Momentos em nossas Vidas
Momentos
De repente tudo voltou a ser como era há muito tempo,
eu voltei a Monchique ao campo de trigo, às vinhas,
no mês de Outubro, aos socalcos de batatas e ervilhas,
À muita chuva na serra e às tempestades de vento.
Tudo voltou a ser lindo, as ovelhas pastavam nas verdes ervas
com seus borreguinhos aos saltinhos, muito branquinhos,
eu muito pequenino ia à Portela do Cano sozinho, sem pressas,
à casa da avó buscar os seus doces e bons bolinhos.
Em Alvor o mar estava calmo, e eu nadava nas águas azuis.
Depois vinha por entre as figueiras de figos de Verão,
e apanhava os figos maduros, com satisfação....
Então chegava a casa e tomava banho no tanque do campo,
sem esperar, que estes meus momentos, voltassem alguns,
quando eu fechava meus olhos, em saudade e em alegre canto!
[A Última Cena]
Os riscos davam tão certo,
Os momentos eram tão lindos,
Estava sempre por perto,
Nós vivíamos sempre sorrindo.
Parava o período
Para estar com você,
Esquecia de tudo,
Menos de pretender,
Era assim que os sonhos
Tinham que acontecer,
Os amantes se amando
Como devia ser,
Mas infelizmente
Preciso me conter, pois...
Às vezes um sonho
Parece impossível,
E mesmo se vemos
É algo invisível,
Mas isso não pode
Impedir de sonhar.
Tenho que me conter
Para não soluçar,
Sabia que nem tudo
Seria um cintilar de rosas.
Dediquei minha vida
Pra sonhar com você,
Enfrentei os meus medos
Pra te amar como deve ser.
Mas às vezes um sonho
Parece impossível,
E mesmo se vemos
É algo invisível,
Só que isso não pode
Impedir de sonhar.
Se torna algo perfeito,
Se torna um sonho tão lindo,
E a última cena que me lembro,
É de você sorrindo.
Às vezes queremos atribuir um sentido grandioso e extraordinário a momentos específicos da vida. Mas com o tempo, percebemos, que só os instantes mais singelos são sublimes e que a simplicidade é o que há, de mais sofisticado no universo.
Teoria da Inevitabilidade
A certeza sempre me escapa
Nestes momentos, esvai-se,
Sem mesmo uma olhadela para trás,
Num relance meteórico.
Não obstante, acredito
Ou ao menos tenho um leve espasmo,
Mas talvez nem isso,
De que foi em minha infância
Que tal patologia me aplacou.
Enfim, para encurtar o causo,
Tal moléstia é como aquela intuição
Que nos ronda, antes que
Alguma disparidade ocorra.
Enquanto não soluciono
Os axiomas do indissolúvel,
Continuo a seguir o conselho,
Daquele supremo vermezinho filosófico Que habita minha psique;
Diz ele, em toda tua sabedoria verminal:
“Caro atarefado, não te sobrecarregues,
Pois do ócio vieste e ao ócio retornarás.”
A certeza sempre me escapa
Nestes momentos, esvai-se,
Sem mesmo uma olhadela para trás,
Num relance meteórico.
Num Trago de Lucidez
em extremos momentos
como estes que vivemos,
nos damos conta que
as menores atitudes,
aparentemente insignificantes,
na realidade crua e explícita,
fazem uma estrondosa diferença.
cada ato,
de gentileza e compaixão,
por mais imperceptível
e ínfimo que pareça,
revoluciona e eletrifica,
este platô apático,
que outrora denominamos
humanidade.
(Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime) ©
Há momentos que o respeito é ganho.E há momentos que nos é dado. Por isso, não deixe ninguém, absolutamente ninguém folgado a lhe desrespeitar. E jamais se sinta confortável desrespeitando ninguém.
Saudade me faz lembrar
de momentos que nunca mais voltarão.
Um olhar, um abraço, um suspiro,
até mesmo uma grande emoção
que eu senti com uma certa morena,
ao simples gesto de tocar sua mão.
O que aprendi com a vida
Aprendi a valorizar os pequenos momentos. Cada detalhe do dia a dia, que, muitas das vezes, passam despercebidos.
Aprendi a valorizar os velhos amigos, os que compartilham suas preocupações comigo e com quem, por consequência, sei que posso contar.
Aprendi a valorizar a família, e entender que, acima de tudo, família não se constrói necessariamente por relações de sangue, mas com relação de amor, reciprocidade e confiança.
Aprendi a valorizar as pequenas conquistas do cotidiano, e que vitórias maiores sempre vêm a seu tempo, e que é importante ter paciência para entender cada processo.
Aprendi a ter autoconsciência sobre minhas falhas, minhas limitações, mas, especialmente, minhas forças, e o quão longe elas podem me levar, superando diversos obstáculos e desafios.
