Onde a Alma Encontra Morada Sabe aquela... Mannu Viana Rios

Onde a Alma Encontra Morada


Sabe aquela sensação de finalmente pertencer,
de encontrar em alguém um lugar para viver?
Acho que encontrei, sem sequer procurar,
no calor dos teus braços, meu jeito de repousar.


Nas palavras proferidas com verdade e coração,
nas conversas malucas, profundas, sem direção,
no riso que se perde, na loucura compartilhada,
e na paz que encontro quando estou ao teu lado.


É sentir-me ouvida sem precisar explicar,
ser vista nos silêncios, sem precisar implorar.
É ter nos teus olhos um abrigo para ser,
sem máscaras, sem medos, sem medo de me esconder.


É não precisar cobrir aquilo que sou,
nem esconder as partes que a vida machucou.
É deixar que me vejas inteira, sem disfarce,
e ainda assim sentir que teu olhar não se desfaz.


É poder ser profunda, confusa e imperfeita,
sem temer que alguma parte de mim seja rejeitada.
É ser admirada sem precisar merecer,
como se bastasse simplesmente existir e ser.


Talvez pertencimento seja essa estranha sensação:
duas almas que se encontram sem pedir explicação.
Não é prender, nem possuir, nem querer controlar,
é sentir que, ao lado de alguém, podemos descansar.


E talvez seja isso que eu encontro em teu olhar:
um lugar onde minha alma não precisa se explicar.
Porque quando estou contigo, em silêncio ou em poesia,
parece que finalmente encontrei minha moradia.