Morar
Um dia irei !
Um dia irei,
pra fora do Brasil,
morar no céu, lugar
que ninguém nunca viu.
Lá não tem política e
nem corrupção, porque
lá no céu; não entra ladrão.
Você
Podemos morar em alguns metros de distâncias, mas quem sabe o que Deus vai fazer? talvez ele mesmo planejou em nos conhecer porque assim sei foi Deus que me apresentou você uma ótima amiga para mim e você vai ser, porque quero ser o seu amigo também do fundo do meu coração
Minhas duas cidades
Na Ilha Comprida a emoção
Em Iguape a razão
Na Ilha Comprida onde quero morar
Em Iguape sempre voltar
Na Ilha Comprida comprei minha casa
Em Iguape criei minha asa
Na Ilha Comprida vivo no mar
Em Iguape vivo a caminhar
Na Ilha Comprida passei minha adolescência
Em Iguape vivi desde criança
Na Ilha Comprida fiz muita amizade
Em Iguape também tenho amigos de verdade
Na Ilha Comprida passava o verão todo final de semana
Em Iguape tive uma vida bem bacana
Na Ilha Comprida tenho minhas melhores lembranças
Em Iguape as mesmas semelhanças
Na Ilha Comprida me sinto em paz
Em Iguape quase tudo me satisfaz
Na Ilha Comprida o céu é mais bonito
Em Iguape, porém tenho meu lugar favorito
Na Ilha Comprida sempre tive boa convivência
Em Iguape minhas melhores experiências
Na Ilha Comprida o mais lindo pôr do sol
Em Iguape é o meu farol
Continuo dividida entre minhas duas cidades
Mesmo sendo somente uma ponte as separando
Não consigo escolher só uma, de verdade!
Por isso, sempre sigo igualmente, as duas amando...
não quero lidar com o sistema, quero morar em uma casa de praia com o amor da minha vida, vários bichinhos, fazer bicos e ter uma bicicleta e conseguir ser genuinamente feliz.
Terra Vermelha
Onde foi morar minha saudade
Esta longe demais
Para alcançar com um abraço
Foi morar em outra cidade
Viajo horas ansiosa
Vendo lindas paisagens
E imaginando o reencontro
Chegou em terra vermelha
Me pego com um nó na garganta
Tanta coisa pra falar
Pouco tempo pra aproveitar
Logo acaba euforia
E o vermelho fica
Na solado sapato
Nas minhas meias
No pneu do carro.
Eu quero morar no passado
Exatamente naquela noite
Que me abraçou
Me sentou no seu colo
E me disse que ia cuidar de mim
Para sempre
Foi onde me sentir segura
Muito feliz
E acreditei em cada palavra
...
Chegou a hora de morar perto do céu,
Com as estrelas a guiar meus passos,
As nuvens macias como véu,
Abraçando o sonho que em mim traço.
O vento sussurra segredos antigos,
Enquanto os raios dourados do sol
Iluminam caminhos já percorridos,
Onde deixei meu coração, sem dó.
Subo montanhas de esperança e fé,
Meus pés já não tocam o chão,
Pois o céu, com sua beleza, me atrai
E elevo minh’alma em oração.
Chegou a hora de voar com os anjos,
Morar nas alturas do meu querer,
Onde o amor é puro, livre de prantos,
E o céu é o meu novo renascer.
Cleber Novais
Aperto de Mão
Pois é, nada como morar na roça e ter liberdade e tudo para comer.
Quem está em casa na quarentena vive para comer de tudo, já preparado sem saber a origem e qualidade, por quantas mãos sujas passou e se está contaminado.
O pior na comida dúbia é a cara de nojo ou suspeita de vírus que pode vir de qualquer fonte.
Aqui se pode comer para viver bem sem veneno dos agrotóxicos, congelados, enlatados e embutidos.
Levanta com o canto do galo antes do sol nascer e trabalha até ele se esconder.
Foi cedo campear o gado e ordenar as vacas e logo preparar o leite do queijo, com coalho do pingo anterior.
Correu a cerca à cavalo, pois na Fazenda nada está pronto, é tudo dia fazendo ou refazendo; e, depois com o trator deu um roçado no pasto, nos piquetes de rotação.
Lavei o que deve e coloquei na água, para matar vermes, uma colher de hipoclorito de sódio
Cortei umas fatias do lagarto mal assado, de uma novilha que quebrou o pescoço no brete na hora de vacinar contra aftose, brucelose e carbunculo, e só não aproveitamos o berro da coitada.
Agora que almocei bem e tomei um expresso, já que aqui não se planta café, pois que um ano dá a si e outro ao patrão, de vez que aqui no campo, ainda, se ferra o gado e com o martelo se dá uma pancada no cravo e outra na ferradura.
O almoço é simples mas de bom paladar, ainda que sem sal, que deve ser abolido para evitar elevar mais a pressão.
