desejar que as pessoas olhassem a espiritualidade com um amor leve e sereno; desejar que dirigentes espirituais não traiam a liberdade de amor e pensamento daqueles que os procuram e por fim desejar que os que tem medo da espiritualidade vejam-na como reflexo da beleza através dos seus próprios olhos.
O brilho do olhar
O sorriso
O toque
A pulsação viva
As palavras mais doces
Existem príncipes encantados
Aquele que está ao seu lado
Aquele que espera
Que não desiste
Sonha
Vem
Traz a calmaria
O verdadeiro encontro
Por quem você se transforma
E se renova todos os dias
Desabrocha
Não murcha
Não cai
E brota
Porque cuida
Zela
Embala
Risos que confortam
Lágrimas que alegram
Quebram-se regras
Formam-se laços
Em macios abraços
Ternura que envaidece
Quando fazemos angu (polenta), normalmente, fica uma rapa grudada na panela. Um pode ficar um bom tempo raspando a panela com uma colher; outro pode colocar a panela de molho e esperar a rapa sair por si. Há coisas na vida que precisam ser colocadas de molho: é preciso ter paciência para resolver determinados problemas. Considerando, ainda, que há problemas que não esperam; são aqueles que precisamos do uso da força para resolvermos no momento em que surgem. Façamos o bom exercício da nossa sabedoria para distinguirmos um do outro. (Marta Pacheco)
PRA VOCÊ
Estes versos são pra você
Vazios de sua presença
Cheios de sua ausência
Com um toque de sofrer
Mais um poema a ti dedicado
Nele chamo tua atenção
Com meu jeito delicado
Quero tocar teu coração.
SÁVIO E A BICHARADA
O BESOURO Sávio
Quando uma nuvem de fumaça encobriu o céu os pássaros fugiram assustados e com grande estrondo a árvore mais velha caiu.Tamanho foi o desespero da dona andorinha que tinha seu ninho ali na copa da árvore gigante que não suportou a dor de perder a sua casinha feita com tanto zelo e chorou. Gilmar o gambá quase sem palavras estendeu um lenço de papel para o tatu e para a toupeira já que a andorinha de tão desconsolada voou para longe de casa.
Sávio era o retirante mais antigo do local e quando viu a lastimável tragédia entre tantas outras que acontecia faz tempo ali na floresta; pegou seu bandolim e tocou assim:
-Que um dia haja esperança!
Que a floresta volte ter vida, que possamos ouvir as crianças que na excursão da escola aqui sorriam.
Quem sabe um dia eu volte a sonhar e a cantar canções de amigos, com dona cigarra e o tamanduá e com a joaninha querida!
Depois de alguns meses Sávio passou por aquela estrada antiga onde um dia cantando se despediu de sua toca e viu que em meio a galhos secos que restavam ali pelo chão escondia-se um pequeno brotinho de amendoeira e para espanto de todos que o acompanhavam ainda tinha algumas flores.
O susto foi tão grande que todos ficaram eufóricos e Sávio com seu bandolim começou a cantar:
-Há esperança para a árvore que foi cortada
Há esperança para floresta que ainda tem vida e mesmo que todas as árvores estivessem mortas no chão
ainda assim haveria esperança .
Todos juntos se alegraram e começaram a procurar pela enorme clareira entre as folhas secas, cinzas e raízes tombadas também alguns brotos para que fossem replantados e assim todos foram colocando de novo na terra os brotos que conseguiram encontrar, logo a bicharada retornou para a floresta que eles mesmos plantaram.
E assim porque o besouro sábio fez a sua parte e acreditou que em conjunto todos os bichos chegariam ao sucesso da presta ao invés de se lamentar em o resultado foi rápido porque todos ajudaram e precioso.
#autorresponsabilidade
