Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora
CIRANDA
Ela beijou a manhã porque ventava
E aqueceu a manhã porque aqueceria
Se fosse manhã de sol
Mas ela molhava a manhã
Ela chovia uma neblina mágica porque era primavera
E todas as primas cantariam
Se ela tivesse primas,
Uma ciranda harmonizaria a família
Se ela tivesse família
Ela só tinha o tempo, o vento, a rua
E as vezes, só as vezes...
Tinha uns sonhos esquisitos
Que guardavam o vento, o sol e a chuva
Sobre um teto bonito,
E alguém lhe penteava os cabelos
E lhe vestia um vestido azul anil
De babados bordados a bilros;
Era um sonho de um rosto bem parecido
Ou uma lembrança
Como se já tivesse sido criança
E já tivesse tido esperança...
TEMPORAL
Mais triste que uma tarde chuvosa
Ela respingava suas tristezas
Nas incertezas dos pingos da chuva
Mas se chovia ela se alegrava
E cantava Ben Jor: "chove chuva..."
E, se alagava, ela secava
Mas o que encharcava o seu ser
Nem era chuva de chover
Agora tente entender: neblina era querer
Chuvarada era fantasia
Mas relampejava e trovejava
Um temporal com ventania...
Provavelmente, ela vivia num jardim a contemplar as flores , a acariciá-las, e, entre um suspiro e outro, algumas confidências; isso mesmo, tinha certeza que lhe falaria do seu fascínio pelas luzes da manhã, aqueles primeiros raios que despontavam antes do corpo solar; que refletiam no espelho de um lago, na lâmina de um rio ou verdejavam sobre alguma floresta. Talvez caminhasse a beira de uma praia solitária como uma recém-nascida manhã pudesse; imaginando um conto, uma história bonita que contaria pra alguém com certa graça, acrescentando algum humor ou drama, uma pequena mentira que só embelezaria o que já fosse belo. Por certo era uma imaginação fértil e caminharia por um cemitério imaginando que todos que cruzassem consigo já tinham morrido e não olharia pra trás com medo de ter essa certeza. Talvez fosse assim, alguém eloquente a quem todos esperariam silenciosos afim de ouvir algo interessanre; e se calasse o suspense do silencio cairia todo sobre si mesmo. quiçá às madrugadas imaginasse sonetos trágicos de paixões insanas; essas loucuras do cotidiano que acabam nas manchetes dos programas policiais, ou luxurias inconfessáveis que passariam por sua cabeça nalgum desejo secreto que jamais revelaria.
Algum dia apareceria com os traços ordinários como os de qualquer ser vivente, uma timidez simplória dos seres limitados; voz pausada, própria dos que pensam muito, ou dos que não têm muita certeza do que vão dizer; e aquele ser divino interior em pura ebulição ali no peito, transpirava, sussurrava, suspirava e tinha as mesmas carências, os mesmos medos e inseguranças; aquele ser capaz de todas as loucuras, todos os pecados e todos os perdões por paixão e por amor deixaria de ser só uma miragem nos meus delírios...
Amo a poesia
e a poesia é apaixonada por mim,
às vezes, de madrugada
ela me acorda
e murmura no meu ouvido:
''escreve-me''
Tem sessenta, só viveu vinte
e tá com uma gata de vinte que já viveu oitenta
ele pensa que ela é novinha
ela tem muita estrada, beco, vielas, guetos...
ele adolesce sexagenário
ela parece um anjo, e ele não parece ser otário..
Seria impossível uma mulher não ser feliz, se ela pudesse imaginar e tornar útil, todo o poder que Deus lhe deu.
WALKIRIA
Ela pegou a vassoura...,
Começou uma discussão boba,
Quebrou alguns pratos,
Rasgou cortinas e retratos
Maldisse a família, bateu no filho e na filha
Xingou a sogra, a minha progenitora, trocou de roupa, pegou a tesoura...
E quando eu falei de amor ela armou um sorriso...
