Miséria
A Caridade de Um Amor Capaz
Quantos muitos de ti se dará pra alguém?
Erguem-se as mãos, pondo teu coração,
Na troca dos vazios, comina canção,
Pra voz da miséria que cessa... Amém!
De quanto nó teu peito desfaz e expurga?
Solidária à vontade, por amor... Ajuda!
Traça beira união que sempre comunga
Em feitos d’alma, transborda e inunda.
Busca repartida da dor que corta e sai,
De névoa em cor, partícula, libera e vai
Para o mundo juntar pros bons que faz.
E quanto da união à bondade aponta,
Hostil e egoísmo por cair se encurta,
E lança a caridade de um amor capaz.
No Brasil não acontece diferente de um país em conflito. Temos mais mortos assassinados do que alguns países que estiveram em guerra, isso graças aos políticos, que sujam suas mãos de sangue indiretamente, deixando nossas fronteiras à deus-dará, passando armamentos mais poderosos que os da nossas Forças Armadas, deixando pessoas definharem até a morte por falta de saúde pública, fazendo com que nossas crianças sem estudo entrem para o crime ou sejam moradores de rua na miséria morrendo de frio e fome.
Como eles deitam e dormem calmamente em seus travesseiros de plumas de ganso como se não tivessem culpa nisso tudo? Isso eu não sei, mas acredito em Deus e que um dia vão pagar por seus pecados, disso eu não tenho dúvidas!
Isso, em... Beirando abismos.
E eu que sou feito de misérias, vago...Andarilho, corpo fora do tempo e espaço. Passo, transito à margem do juízo, por dentro do caos e edifícios, fuço lixo, lambo o chão em que piso. Foi no reflexo do vidro que soube, sou reles, sujo! Subproduto do azar de ter nascido isso... O pino bate, apita o medo, corre pelo olho toma o corpo, cresce em mim o louco, me ganha o bicho, sou eu que desvivo... Enquanto não morro.
Enquanto as favelas forem exclusivamente um problema deles, as comunidades de baixa renda e oprimidas, sociologicamente falando, vão invadir, pouco a pouco as suas lindas praias na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.
SEM TETO
Nesse mundo de desigualdades,
Uns tem muito, outros nada tem.
Sem nenhuma oportunidade,
Na rua, vivem sem ninguém.
Será que a justiça existe,
Nesse mundo intolerante?
Pois a maldade persiste,
Faz vitimas a todo instante.
Enquanto dormimos aquecidos,
Há seres dormindo ao relento.
Jazem sós e esquecidos,
Congelados pelo vento.
- Cedric Constance
todo ódio gera guerra
mesmo que ela for interna
seja civil ou externa
ganhando ou perdendo terra
sempre há perdas e miséria
Muitos vivem na pobreza, acreditando que é a vontade de Deus. Grande engano. Deus é amor... Abundância... De maneira nenhuma quer a miséria das pessoas.
A cobiça envenenou a alma do homem, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios.
(O Grande Ditador)
Jamais soube de um governante socialista ou comunista que não vivesse em ricos e suntuosos costumes. A miséria é somente para o povo.
O tabuleiro eleitoral ficou engraçado. De um lado Dilmula com o rosário de realizações. Detonar a Petro, detonar a Eletrobrás, zonear a contabilidade nacional, tentar quebrar a Caixa com minha casa, meu aspirador, com o fato positivo de ter tirado da miseria milhões de seres humanos. De outro lado a dupla Caim e Abel vulgo Serrécio, ou se preferem a dupla de humoristas franceses dos anos 60.Les fréres ennemis E, finalmente, Edumarina. Interessante . Marina parece ter vindo diretamente da Finlândia. Como é possivel desconhecer as 'peculiaridades' de um país que pretende governar. Não sabia ....não sabia....-sequela do petismo- que os cartórios são desesperadoramente lentos e seletivos no seu zelo.. Boa sorte para nós!
Brasil uma nação de muitos, cuidada por poucos, guiada por ninguém, esse é o caminho do desenvolvimento???......
Vamos celebrar a falta de opinião do povo brasileiro, pois graças a isso nos tornamos eleitores, é crítico.Noentanto,é a mais pura e única verdade sobre nossa nação, esse tabu não vai se quebrar tão cedo. A grande questão é que estamos muito mais preocupados com nosso status no facebook do que com a situação de nosso país.
Enchemos nosso ego futebolístico com copas, enfatizamos coisas que tem a capacidade de ocultar nossa miséria social, isso é Brasil, somos a única nação que tem orgulho de sua ignorância.
Eu lhes digo o saldo do Capitalismo:
1 Bilhão de pessoas vivendo bem, até melhor do que necessitam para viver, causando a obesidade e o desperdício;
4,5 Bilhões de pessoas que trabalham duro, só fazem isso da vida (não têm tempo para lazer, praticar esportes, viajar, nem descansar), ganham um salário que mal dá para viver e seu suor sustenta cada uma das pessoas que vivem bem;
1 Bilhão de pessoas passando fome, sobrevivendo com, no máximo, 20 dólares por mês, comendo biscoitos de barro para não morrer, sofrendo as mazelas das doenças erradicadas no "primeiro mundo" há quase 100 anos, sem direito a moradia, saneamento básico, alimentação mínima possível, nem educação;
Tirem suas próprias conclusões.
Alma Faminta
A fome me rodeia.
Não tenho ceia,
nem almoço, nem jantar.
Nem um lanche pra disfarçar
Uma migalha de pão e só.
Num frio de dar dó
Enrolado em trapos.
Divido a noite com ratos.
Dormia, e ainda dava pra sonhar
que eu estava em um lugar
onde tinha comida e roupa lavada.
Tinha trabalho e alguém que me amava.
Acordei do nada,
com um tapa.
Era mais um playboy pra infernizar.
Dava chutes e socos, até tentaram me queimar.
Sempre me pergunto: Que mal eu fiz?
Com tanta dificuldade ainda tento ser feliz.
Tem dias que ninguém me vê,
ou finge para não se meter.
Passa como se estivesse tudo normal
Já se acostumaram a ver pobre se dar mal.
Sem família, sem lugar para morar.
Fiz da rua o meu lar.
Comigo só um cachorro magro,
meus trapos e pontas de cigarro.
Fico feliz quando junto muita latinha.
Eu vendo e já garanto o meu dia.
Ou quando alguém faz doação,
sorrio e agradeço a atenção.
Já vendi bala até na porta de padaria,
mas logo pegaram minha mercadoria.
Me aproximo para pedir.
Só ouço: "Não tenho, saia daqui."
Mas eu prefiro pedir do que roubar.
Miserável sou, mas ainda tenho o que me orgulhar.
Não é acampamento, é o lugar onde eu tento repousar.
Destroem sempre, mas volto pro mesmo lugar.
O néon se mistura com o brilho da lua,
é a melhor paisagem pra quem vive na rua.
Bom é quando os restaurantes jogam fora a comida.
Tenho que correr, que dá até briga.
Eu não quero carro e muito menos riqueza.
Só quero um lar onde não habite a tristeza.
Quero dignidade e consciência,
pra suprir essa carência.
De amor e comida.
Que sare minha ferida.
Exterior e interior.
Que me chamem de senhor.
Será que não tenho direito de pedir?
O que será de mim?
Quando a noite cair
é cada um por si.
Ninguém me ouve, e ainda tomo esporro.
Por aqui o grito de gol vale mais do que socorro.
O que me resta é toda noite rezar.
Pra Deus nunca esquecer de me acordar.
