Mistério
PENSAMENTADIALOGANDO COMIGO MESMO
Se me perguntarem o que é a vida ?
(para além do estado de estar vivo e respirando)
Eu direi a vida é um pouco disso e daquilo.
E se me pedirem para discodificar o isso e aquilo direi:
Isso – é tudo que conseguimos sentir.
Ou seja, a nossa realidade.
Aquilo – é o que almejamos e vimos nos outros.
Ou ainda, a realidade deles no nosso sonho.
E se a ninguém convencer então direi:
A vida é a mesma incógnita que ambos indagamos.
Mulher não tem receita
Mulher há de ser uma expressão de delicadeza,
muito mais pra flor do que para aspereza humana.
É um encanto que combina força e beleza,
pouco importa se coberta de rosa ou azul.
Ainda que tudo seja breve, se veste de graça,
se reveste de brilho que vem da própria alma,
e desabrocha na cobiça dos homens,
onde o olhar não é assédio, mas admiração,
e necessário, caso contrário, seríamos cegos.
Mulher é muito mais que um corpo em movimento,
é uma mistura das inquietações humanas,
um coisa tão serena e calma,
quanto um vulcão adormecido.
Mulher é como uma borboleta que pousa,
fica um pouco e parte e se quiser, pode voltar.
É como uma nuvem que cobre e arrefece o calor,
ou labareda que aquece e faz derreter o coração.
Mulher é um templo onde os olhos são as portas,
e tem por dentro um mundo próprio e infinito.
Mulher é acordo, discórdia, contradição,
é um porto, um mar, um lugar,
onde não há acordo, nem rendição.
É maldade inocente, astúcia, malícia,
interesse, cobiça, esperteza,
carícia e até manipulação.
Mulher é um universo,
um encanto, um desencontro,
e até um bosque ou um parque,
com lugares que dão até medo,
e outros que são pura diversão.
Mulher pode ser rude, áspera,
inquieta e até desajeitada,
mas não é insensível,
nem resiste à carícia e ao elogio.
Mulher é uma planície tão calma,
quanto a escalada de um desafio.
É um monte, um cume, um precipício,
um lugar de sonho pra jamais acordar.
Mulher é zelo, é cuidado, é mãe,
mulher é um ser misto,
metade anjo, metade humano,
talvez metade homem,
por erro de algum cromossomo.
Mulher, enfim é mistério,
não poderia haver receita,
não tem como ter bula,
nem manual de instrução,
se tiver sorte de ter uma,
terá que descobrir sozinho o caminho,
para extinguir os resquícios do homem,
e ter a sorte de sobrar um anjo.
Mulher é o princípio, o meio e o fim,
é a razão do homem existir.
Não é um destino, é um caminho,
um abismo ou um precipício.
É um poço ou um fosso,
onde um homem pode se lançar,
sem medo de se afogar.
Mulher é um perfume que embriaga,
com angustias, sorrisos e encantos,
como a perfeição da criação.
É uma fera solúvel em água,
que dá à vida um certo ar de graça,
e que me perdoem os homens,
mas a mulher é fundamental.
(Paródia à ‘Receita de mulher’, de Vinicius de Morais).
Nós não sabemos o suficiente sobre nós mesmos. Acho que é melhor saber que você não sabe, assim você pode crescer com o mistério enquanto o mistério cresce em você. Mas hoje em dia, é claro, todo mundo sabe tudo, é por isso que tantas pessoas estão perdidas.
Se nós somos parte indissociável da natureza, então em última análise, não podemos resolver o mistério que sonda nossa existência nem mesmo determinar com precisão o mistério que é estarmos aqui.
Na espiral dos sentimentos, chorei à sua partida. Era um prenúncio do esperado. O vendaval desta espiral bagunçou tudo e, aos poucos, está colocando tudo em seu devido lugar. Esse vendaval levantou a poeira que um dia foi ao chão junto com as minhas lágrimas. A lágrima era perene e, junto a ela, um rio com águas puras se formara.
Na espiral dos sentimentos, chorei à sua vinda. Já era algo premeditado pelo destino. Desta vez, havia um redemoinho nesta espiral, ele acompanhava a pauta musical mais linda que já ouvi até agora. Neste redemoinho, pude ouvir a tua melodia. Ao som das teclas do piano, naveguei na sinfonia tão desejada por aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de navegar em águas puras, verdadeiras.
Na espiral dos sentimentos, chorei com sua estadia. Agora, nesta espiral, havia uma tempestade. Jorravam os orvalhos sóbrios em direção à imensidão de tudo aquilo que o vento irá percorrer um dia. Flutuei levemente como uma folha ao cair da árvore. Foi o meu melhor voo! Decolei sem medo em direção ao vento.
Na espiral dos sentimentos, chorei com o nosso encontro. Já sei que um dia o destino se encarregaria para que este momento acontecesse. Aqui, um vento leve faz morada nesta espiral. A doce e leve calmaria chegou. Um bálsamo. A lágrima desse encontro representou os tantos desencontros dos ventos vindos do sul. Estamos à deriva em busca da tão sonhada bússola.
Na espiral dos sentimentos, chorei, e continuo chorando. Desta vez, com nuvens formadas com as lágrimas que chorei um dia. Uma chuva intempestiva me invade, ela me faz renascer. Começo a dançar no vendaval. Poucos irão perceber o arco-íris que se formou durante esta tempestade. E, raramente, irão perceber como a espiral dos sentimentos chorou comigo. As sensações que permeiam estes momentos não é um mistério para quem já dançou na chuva um dia.
“No fim do dia, patentemente, questiono-me? Teria sido exitoso, quando das tentativas de desvendar àqueles olhos?
Embora sejamos frutos de Sua criação, Deus transcende os "eus", revelando o infinito em cada ser finito. Ele respeita inclusive os ateus, permitindo-lhes questionar o mistério cósmico com um olhar cético e curioso.
Quando vivos, a nossa mente é apenas um espaço de simulações e um cofre de memórias.
O que ocorre com ela após a morte, é bem duvidoso.
Cada pessoa é um mundo desconhecido e cheio de pensamentos, emoções misteriosas e segredos a serem desvendados. Não rotule ninguém: você não sabe que mundo desconhecido e belo está deixando de viver.
A vida é uma mistura louca de nuances, de mistérios e lucidez, que faz com que os homens a desbravem e se inquietem desejando saber mais, ou ainda
ignorar tudo...
Busque sempre saber quem você é;
não se deixe influenciar por pessoas
que não acreditam em nada, visto que,
esses indivíduos levam uma vida
sem propósito algum!
A vida eterna nada mais é,
que o seu próprio espírito
vivo dentro do sistema
espiritual no universo.
