Mocinha
A mocinha não é boazinha, o mocinho não é bonzinho, a vilã não é vilã, e o bad boy não é malvado. E o conto de fadas não existe, resumindo: A vida não é como nos livros
AMOR é quando a minha mãe fala: ''Se comporte mocinha, não chegue tarde, se cuida''. Sinto no olhar dela a preocupação, o medo de que algo de mau possa me atingir pelo caminho. Ela é a minha base e por isso não faço nada que possa machucá-la.
Para a mamãe a mocinha;
Para a vovó a inocente;Para a irmã a insuportavel;Para os amigos a doida;Para os desconhecidos a metida;Para os inimigos a qualquer;Para os incomprienciveis a chata;Para mim? Apenas uma menina com grandes sonhos.Vivendo no mundo surreal e estressante tentando apenas ser feliz!
Entre todas escolhi você, porque nos teus olhinhos, óh mocinha linda, eu enxergo uma felicidade sem limites
De tanto fazer o papel da mocinha, pobre coitada, e que vive chorando aos quatro cantos do quarto; CAN-SEI. Troquei de papel com a bandida.
Eu participava de uma festa de crente,quando do meio da multidão, uma mocinha me olhava diferente, um olhar quente com fogo de paixão, que me incendiou o coração,por causa deste olhar apaixonado, eu estou até hoje casado, 47 anos de união.e o incêndio não apagou não.
Caminhando sozinho, olhos lindos me olharam com carinho, foi a mocinha mais bela do que uma flor, uma princesinha com amor e atenção que mudou a minha direção; me colocando em rota de colisão com o amor e a paixão.
A JOVEM DO LOTAÇÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Quando a mocinha ruiva e muito bem vestida entrou no lotação, só havia uma vaga para sentar. Um jovem negro que ocupava o assento ao lado se ajeitou para que ela ocupasse confortavelmente a vaga. A moça não quis. Agradeceu educadamente, meio de viés, e permaneceu como estava. O assento logo foi ocupado por outra pessoa.
Era uma viagem demorada e cansativa, e o lotação lotou. As pessoas ficaram espremidas e a moça continuava em pé. Bem depois, um rapaz que desembarcaria no próximo ponto a cutucou pelas costas e convidou a ocupar antecipadamente a vaga. No assento à direita, uma senhora bem idosa, em trajes encardidos e muito pobres, abriu um sorriso muito simpático, de alguns dentes cariados, como se desse boas vindas à moça. Mas a moça continuava bem. Não estava cansada. Outra vez agradeceu educadamente... e de viés.
Mas ninguém é de ferro. Quando o lotação começou a esvaziar, e ainda restava um bom pedaço de asfalto para chegar ao ponto final, onde a mocinha ruiva desembarcaria, mais um passageiro desembarca e deixa um novo lugar, ao lado de um moço forte, alto, branco e metido em trajes sociais. Aí a moça se rende: lentamente se dirige à poltrona, dá um sorriso simpático, seguido de um 'com licença', senta, se recosta e dorme.
Não tarda muito, e o moço bem apessoado sai, de forma bem delicada para não acordar a moça. No mesmo ponto, embarca no lotação um idoso esquelético, visivelmente esgotado e carregando pesados sacos de sucata, que ele catara provavelmente o dia inteiro. Deixa os sacos perto da porta, se dirige à vaga na mesma poltrona da mocinha ruiva, e com expressão de alívio se acomoda, sem demorar também a dormir.
Regidas pelo cansaço, o conforto da poltrona quase macia, o vento da janela e o ruído suave do veículo em movimento, ambas as cabeças pendem, cada uma para o ombro ao lado. É nessa entrega inocente, simbólica e desarmada que ambos seguem viagem para o mesmo bairro, onde moram cercados pelas mesmas realidades diárias.
" Recebi um vídeo de um velhote e uma mocinha, até toparia ver o velhote com uma velhinha, até porque curto mesmo é o lance do amor....
