Morre Lentamente Marta Medeiros
Me toque lentamente... Me olhe bem profundo.. Faça-me sentir o cheiro de desejo que sai da sua boca. Me transborde de amor... Eu farei o mesmo.
És um todo
És um todo que a mim encanta.
Discorrer sobre tudo que de ti
mentalizo toma tempo, porque é
só em ti pensar viajo, e meu
pensamento carrega-me para longas
distâncias e não quero mais voltar.
Teus olhos, teem um brilho e uma luz,
que aos meus caminhos iluminam
vejo-os em todos os cantos, cintilar suave,
eu me ponho a olhar paro, para neles descansar.
Cabelos, fios de seda onde me envolvo, é como
uma nuvem nela entro, e olho o mundo lentamente.
Lábios de um sorriso lindo, que mostram toda beleza
desse teu eu interior livre e de coração alegre,
que só amor sabe propalar.
És um todo lindo de mulher.
Feliz será quem o venha ter, e usando
de toda franqueza para mim com certeza não és.
Basta ver-te. Não és para um qualquer.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Dançando e rebolando lentamente o caracol não olha para trás pois
Está sempre a um passo do seu próprio abismo.
LENTAMENTE
Quando ela era
Pequena, sempre
Brincava com seus
Brinquedos
Passando cada hora, cada
Minuto com eles,
Conforme ela crescia
Ela os mudou
Seus brinquedos
Lentamente se tornaram
Facas e tesouras
E sua cor preferida era vermelho
Ela não...
Ela não estava
Se divertindo brincando
Com eles
Mas ainda mantinha seus brinquedos
Antigos, para que ela pudesse se lembrar
De quão inocente e pura ela
Costumava ser...
Ó velas do meu moinho,
rodízios da minha azenha,
vão rodando lentamente
esperando que a morte venha.
I
Há qualquer coisa no rosto
desse teu ser pachorrento,
como quem espera o vento
nas belas tardes de Agosto…
O que me causa desgosto
é ver o teu descaminho,
deixo neste pergaminho
saudades do teu passado,
e ao ver-te abandonado
ó velas do meu moinho.
II
Foste um símbolo da vida,
remoeste farinha a rodos,
foi pena não dar p´ra todos,
como é triste a despedida...
Foste pão numa guarida,
imperador real da brenha...
O meu ser em ti se empenha
em ser cantante e moleiro,
ó águas do meu ribeiro,
rodízios da minha azenha.
III
Rodopiando a nostalgia
onde o meu ser nada viu,
não laborou, não sentiu,
nem fez de ti moradia...
Resta a minha simpatia,
o supor de quem não sente,
recordar o antigamente,
enaltecer a nossa História,
E os meus versos, na memória
vão rodando lentamente.
IV
Rodam como uma moagem
com carradas de cultura
e os sinais de desventura
dão-me gritos de coragem...
São murmúrios da mensagem
celebrada na resenha,
pra que o vento nos mantenha
sempre a par do seu saber,
e todo o mais é só viver,
esperando que a morte venha.
Fragmentos de manhãs de inverno, aquecidas lentamente.
Por que não permitir fragmentos em si mesmo que aqueça a alma diariamente?
A vida é sucinta, é essência, é energia.
Sentir é muito além de simplesmente existir, é viver.
" LENTAMENTE "
Não quero mais ouvir meu pensamento
e as vozes dentro em mim em agonia
pedindo que eu me entregue à essa folia
de ter uma paixão por sentimento!
Amei intensamente, noite e dia,
e se tornou, o amor, o meu tormento!
Não vou tornar ao erro, enfim! Lamento!
Sofrer, minh'alma, assim, não merecia.
Preciso que se cale a consciência
que pede-me outro amor, com insistência
e as vozes que atormentam minha mente…
Meu ser está doente, machucado,
e se a paixão insiste estar-me ao lado
eu morro pouco a pouco, lentamente!
Devolvo tua voz
Para teu gorjeio extasiar-me novamente
Teu canto que encanta meu presente
E no futuro te quero nunca ausente
Encante-me como sempre fizeste
Feche somente tuas asas em meu corpo quente
Que ferve ao sentir teu respirar na pele
Quero silêncio apenas das madrugadas
E em teu ninho deitada
Adormecer lentamente.
É FÁCIL ME ENCONTRAR
Costumo dizer que é fácil me encontrar
Que sempre vou estar aqui, esperando
Que sempre vou esperar, te amando
Que sempre vou amar, sem razão
Mas digo isso por você, não por mim
Se dissesse por mim, não seria assim
Seria mais dramático, meloso, acertado
Seria um tanto quanto amargo, cabisbaixo
Não será fácil me encontrar, como foi a primeira
Os lugares, eu vou deixar de frequentar
Onde tiver um rastro seu, eu não vou andar
Teu cheiro não vou me permitir cheirar
Mudarei de amigos, se for preciso
Mudarei de endereço, para não me apareceres de madrugada
Embora eu sonhe, com você me aparecendo altas horas
Mudarei de telefone, até o número do pix, pra não receber mensagens
Embora eu torça para ler as suas mensagens
E lentamente irei sumindo, não para mim, mas para você
E até nisso, tudo o que faço é para você
Pode não perceber
Mas sempre foi
você
Canção doce e suave que toca
Lentamente minh'alma aflita.
É a música sutil que me acalma,
Lamento e tristeza se acaba,
Incansável orquestra de amor
Alegria que acaba com toda a dor.
Percebi lentamente
Demorei para aprender a andar de bicicleta,
Batalhei muito para entender o jeito melhor de jogar futebol,
Foi uma luta fugir da timidez ao criar coragem para chegar nas meninas,
Demorei para perceber o quanto você deixa a minha cabeça bagunçada, mas traz equilíbrio para o meu coração.
Lentamente, em pensamentos,
posso flutuar sobre o mar
iluminado por um luar sereno
até chegar o triste momento
do inoportuno despertar.