Aquela coisa sarcástica que eu percebia na Ava Gardner
Então eu vi que não tinha jeito
Só não queria a tesoura, nem a faca...
Doze polegadas de aço inoxidável cravada bem no meu peito
Seria a menopausa...
Mas nem uma pequena pausa
Continuou aflita
Fósforo e alcool ao alcance do braço, seria um inferno...
E aquele amor eterno de que tanto falávamos...
Fui tentar contê-la, ela colocou a tesoura na minha garganta
Com essa proximidade eu fraquejava, beijei-lhe a boca...
Já faz quatro anos, a idade de Amália...
De vez em quando ela pega a vassoura... mas já temos três filhos
E eu sei que ela não vai voar pra longe de mim.
Sol que Ama a Chuva
Ela era como o sol
As outras estrelas não se igualavam
à luz dela.
Genuinamente feliz.
Seus sentimentos eram poesias,
e pinturas —
fossem elas em seu próprio corpo
ou em uma parede qualquer.
Sua arte era sua beleza,
que era cada vez mais realçada
pelas pinceladas
que ela mesma fazia questão de dar.
Era consciente
de que esculpir seu corpo
doía na alma,
mas ela não tinha medo
de deixar sua obra mais bonita:
seu corpo, seu templo.
Ela não precisava de admiradores;
a própria admiração
já era mais que suficiente.
Sua beleza se assemelhava
às mais lindas rosas,
às mais verdes florestas.
Ela era sol —
mas dias bonitos, para ela,
eram dias nublados,
chuvosos e escuros.
A natureza era sua inspiração,
mas ela morava na cidade,
onde dificilmente era possível
avistar uma árvore.
Ela era como as estações:
alegre, iluminada,
fria, colorida, vasta...
Ela mudou.
Seus interesses ainda são os mesmos,
porém ela se perdeu —
e não é capaz de se encontrar mais.
Ela só quer paz.
Ela não tinha coração, apenas um vácuo,
como um espectro inexorável.
Ígneamente abissal, ele surgiu lhe provando sua humanidade.
Com desvelo, a fez colocar a mão sobre o seu peito e sentir as batidas de seu coração,
aquele que habitava seu âmago de forma silente.
Com um vaticínio, a fez acreditar, e sentir,
que a cada batida soava um eflúvio poético, cheio de sentimentos;
junto ao coração dele, se fazia uma melodia de fogo, ardente, sedenta, fatal.
Era visceral a sintonia dos dois.
Era indelével aquele momento, jamais algo a faria o esquecer.
Jamais ela imaginaria que aquele sentimento sibilante evoluiria para um sibilo ensurdecedor.
Ele a hipnotizou, sem nem mesmo perceber, a fez acreditar na perenidade, no sentimento eterno, na química permanente, na felicidade.
Ao se encostarem, a luz que crescia, transcenderia qualquer sublime camada que o universo pudesse colocar.
Ela não podia procurá-lo, tocá-lo. Mesmo com o sentimento em crisálida, ela não sabia traduzi-lo em palavras.
Então ela o observava. Mesmo antes de qualquer despertar no seu interior, ela observava, ansiando sentir as energias que em sua volta permaneciam, já que não era capaz de desfrutar de um sentimento próprio.
Ela o enxergava, o via, muito além do que era capaz de se alcançar fisicamente. Ela enxergava sua alma, sentia que era capaz de ver sua luz e sua sombra, sua energia.
Bom, ela não esperava nada, só queria desfrutar da humanidade que ele despertou nela. Nenhuma utopia. Parecia maravilhas. Mas um tormento estava por vir.
A humanidade, sentir, não é só felicidade, paixão, amor — era tristeza, decepção, raiva, ódio também.
Seus sentimentos transbordaram à beira de seu abismo emocional. Sua impulsividade lhe privou de observá-lo. Apesar de seus erros, ele teve sua parcela de culpa.