Bom apetite e o café sem açúcar, com um pingo de rapadura, para adoçar a boca e esquecer do amargor da vida de quem está preso na cidade, na própria casa e não se pode dar o luxo de um bom dia, uma boa prosa e um aperto de mão.
Faça de si mesmo, uma casa para O Espírito Santo
morar e não uma casa de impureza; onde o mal gosta habitar.
Uma vida
Eu queria morar em seus olhos,
Viver em seus pensamentos,
Beijar sempre teus lábios,
E poder viver eternamente em nossos momentos.
Saciar teus desejos com os meus desejos,
Fazer você viver sem nenhum medo,
E quando abrir os olhos eu ser o primeiro...
Esse é uns dos meus desejos, quando eu te vejo.
Eu quero poder relaxar em seus seios,
Deixar de lado todos os nossos defeitos,
Pois em relação aos meus sentimentos,
Você é a menina dos meus sonhos.
Quero expandir todas as inspirações e efeitos
Que a vida pode nos conceder íntimos.
E depois de viver a vida por completo juntos,
Eu quero fechar os olhos recebendo os teus carinhos.
Não vejo a felicidade como algo tão grande como belas montanhas que você pode visitar, morar, acampar, tirar fotos, mas não pode levar consigo. Prefiro pensar em felicidade como pequenos grãos de areia, mesmo tão pequenos, podendo fugir pelos seus dedos a menor falta de cuidado.
Por menores que sejam podem resistir a muitas ondas e marés, e ainda te permitem carregar um pouquinho com você, seja no bolso ou no sapato, escondido no cabelo ou dentro de um casaco.
Ou a ter o prazer de segurar com as próprias mãos.
"Há pessoas que preferem morar em um lugar ruim e passar necessidades do que se esforçar para superar. Elas esperam cair do céu a solução de seus problemas"
Tinnha medo de tudo. Queria morar no centro do mundo para me proteger. No centro estava o perigo. O perigo chegou. Eu chorei. O perigo saiu, e eu continuei chorando. Agora, o óbvio seria que eu fosse o perigo. Mas não, eu fui ajudar quem tinha medo.
Quando eu fui criança. Parte II
.
Próximo à minha casa veio morar uma mulher. Ela era sozinha. , Bem nova, ruiva.. A casa ficava sempre fechada, mesmo com ela la dentro. Havia um homem, com cheiro de erva doce, que sempre aparecia por ali. Vez ou outra, ele brincava com os meninos que se encontravam por perto da casa. Ele tinha um carro preto, bastante bonito.
Uma tarde, quase noite, a janela se abriu e a mulher do cabelo ruivo me chamou e perguntou se eu podia ir até o Grande Hotel buscar comida pra ela? claro que sim>--"disse eu"-- então ela me deu uma marmita, uma não, cinco ou seis, montadas numa alça. E lá fui eu, sem antes ligar o motor do meu cavalinho caminhão, freio a ar..,Cheguei no restaurante, dei aquele monte de marmitas pra uma pessoa e fiquei esperando, do lado de fora a preparação. Assim que me entregaram as marmitas, liguei o cavalinho caminhão e saí. Entrei pelo jardim, contornei a fonte luminosa,( coisa linda de se ver, pena que desmancharam) entrei à esquerda, passei ao lado do coreto,( desmancharam, também) e comecei a descida para minha casa que era perto da casa da mulher misteriosa. Mas aquele cheiro maravilhoso que exalava daquelas marmitas. Vixe! Que tentação. ;
Naquele tempo, o seminário estava em construção. Eu conhecia bem a obra.Vivia brincando por ali. Entrei, coloquei as marmitas no chão e abri todas as panelinhas. Fiquei olhando para aquelas comidas maravilhosas. A maioria era comida comum; arroz, feijão, salada, maionese, ovo etc., mas na última estava a tentação: carne com batata. Era de lá que vinha aquele cheiro maravilhoso. Com muito esforço e lutando contra o desejo, fechei as panelinhas e sai rápido dali. Entreguei as marmitas para a mulher misteriosa, Ela perguntou se eu podia fazer aquele serviço todos os dias? me pagaria no fim de semana. Sim!! Claro, que sim!. Segundo dia, o mesmo trajeto. Peguei o jardim, fonte luminosa, coreto, descida para casa e .... Seminário. Aí, aconteceu... . Abri todas as panelinhas, cheirei e comi uma batata. Terceiro dia., mesmo trajeto. Seminário. Cheiro de bife com cebolas, abertura das panelinhas uma cheirada e lá se foi meio bife. Não aguentei. a metade sumiu como num passe de mágica e de lambuja comi mais umas duas batatas. Infelizmente nunca houve o quarto dia, ela não mais me chamou e o homem, com cheiro de erva doce, não mais brincou com
os meninos da rua, principalmente comigo. (I
É nos cabelos dela
Que eu vou,
E esqueço de voltar
É la que meus dedos
Devem morar.
São nesses anelados castanhos
Que ela me ganha.
