Minha Sede de Viver e uma Ameaca Atomica
Minha audição é falha,
Levo a bengala na mão,
Já vivi oitenta anos,
Já perdi tanto irmão,
Vivo fazendo lambança,
Ajo como uma criança,
Dos filhos levo sermão.
Me deixe selvagem
Me deixe à vontade
A natureza está em mim
A minha alma se acalma sem fim
Deixe o verde transbordar e a luz do sol iluminar...
Esse meu ser que precisa brilhar
A natureza vai se encarregar, deixe os pássaros cantar
Deixe o vento soprar
Deixe a brisa do mar acalmar, e que ele leve tudo que não for leve, que o mal seja breve e que nenhum bem se negue 💟
A minha felicidade é o sol, as minhas lágrimas são a chuva, a minha decepção são as pessoas, a minha tristeza é o mundo.
Sou eu o autor da minha própria história. Faço o roteiro e dirijo todas as cenas. Pode até aparecer coadjuvantes entre uma temporada ou outra, mas sou eu, somente eu o ator principal dessa história.
É no silêncio da minha voz que eu grito
E no barulho do meu grito que eu calo
Calo pra pensar
Calo pra escutar o que eu tenho a dizer
E dentro de mim eu escuto
Escuto num tom alto e profundo
Que tudo isso vai passar
Baby,
quando ouço sua
voz meus problemas
somem,
seu sorriso invade
a minha alma e
me purifica novamente,
seus olhos
preenchem algo
que está vazio em
mim,
seu corpo
me domina
sem ao menos tocar
no meu,
sua presença
é sentida a quilômetros
de distância.
Estou vagando
na eternidade,
livre e preso,
eu ainda
sinto.
Brasil: Um sonho de liberdade.
Minha expressão, minha emoção, o grito popular, a sanidade da mente e a liberdade em cada lar, no âmbito familiar, no ciclo social, na área profissional, e a política, esta onde a voz é restrita, coibida, a força da coragem sucumbida, medo, abandono, desemprego, o que fazer, desapego, não, oh mestre de todas as coisas, pertencemos ao regime opressor, metade picanha, metade carne de pescoço, e no final o grito fica preso acuado as verdades, fica na memória o sonho de liberdade.
Giovane Silva Santos
Existem dias que, minha carência
pede arrego,
me recolho
e quando olho
estou dentro do meu interior,
procurando o colinho da poesia.
A vida este quebra cabeça,
eu procuro onde posso me encaixar,
e na minha crença
sei, que AMAR
é o que inocenta alguém...
Mas, ser amada é tão edificante!
***
Me amar baixo de Deus e ao próximo como a mim mesmo, não faz parte do meu show. Faz parte da minha vida!
Vanusa Fernandes.
A única bandeira que defendo ou posto no status da minha vida é, foi e sempre será unicamente a de Cristo meu Senhor e Salvador!
Sempre gostei do pé de jasmim que crescia no quintal de minha vó.
Seus galhos eram cortados constantemente num ato negligencioso.
E, se você se aproximasse bem, veria as cicatrizes que ele carregava. E mesmo com as cicatrizes que os constantes cortes deixavam, ele crescia, de uma forma singular. Se adaptando em meio ao caos.
Os jasmins que cresciam no topo portavam uma beleza singular. Por muitas vezes senti desejo de tocar aquelas macias pétalas, mas deixava elas seguirem seu processo natural, e caírem conforme o tempo ia passando. Sempre vi uma enorme beleza nesses detalhes, em pétalas caídas no chão de terra.
Em noites tempestuosas, o pé de jasmim inclinava para lá, e para cá. Sempre ameaçando cair, mas nunca caiu. Assim como eu.
Foi um dia tão longo
Tão longo quanto podia ser
Minha esperança
Pelos cantos jogadas
Pega-las dói
Não quero mais usar
É mais fácil ficar sem ela
Dói menos
Meus sorrisos gastos
Sem direção
Sem sentido
Desnecessário
Meu coração partido
Lutando
Pedaços de mim
Cada um deles
Sem saber que é felicidade
Sem saber como chegou aqui
Como tudo aconteceu
Lanço minha partitura na curva da vida e, às vezes, quando a apanho, para executá-la, descubro que ela está completamente em branco...
Não há como não me entristecer, tenho vontade de desistir...
Com o coração marejado, eu fico a marejar o tempo, arrumo o que for possível, na partitura da vida, ajeito, da melhor forma que move os meus sentimentos e deixo, para o amanhã, a harmonia dela...
Perdi-me, exatamente, no momento em que tentei restaurar essa folha em branco. Eu já conhecia o seu sorrir para mim, mas, havia-me esquecido como era...
Comecei a restaurá-la, com suas notas estéreis, que, com a pauta feita de linhas tranquilas, fizeram calar a minha alma...
E foi, então, que comecei a ouvir o canto, que vinha das encurvadas e tive certeza de que as notas haviam ficado presas em seus obstáculos...
Um canto cheio de candura, que me presenteava, quando vinha de encontro a mim...
Trecho de um texto de Marilina, no livro "Vértices do Tempo" página 47
Marilina Baccarat escritora brasileira
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