Aprendi, principalmente, a me amar. Compreender meu lugar, e visualizar os espaços em que posso caber. E a me retirar quando ali já não sou mais bem-vindo.
Aprendi a me enxergar como meu melhor amigo. Aquele que ninguém tira, e nada substitui. Eis o que aprendi com a vida.
Se não conseguirem ser amigos entre vocês, apenas sejam tolerantes entre si num dos piores momentos da História da Humanidade.
A paciência, a tolerância, a reconciliação com a Natureza e entre as pessoas é a trinca mais importante para a nossa travessia.
Para mudar a História devemos avaliar os nossos desejos, possíveis atitudes e evitar agir por impulsividade.
Uma cultura de crítica construtiva e bondosa é um exercício diário, necessário e urgente; mas o entendimento com o quê é divergente no momento e nos exige grandeza é o quê nos faz gente e muito gente.
Bendigo os momentos de imensidade
perdidos nas vielas da intensidade,
entretidos nos mais tórridos momentos
varridos por nossos afastamentos;
Embora, o tempo é incapaz de afastar
o amor fixado como flecha no peito,
Demasiado é o amor que não tem jeito
vivendo no estreito [silêncio...,
Amor demais é assim mesmo:
- Não existe amor perfeito
Bendito é o meu direito de te amar!...
Nos meus versos de tanta adoração,
Vou aquietando a alma em chamas
Nos passos dados pelo [coração].
Nas minhas doces e gentis canções
Vou flutuando em glorificação
Nas intensas formas das emoções.
Nos meus pensamentos de amor
Vou escrevendo a memória
Os meus poemas virarão história.
Virando a página, seguindo em frente
abrindo o caminho para a felicidade:
- Abri as asas da liberdade em voo solo
rimando por toda a [eternidade],
Tenho flores nos braços, companhias boas
dos poetas e os meus versos de saudades.
Momentos de trégua, misericórdia e união em assuntos comuns para a sobrevivência de todos são necessários para um futuro equilibrado.
Rodeio em momentos difíceis
A tempestade de terça
para quarta abriu
uma cratera na rodovia
que aborrece a todos
desde sempre,
e espero que amanhã
para nós seja diferente.
Eu choro pelos mortos,
pelos desaparecidos
e pelos efeitos
na nossa área urbana
que teve muitos
ponto atingidos.
Os momentos difíceis
da minha cidade
também me pertencem
porque moro nela,
sou parte dela
sinto como ela
e vibro por ela.
Nem os momentos
difíceis que Rodeio
está vivendo
no Médio Vale do Itajaí
não me fazem desistir
de amar de morar aqui.
ATÉ QUE AMANHEÇA
Embrulho a vida,
Momentos doces e amargos,
Lembranças pesadas ou leves passagens,
A suavidade de um beijo
Ou agruras quaisquer na viela do esquecimento
Empacoto o presente...
Ou os mais íntimos toques
Que eu não consigo reprimir
E vigio...
Vigio a melancolia didática,
Toda aspereza da mais simplória estrofe
Que eu escondo no fundo do arquivo
Contudo arranha-me a sensibilidade...
Vigio fantasmas que me empurram da escada
Ou penduram cordas nos caibros
Como um sinistro convite
Vigio a porta, que um forte vento teima em abrir
A campainha que nunca toca...
O telefone que nunca chama
Para confidencias durante a madrugada
Vigio a Remington num esquisito toque-toque
Como um estranho soneto de um enredo obsoleto...
O gotejar incessante de alguma torneira
No mais profundo silencio
Ou passos pelas dependências da minha ânsia
Vigio pilhas de livros sobre a minha ignorância
Vultos atrás da cortina
Sussurros no hall superior
E uma gargalhada estridente, efeito de aguardente
Que vem do corredor...
Vigio a madrugada com seus enigmas
Que conduz o seu perfil ao meu subconsciente
E me transporta a este estado de tensão e medo...
Até que amanheça e me autopsiem...
UM POUQUINHO DE MIM
Todos os poemas que fiz,
Nos momentos que pensei
Que era triste ou infeliz,
Todas as palavras que falei
Ou tudo que deixei de dizer,
Todos os beijos por compaixão,
Por paixão ou por prazer...
Por tudo que eu disse sim,
Ou tudo o que eu calei
Quando não dizia não,
Por algum motivo á toa,
Todas as lembranças boas
Ou que eu julgava assim...
Foi por uma doce ilusão,
Que já ficou esquecida
E deixada para trás
Porque pensava infinito
O que era apenas bonito
Mas que logo tinha fim...
Por tudo isso eu digo,
Que todos os poemas que escrevi
Tinha um pouquinho de mim...
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