Minha Namorada Disse que eu Sufoco ela e agora

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Tudo o que eu faço é pensando no fim, e é exatamente por isso que faço, porque sei que vai ter fim.

O Alquimista de Si Mesma
Houve um tempo em que meu nome era Resistência.
Eu me fiz de pedra para não quebrar,
e de muro para ninguém atravessar sem permissão.
Aprendi a ler o silêncio dos outros antes de ouvir minha própria voz,
acreditando, genuinamente, que o amor era um prêmio de consolação
para quem conseguia carregar o peso mais pesado sem reclamar.
Mas a terapia é esse outono necessário.
É o momento em que a árvore percebe que as folhas —
aquelas certezas antigas, aqueles medos vigilantes —
já não nutrem mais; elas apenas pesam.
E eu estou aqui, na delicadeza de me deixar desfolhar.
Dói nomear os fantasmas.
Dói perceber que, por anos, eu não vivi, eu apenas estrategiei a sobrevivência.
Mas há uma beleza sagrada em olhar para as mãos cansadas
e decidir que elas não precisam mais segurar o mundo.
Que elas podem, enfim, se abrir para receber.
Eu me perguntava: “Quem serei eu se a dor for embora?”
Hoje, o espelho responde com um sussurro:
Você será o horizonte, não apenas o caminho.
Será o mar, não apenas a barreira que contém a onda.
Não sou fraca por querer descanso.
Sou, pela primeira vez, forte o suficiente para admitir que sou humana.
Estou trocando a minha armadura de ferro
por uma pele que sente, que vibra e que, apesar de tudo, ainda se emociona.
Não estou apenas me curando;
estou finalmente me apresentando a mim mesma.

21


Por que você se foi?
O que foi que eu te fiz?
Em que momento meu abraço
deixou de ser um lugar para ficar?


Você escolheu partir.
E eu fiquei.


Fiquei com a casa cheia de silêncio,
com as conversas que nunca terminaram,
com a mania de imaginar
como seria se você ainda estivesse aqui.


Passei dias procurando respostas
em detalhes que talvez nunca tenha existido.
Revivi cada palavra,
cada gesto,
cada despedida disfarçada de "até logo",
tentando descobrir onde eu poderia ter agido diferente.


Mas no fundo,
acho que nada mudaria.


Porque quando alguém decide ir,
não é o amor do outro que o faz ficar.


Hoje é dia 21.
O nosso dia.


Hoje seriam seis meses.
Seis meses de nós,
de planos,
de promessas,
de uma história que eu ainda imaginava escrevendo.


Mas fazem três meses
que você escolheu colocar um ponto final.


E, desde então,
eu sigo aprendendo a conviver
com a saudade de alguém
que ainda existe em mim,
mesmo tendo deixado de existir ao meu lado.


Ainda dói.


Dói porque eu não perdi apenas um amor.
Perdi o meu melhor amigo,
o porto onde eu acreditava poder voltar.


Talvez um dia eu pare de esperar
uma mensagem que nunca vai chegar.
Talvez o dia 21 volte a ser apenas um dia.


Mas hoje...


Hoje ele ainda carrega o peso
de tudo aquilo que nós poderíamos ter sido.


E de tudo aquilo
que você escolheu deixar para trás.

Tenho saudade de mim
Do abraço apertado que eu nunca darei
Do amor prometido que não pagarei

As vezes eu queria ter alguém a quem pudesse me sentir conectada. Saber ser um porto seguro, um espelho de algum modo. Cada vez mais percebo o quanto estou distante, e sempre estive, de todas as pessoas que conheço. Acho que nunca tive esse tipo de conexão, nem com a minha família, nem com ninguém. Sempre fui um pato fora d'água, sem ter ideia de pra onde ir.
- Marcela Lobato

