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Moradores de Rua

Cerca de 3234 frases e pensamentos: Moradores de Rua

Para onde vais, poeta
Não estás na rua certa
A tua casa é para o outro lado
Ou vais ali ao mercado


Olha bem para o teu passado
Ó curioso atrasado
Larga lá a minha bebida
Vai tratar da tua vida


A bebida há‑de matar-me
Mas os meus poemas hão‑de ficar
São amor para a eternidade
Nas palavras vi felicidade


Adeus, até um dia desses
Que sejam muitos meses
Nunca tive saudades tuas
Vou mas é beber mais duas

⁠A minha namorada,
É a mais bela da rua.
A mais bela da quadra.
A mais bela do bairro.
A mais bela da cidade.
A mais bela do estado.
A mais bela do país.
A mais bela do mundo,
O meu amor caiu nas suas mãos e então
é bem zelado.
Muito obrigado só por existir e ter me mudado.
Viveria eternamente te amando do outro lado desse mundo!

Há mais verdade em um buraco aberto em uma rua, do que em todas as bocas que dizem que o prefeito é bom!

O som da voz doce e suave de uma garotinha ecoava pela rua deserta. A menininha pulava de cá para lá, de um lado para o outro, parecia que sua energia não tinha fim. A correria, a gritaria, a diversão encontrada foi a festa para aquela garotinha. Possivelmente de três ou quatro anos, cabelos vermelhos como brasa em chamas destacava a figura da criança que brincava alegremente. Vestidinho azul-claro, pouco amarrotado na frente e manchado atrás, orbes negros, reluzentes ao brilho do que ela sentia no momento... paz e alegria.
Do outro lado do bairro, em uma das mansões encontradas em uma das ruas mais movimentadas da cidade, um garotinho brincava com seu carrinho minúsculo, vermelhinho, de quatro rodas completas. Tinha acabado de começar a brincar. Quando uma morena de orbes negros aparece na porta blindada de vidro, aparentava ter uns vinte anos.
- Está na hora de ir para a escola. Venha se arrumar. - anuncia a mulher e carrega o garotinho junto dela.

Ás vezes, devemos apreciar as melhores coisas de nossas vidas. Por mais que sejam um mínimo detalhe, ou a diferença do tempo da infância...

Se um dia me encontrarem embriagado na rua ou numa barraca, peço para que não me levem para casa. Não bebo por excesso, bebo por ausência. O álcool não entra em mim: instala-se, ocupa-me, vive-me. Por isso, perco-me em cada gota e ressuscito em cada decepção. Furucuto, 2026

Então solta essa dor que não é mais sua
Vem com calma, que aqui é rua segura - Frase da música Permita-se Voar do dj gato amarelo

A Voz na Rua Escura

As geladeiras estavam abertas, escancaradas como bocas sem controle.
Bebidas espalhadas, garrafas fora do lugar, o frio desperdiçado tentando conservar o que já não tinha ordem.
As pessoas passavam diante daquilo tudo como se fosse normal viver assim: portas abertas demais, excessos demais, consciência de menos.

A rua era escura, confusa, barulhenta.
Muita gente falando ao mesmo tempo, risos altos, copos cheios.
A cerveja circulava fácil — não por celebração, mas por esquecimento.
Todos pareciam um pouco fora de si, como se a lucidez tivesse sido deixada em casa, junto com as geladeiras abertas.

No meio da confusão, alguém começou a cantar.
Ou talvez eu.
O canto existia, mas não se impunha.
A música era engolida pelas vozes, pelos ruídos, pelo caos coletivo.
Cantar ali era inútil.

Segui andando e entrei numa loja.
Havia de tudo, coisas demais, sentidos de menos.
Até que, entre tanto excesso, algo chamou atenção: colchões.
Fileiras de descanso à venda.
Conforto exposto em silêncio, enquanto o mundo lá fora não sabia mais dormir.

Saí dali com a sensação de que ninguém descansa onde há barulho demais.

Foi então que me afastei.
Deixei a confusão para trás e fui até um lugar mais quieto, quase vazio.
Ali, sim, cantei.
A voz saiu limpa, inteira, bonita.
A cidade podia ouvir — se quisesse.

Mas nem todos querem ouvir o que é verdadeiro.

De uma janela, surgiu uma senhora.
Xingava, gesticulava, chamava aquilo de barulho, de falta de respeito, de pouca vergonha.
Não percebeu que era música.
Não reconheceu a beleza.
Há quem confunda harmonia com incômodo, e qualidade com afronta.

Continuei cantando.

Porque às vezes não é sobre agradar.
É sobre não se calar.
Mesmo que o mundo esteja bêbado,
as geladeiras abertas,
o descanso esquecido nas vitrines,
e a beleza incomode quem já desaprendeu a ouvir.

Nereu Alves


Quando os emissários do demônio saem pra rua para pedir intervenção militar
Fica evidente que o inferno assumiu o poder e o diabo está governando

Sentia-me observada, talvez os edifícios daquela rua me espiassem com a paciência das coisas antigas.

Aquela rua, no silêncio adormecido de um corredor sem fim, onde cada passo ecoava no escuro, fazia-se rasgo memorial.

Os extremos da luz pareciam brincar nos cantos da rua. Também ali, existia um prenúncio de astro rei e noite.

O café esfria, mas o teu olhar aquece
A rua é igual, mas contigo tudo acontece
Um passo na chuva, risos sem razão
Cada instante vira uma canção - Frase da música Grandioso Assim do dj gato amarelo

No banheiro
Ou no quarto;
Eu penso e reflito
por tudo que eu passo.

No trabalho
Ou na rua;
A angústia vem, mas
a vida continua.

Malandro tem cheiro de noite,
de rua quente, de tentação.
Não toca, mas deixa nos dedos
a memória da intenção.

Quem olha sente o risco,
quem fica perde a razão.
É calma que acende incêndio
sem pedir permissão.

Ele dança parado,
provoca sem se mover.
O desejo se oferece
só de imaginar o que é.

Não promete eternidade,
mas entrega o agora inteiro.
Quem cruza seu passo lento
nunca sai do mesmo jeito.

Malandro não seduz —
ele deixa acontecer.
E quando você percebe,
já quis sem nem querer.

Sandro Paschoal Nogueira

Alguém pode passar pela rua, mas não ver o tesouro caído (pode ser dinheiro ou outros bens); o outro passar pela mesma rua e ver, depois apanhar. Logo, o que veio depois ganhou a fortuna.


É lógica da vida!

Pedalo contra o vento,
o medo fica pra trás.
A rua vira liberdade,
o corpo grita vida,
e o mundo não me alcança
quando eu acelero.

Quando um pobre dá a volta por cima é porque está devendo na rua de baixo.⁠

Fui, na Rua.
Esqueci,
o guarda-chuva.
Tomei, um banho.

No Início

Os degraus me puxam para a rua,
para o agora que é só risco.
Se é para saltar,
que seja de cabeça.
Que eu me derrame inteiro,
sem pudor.
A lua, sentinela,
testemunha a verdade nua:
a dança, a fé que me move,
a pouca lembrança do muito que somos,
entrelaçados nas teias de leves intenções.

Deitado no divã de rosto para cima
Se apossava dele certa letargia
E chegava da rua um tal de alarido
Enorme e tristonho que vinha sorrindo