Moradores de Rua
Todas as pessoas sábias são felizes.
Mesmo aquelas sem teto que moram na rua.
A felicidade é como átomos de cada constituição.
Sem carecer que algo,ou alguém a complete.
A psicanálise proporciona ao sujeito, andar pelo lado escuro da rua sem medo, passar na porta do cemitério a noite e não temer os mortos.
"Eu não ligo para o que eles dizem, não tenho vergonha de andar de mãos dadas com você na rua... porque você pensa isso?"
Eco de Saudade -
Sou pedra de silêncio sem sentido
um eco de saudade pela rua
a sombra de um passado, ressequido,
ausência, meu Amor, mas sempre tua.
Sou um longo xaile negro d'ilusão
aos ombros de um destino que é o meu
ó Deus o que será de um coração
que tanto se entregou e se perdeu?!
Duas vidas tão unidas, separadas
dois seres que se amaram, sem sentido
duas Almas incompletas, mal-amadas
dois amantes sem destino, proibidos.
Meus olhos já nem choram esta dor
meu canto já vacila nestes versos
já não sei o que fazer a tanto amor
perdido na carência dos desejos.
Talvez um dia oiças, quem me dera,
o Fado que hoje canto à despedida
de ti meu coração já nada espera
amor que tanto amei além da vida.
Bilhete
Há dias de sol que me levam à rua esquecido desta natureza "introspecta", resguardado, ocupado e taciturno.
Não importa quanto tempo passe, quantas fazes amistosas se sucedam, meu coração deseja apenas você.
Pulso em compasso de espera pela tua tu presença em minha vida, tal como no dia em que nos encontramos pela primeira vez.
Naquela tarde de domingo eu não fazia ideia do quão incrível você tornaria a minha vida e monótonos os meus dias.
Um homem cheio defeitos, longe de ser o ideal, mas obstinado por tê-la em meus braços novamente.
Minha mesquinhez me leva a desejar teu beijo e te amar com tamanho fervor que jamais deseje ir embora novamente.
Regresse uma vez mais, faz do meu pito tua morada e mergulha sem reservas em minha alma poética, que anseia sem demora pelos teus favores.
Casthoro´C
Além dos Olhos -
Meus olhos são pisados pela Vida
como as pedras são pisadas pela rua
meus olhos duas telas ressequidas
são deixadas pela dor à luz da Lua.
Meus olhos são dois pobres sem sentido
tão famintos d'encontrar os olhos teus
teus olhos dois tormentos diluídos,
separados - indiferente aos olhos meus.
Teus olhos duas águas, meu gemido
folha seca transparente sem ventura
teus olhos são dois fados, meu castigo
e teu corpo pedra fria sem ternura.
Nos meus olhos mora o tempo que perdi
debruçada na clareira deste amor
como praia que me invade e onde vivi
tudo foi, tudo é como um sol-por.
Não entendem minha insônia
É que "a Rua da minha casa é o caminho pro irake"
Se tu só sonha a realidade soa como alarme
Dinheiro é put* e eu jamais vou deixar me levar
Mas o corre é louco ainda tô novo
são Mil planos pra realizar
Não finja que eu não tô falando com você
Eu tô parado no meio da rua
Eu tô entrando no meio dos carros
Sem você, a vida não continua
Não finja que eu não tô falando com você
Ninguém entende o que eu tô passando
Quem é você, que eu não conheço mais?
Me apaixonei pelo que eu inventei de você
COMPLEXO DO ALEMÃO
Rua 2, Alvorada, Coqueiro Grota, Fazendinha, Nova Brasília, Sabino, campo do seu Zé, Canitá, Itararé, Relicário, Enferno verde, Morrão, Palmeirinha, Central, Vila Cruzeiro, Largo do bulufá. Lugares belos do Alemã.
Amigos de Nilo Deyson -: Bolinha, Tangara, Nenem, Vinicíus xv , Zibério, Messias negão, Brodher Playboy, Dinho, Negada, Celso, Bio, Vick, ENTRE OUTROS...
Minha favela onde fui criado, onde cresci, onde me tornnei adulto.
Amo o Comlexo do Alemã.
Se o Brasil fosse um cachorro de rua, os brasilenses seriam as pulgas, os cariocas os carrapatos e o funcionalismo público seriam os bernes!
A Parábola do Cesto de Maçãs
Certa vez, numa rua muito movimentada onde só transitava homens, apareceu numa calçada um enorme cesto cheio de maçãs. Um homem que estava passando viu o cesto e as maçãs; pegou uma das maçãs e mordeu-a arrancado um pedaço. Depois de ter mordido uma das maçãs, colocou a mesma de volta no cesto e foi embora.
Outro homem passou e viu o cesto e as maçãs; vendo que uma das maçãs estava com marca de mordida de um lado, pegou outra maçã do cesto, mordeu arrancando um pedaço dela, colocou-a de volta no cesto e foi embora. Outro homem passou, viu o cesto e as maçãs, e fez o mesmo que os outros dois. E assim sucedeu, até que quase todas as maçãs do cesto estavam com marcas de mordida, exceto uma ou duas que provavelmente não foram mordidas, pois estavam na parte mais profunda e inacessível do cesto.
Outro homem passou, viu o cesto e as maçãs. Vendo que todas as maçãs do cesto estavam com marcas de mordidas, pegou uma delas, e mordeu a outra parte que não estava mordida. Colocou-a de volta no cesto e partiu. Outro homem viu o cesto e as maçãs, vendo que todas estavam com marcas de mordidas, pegou e mordeu o outro lado que não estava mordida, colocou-a de volta no cesto e partiu.
E assim sucedeu, até que o cesto de maçãs estava completamente comprometido, pois as maçãs começaram a murchar e apodrecer; haviam maçãs com pouca marca de mordida; haviam maçãs com muitas marcas de mordidas; haviam maçãs que já não tinham mais coisa alguma, a não ser, o bagaço; haviam maçãs que estavam totalmente pútridas, pousando moscas e cheias de larvas; e haviam maçãs que estavam apodrecendo junto com as que já estavam podres.
Certo dia, apareceu outro homem, viu o cesto e as maçãs. Mas este, vendo e observando muito bem que o cesto e as maçãs estavam completamente comprometidas, disse:
— Queria tanto comer uma maçã. Mas vejo que neste cesto não há mais maçãs que se pode aproveitar. Pois se dela comer, certamente ficarei muito doente e morrer.
E o homem, vendo que não haviam maçãs boas ou até aquelas que ainda se poderia ter algum proveito, seguiu em frente e foi embora sem morder nenhuma maçã.
O tempo foi se passando, e os homens que morderam as maçãs que estavam comprometidas, começaram a ficar doentes. Contraíram vários tipos de doenças e infecções. Alguns chegavam a morrer de intoxicação. Mas aquele que se recusou a morder as maçãs foi o único que ficou são.
01/12/2021
Foi um prazer
Rua vazia
Por um fio
Sob a lua
Estrela perdida
Dois olhos
Uma imensidão
O tempo traz
Por uma razão
Poesia, verbo, verso
Um trem na estação
Dois lados da moeda
Vidas que se conectam
Apenas por uma lição
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 26/12/2021 às 21:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Sábado
Sombra fria
Música no celular
Movimentação na rua
E na minha cabeça
Fecho os olhos
Peço e agradeço
Quase não acordei
Quase não levantei
Quase...
Sozinho num dia estava
Sozinho hoje me reergui
Sozinho vou continuar
Por mim e só por mim
DROGA!... (indriso)
A lua
Tão nua
Flutua
Na rua
A realidade
Tão crua
Zumbis de verdade
De toda idade...