Tem momentos onde percebo muito claramente que nunca vou encontrar alguém como eu, e nem que seja capaz de me entender em algum nível. Eu sempre vou estar sozinha. Sempre será assim. Mesmo que houvesse milhões de pessoas aqui, ainda estaria completa e absolutamente só.
- Marcela Lobato

Das exigências de vida


A vida exige demais da gente... e eu não acredito que a gente tenha sido feito pra viver correndo... correndo atrás de algo que nem sabemos se vamos ou não alcançar... e se a gente alcançar... vai continuar a correr pra outra coisa mais lá na frente alcançar... e assim a gente vai vivendo... correndo!
Correndo... chegando... alcançando... recomeçando... correndo... ad infinitum...
Precisa ser assim? Diz pra mim? A gente tem de correr do começo ao fim?
Correndo não dá pra ter qualidade de vida... e eu acho que nem vai aumentar a quantidade... é bem provável... que correndo... será menos qualidade e quantidade, inclusive.
Então, vamos lá... devagar caminhar... a paisagem ao seu redor admirar... é primavera... que tal parar para o perfume das flores aspirar?
Cittaslow... uma organização não governamental lá da Itália... fundada em 1999. Qual o objetivo? Reduzir a velocidade nas cidades para aumentar a qualidade ... qua-li-da-de.... de vida de seus habitantes.
Eu procurei, na lista das cidades que fazem parte dessa organização, uma cidade aqui do Brasil... ia fazer as malas e me mandar pra lá. Encontrei nenhuma!!! O jeito é ficar no meu lugar e por conta mesmo o meu entorno lento... lento... bem lento tornar ;) vou começar a andar mais devagar!!

Vamos!?


Rosangela Calza

Também acho que falta para essa geração uma bandeira. Cada geração tem uma causa: eu, por exemplo, fui da geração das Diretas Já. Essa rebeldia da juventude nasce na dor, na indignação, e essa indignação está demorando para surgir. Eu me ressinto da falta de renovação, do quão distante a nossa juventude está da política, dos movimentos sociais e partidários.


(Simone Tebet)

O Império da Ignorância e a Busca pelo Eu e o Sentido da Vida Inatingível"
A pergunta que atormenta o mundo e a nós mesmos é quem verdadeiramente somos, já que até o nosso nome foi escolhido por outros e nossa vida virou um amontoado de números, documentos, títulos, cargos e posses materiais — nos transformamos em tudo, menos em nós mesmos. Vestir a imagem e a máscara que a sociedade espera é uma forma lenta de desaparecer, tornando-se um mero personagem da própria história sem saber em que momento tudo começou. A grande maioria sequer é capaz de raciocinar sobre o existencialismo; nela reina a prevalência da ignorância em detrimento da busca do eu, da existência e do sentido da vida. Esse mal, que é a mais pura, cruel e terrível ignorância, mata o sujeito por dentro, mas ironicamente o deixa sob o alívio anestesiado, esvaziado da capacidade de questionar qualquer coisa, inclusive a si mesmo, vegetando como um barco sem velas à deriva.Por outro lado, os poucos que buscam a contestação parecem carregar o sofrimento libertador de quem busca a verdade. Na busca faminta de si mesmos, do porquê da existência e de seus objetivos, vivem em uma lapidação constante e dolorosa, quase uma eterna retrogradação. Buscam uma verdade real do 'eu' que se mostra inatingível neste plano, uma realidade oculta que fomos iludidos a acreditar, fazendo com que muitos nasçam, cresçam e morram sem respostas.Essa verdade absoluta permanece inalcançável aos vivos. Só estaremos de frente com ela após a morte.Diante desse cenário, a verdadeira coragem não está em sustentar a aparência exterior, mas em ousar adentrar em nosso eu para perguntar qual é a própria e verdadeira identidade. Buscar conhecer a si mesmo — sabendo que o que nos faz genuínos é justamente não tentar ser, pois a essência morre no instante em que vira esforço."

Eu sou uma sobrevivente, hoje, amanhã e sempre.

