Morno
O amor que desejo não vive nos extremos. Não é 8 nem 80. Quero o centro, o equilíbrio, o morno que acolhe e traz segurança.
Bater no peito e se orgulhar de ser intenso demais só revela o tamanho do desequilíbrio. O excesso de fogo queima, o excesso de frio congela. Quero o calor que conforta, o aconchego que faz querer ficar.
Busco um amor tranquilo, onde palavras não precisem ser gritadas para serem sentidas. Não quero cartas quilométricas nem declarações públicas. Quero apenas sentir.
O amor que desejo está nas coisas simples: nas atitudes do dia a dia, no riso compartilhado, nas conversas profundas, no apoio mútuo. Está na admiração, no respeito, na proteção, e na confiança que gera estabilidade.
Quero um amor onde eu não precise atuar, ser perfeita ou esconder minhas imperfeições. Que eu possa ser quem sou, com meus defeitos e manias, e ainda assim o outro escolha permanecer.
Esse é o amor que quero.
O morno cansa...
O em cima do muro cansa...
O talvez cansa ..
O segundo plano cansa ...
A falta de reciprocidade cansa...
E quando a gente cansa meu bem... Nem reza brava da jeito!!!!
Mude! Mude todos os dias.
Sempre que precisar,
mas não aceite o mínimo,
o morno, o pouco, mude até
se encontrar, seja tudo,
tudo o que quiser ser.
Quando você me toca, sinto a leveza das nuvens,
a lua não para de brilhar, o sol é sempre morno, consigopegar as estrelas... Na verdade passo a morar no céu!
O amor pode ser comparado ao café, quer você goste frio, morno, quente, com leite ou puro.
Porém, todo mundo gosta, então todo mundo ama, de maneiras diferentes, mas amam.
AGOSTO NO CERRADO ....
Não é sempre está melancolia
o morno mormaço, esta fereza
de agosto, a secura que tristeza
no cerrado, agridoce dura poesia
Bela diversidade a sua natureza
um vendaval de cores e de magia
devaneio, como é vária sua beleza
e seu renovo, insistente teimosia
Dia e noite, noite e dia, feitiça fonte
vencedor de borrasca e de empeço
e lá se tem o pôr do sol no horizonte
Tão inarrável, encarnado, inconfesso
o qual da glória doura-me a fronte
ao arrostá-lo, pasmo e fulvo excesso ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/08/2020, 18’01” – Triângulo Mineiro
Caixa de Pandora
Quem te vê assim sempre morno,
Deveras não imagina
Que se esconde aí dentro um louco
Guardião de fantasias;
Quisera ter a chave do teu corpo.
Desvendar seus mistérios algum dia;
Libertá-lo e mantê-lo solto
Oh! Quão grande alegria!
Deixa eu fazer de ti um pouco
Minha eterna moradia.
Café
Se frio, não obrigada. Morno?! Ainda pior. Meio termo nunca me fez suspirar. Se quero, quero quente, saindo fumaça e, se possível, que desenhe inúmeros sorrisos dançando no ar.
Ah, e acrescente bastante açúcar, por favor! No amor, mais é sempre melhor; Não faço regime.
http://glacecomlimao.wordpress.com/2013/02/02/cafe/
Esmagada e gasto pelo Tempo ;as horas tiveram secado o meu sangue e coberto o cenho morno
Com linhas e rugas; quando a sua fresca manhã as regras da insonia me sugam
Ascender à alta noite senil,
Minguarem, ou sumirem de vista, a possibilidade de se rei
Roubaram o tesouro da minha primavera; hó princesa minha
Por esse tempo agora eu me oponho e me desfaleço
Contra a faca cruel da confusa mentalidade as vezes infantil
Sem o ponto final eles jamais ceifará da lembrança
Na suavidade do meu amor, embora lhe tire a vida
Nestas negras linhas ficará a sua beleza, estampada com meu sangue
à decadência da idade; e o medo do fogo as altas torres são destruídas, e eu ainda continuo aqui
E o eterno escravo do metal entregue à mortal ira; de estar só
Ao ver o oceano faminto ganhar as pedras da minha alma
Vantagem sobre os domínios das encostas;
E a terra firme avançar sobre o braço de água, gota gota me sacio do oceanos
Equilibrando-se tal mudança de condição,
Mesmo insuportável não ensino a pensar a ruína:
Que o tempo virá e levará o meu amor "lagrimas' ou as laminas fará-me ver a nirvana?
Este pensamento é mortal, sem outra escolha?
Senão lamentar ter o que se temer ou perder
Por Charlanes Oliveira Santos
QUEBRANDO O ENCANTO
O encanto é quebrado quando somos morno no amar, no sentir e no falar.
Deixamos de amar verdadeiramente os familiares por que não corresponderam nossas expectativas...
Deixamos de amar os amigos por pensarem diferente de nós...
Deixamos de amar os amores por esperar momentos que nunca acontecerão...
E aí desorientados amamos sem sentir...
Sentimos sem amar...
Falamos sem escutar.
Com tempo o desencanto chega, a vida passa, o tempo corre e, temos pressa no amar sem amor...
Por isso acalma o coração, busca no íntimo o sentido verdadeiro da vida que nos permitirá perceber que fomos criados para felicidade e que nos está reservado o melhor.
Quando amamos sem esperar sermos amados, sentimos sem que o sentimento seja sublime, falamos mesmo que seja só ao vento...
Deus que nos ama, nos sente e nos ouve, sustentará nossas emoções e NUNCA QUEBRARÁ O ENCANTO...
Paz e bem
Solidao
Num amplexo invisivel
Circundaste-me
Num beijo morno,afugast na imensidao da tortura
Meus inocents dsejos
Nos passaros q entoam hinos d'amor
Ja nao encontro neles razao pra um granulo d riso semear
Pois so dor tudo esta gdd germinar
MORNO
Depois que o carvão esfria
Não vira cristal o morno
Pois lhe faltou energia
E já não há mais socorro.
Nossa vida é como o rio. Ora ligeiro, ora lento,transbordando ou quase seco. Às vezes morno, às vezes frio. Sem poder voltar por onde passou, seu destino está traçado na terra, na rocha, entre as pedras. Rodopia, salta, pula, canta e por fim, sossega. Vence sendo vencido e se transforma no oceano. 20/09/2009. (Walter Sasso autor de "Pedras submersas" e "Soca pisada")
Não beba café morno, muito menos requentado. Faça um quente e descarte o morno. O cheirinho de café fresco é muito melhor.
Isso não é sobre como preparar café
ao abraço morno que não me sustenta.
Prefiro partir com a dignidade intacta
do que ficar onde o coração não floresce.
Eu sou feito de intensidade,
de horizontes que pedem coragem,
de sonhos que exigem presença.
E só quem ousa viver o próprio melhor
pode caminhar comigo até o fim.