Ela jamais imaginaria que a perenidade de sua paixão e felicidade, que ele a prometeu de forma tácita, seria perecível após um repentino exílio.
A epifania de que ele era muito mais do que ela imaginava. Ele era mais do que sua paixão lhe permitia enxergar.
Ardiloso, encheu seu coração de névoas. O mesmo coração que antes ele deu cor, ele o dilacerou.
E, como anátema, ele permeou.
Humana novamente
"Ela o olhava com olhos apaixonados, transcendiam um brilho sibilino, olhos que imploravam para ser desvendados.
Mas ele a olhava com desejo — desejo aquele que era evanescente.
Oniricamente, algo a revelou, que em desvaneio ela permeou. De olhos alheios ela necessitaria para catarticar-se. Assim ela fez: abriu mão de seus olhos apaixonadamente sublimes e o olhou.
Entretanto, não se surpreendeu — apenas se decepcionou. Mas como poderia se decepcionar se expectativas diante do que ela verbalizava, não criou?
Ele era indelével, mas isso não a impediu de o odiar por uma fração de segundo. Como era onusto explicitamente sua raiva, o que só provava, a quem assistia a situação, quão inefável era sua paixão. Pois apesar de sua raiva, era inelutável, e ela sabia.
Não lhe sobrou alternativa, somente a aceitação da situação. E estava tudo bem.
Porque, apesar desse cisalhamento e de sua incorrespondência, ele fez — mesmo que inconscientemente — olhos desidratados e taciturnos dizerem algo e, em seu âmago, sentirem.
Ela sabia que era efêmero, mas era grata pela explosão de sentimentos que ele causou.
Era muito bom ser humana novamente."
A consequência é como nosso reflexo no espelho em plena escuridão: a gente não vê, mas sabe que ela está lá, à espera da luz.
A Eternidade é a carruagem do tempo, ensandecida em sua interminável viagem pelo infinito. Ela é o oceano sem limites, sobro o qual passam as frágeis frotas dos tempos, das idades e das eras em sua inútil e ridícula jornada rumo ao nada. Diante da Eternidade, um ano, um século, um milênio, mil milênios, um trilhão de milênios, não chegam a representar nem sequer um mero segundo. Em face da Eternidade os heróis desaparecem, as pedras viram pó, as estrelas perdem seu resplendor, e os deuses, consumidos pelo tédio de contemplar inertes o repetitivo devanear de galáxias moribundas, clamam pela morte...
Quando a mulher é cheia de marra, lanço logo aquela 👉
Que isso, hein? Caíste do céu foi?
Ela: por quê?
Bosta de urubu 😅
🤣Zoeira Galvão 🤣
A mulher que já foi machucada nutre dentro de si uma mágoa tão grande que faz com que ela não acredite e confie em mais ninguém.
A vida é bela, foi o criador que nos deu ela.
A vida é bela, deveríamos valorizar o tempo que temos aqui na terra.
A vida é bela, precisamos amar mais do que destilar ódio envenenando a todos nós.
A vida é bela.
Da vida, a única certeza que temos é que um dia todos morreremos. Então! Porque tanta briga por religião, preconceito com nossos irmãos, descaso, desunião, fata de preocupação, tiram a vida por poder como se tivessem catando feijão, que situação, na verdade, falta compaixão.
A melhor fase da vida, era quando todos éramos crianças.
Precisamos voltar ao tempo, um coração puro é o que carecemos.
A vida é bela, só precisamos de paz, amor e união🫶
Às vezes, pode ser muito difícil descrever a dor, mas ela passa com um tempo.
Você já superou tantas coisas, não vai ser isso ou aquilo que vai te fazer parar.
Quando enxergamos propósito na dor, saímos mais fortes!
Peste
Vai lá e fala para sua amiga que acabou de treinar, que ela está linda, que está parecendo com um peixe.
Ela vai te perguntar, qual peixe, amiga? Um baiacu.
Agora saia correndo, se não ela vai te devorar viva.
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