A tarde cai


“A tarde cai, por demais
Erma, úmida e silente...”
Mais um dia se vai
E eu, aqui, muda, resiliente.
Chove lá fora
Faz frio
Mais um dia vai embora.
E eu, aqui, resistente.
Silenciosa a noite vem.
Cobre tudo... o mal e o bem.
E eu, aqui, persistente...
À beira de ser considerada demente.
Carente... (in)coerente... afastada de toda gente.
Fazendo de conta que tudo bem esta dor sempre presente.


Rosangela Calza

(Des)encanto


“Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…”
Escrevo por horas e horas...
Há escritos meus por todo canto.
Lágrimas que escorrem.
Lamentos a toda hora.
Escrevo dores sentidas...
Teço em versos amarguras vividas... (re)vividas.
E cada verso traz em si
um pouco de tudo o que senti...
Nas linhas tortas da vida,
“escrevo versos como quem morre...”,
escrevo tudo o que vivi.
Rosangela Calza " " Manuel Bandeira

Oh! vento


Oh vento, sopre forte
Leva pra longe as dores...
Há tantas que eu já não mais as suporto.
Meu corpo dói... minha mente pouco a pouco se destrói...
O coração dentro do peito corrói.
Leva tudo... mesmo o que me faz bem...
Não me importo.
Que nasça um novo eu.
Com novos sonhos...
Com um caminho todo novo.
Quero ser feita de novo.
Oh vento, varra pra longe
O que me consome...
Faça desaparecer até meu nome.


Rosangela calza

Não importa se você vai ou não
Eu vou e sem medo de nada

Da paz

E eu sigo em paz...
quer dizer, então, que não vejo a guerra? Não sou ingênua.
Tenho visto o caos e pressinto o que está por vir.
O porvir... bem, o que posso fazer?
É não atacar ninguém... é não generalizar... é não disseminar ódio pelas redes sociais... já sei que tem gente demais fazendo isso.
Estão esses tão infelizes assim? É a única conclusão a que chego.
Uma pessoa que está em paz e feliz consigo mesma não quer guerra com ninguém.
E você? É da paz ou da guerra?
Estamos precisando demais de pessoas que sentem do lado em que se vê o bom da vida... se continuar nesse ritmo a condução que nos leva vai virar... e é óbvio que todos irão se quebrar.
Eu disse TODOS!

⁠Eu cansei..
Cansei de ser o grande amor dos outros, de ser a paixão ou o melhor de todos, cansei de ser o quase perfeito ou aquele futuro que não pode ser, aquela metade mais que perfeita, mas não tão perfeita assim..
Odeio quando me vem à memória as lembranças das coisas que eu tentei fazer e deram errado, fui quem eu não era, o melhor de todos e mesmo assim não o suficiente, se eu passei por tudo isso dando meu melhor e sendo realmente bom pra as pessoas que me amaram, o que seria de mim se eu tivesse sido ruim?

– Sabe o que vai acontecer com você se continuar?
– Sei o que acontecerá com todos se eu ficar.

"Certa vez me perguntaram: Como medir o imensurável? Eu respondi de forma simples, dizendo que se você quer saber o tamanho de tal coisa, olhe para o céu a noite, veja como é repleto de milagres sem fim. Medir o imensurável é conhecer unicamente uma coisa, O Cosmos".

Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?




Somos nomes escritos na fumaça,
Promessas levadas pelo vento.
Cada certeza muda de lado,
Quando o tempo muda o argumento.


Você procura um lugar no espelho,
Eu procuro um espelho no lugar.
Talvez a resposta nunca exista,
Ou apenas tenha medo de falar.




Se tudo passa...
O que permanece?
Se tudo pesa...
Quem é que merece?




Você importa?
Eu importo?
Quem importa no final?
Por que devemos importar,
Se o mundo gira sem pedir permissão?


Você importa?
Eu importo?
Ou só importa acreditar?
Talvez ninguém importe para todos...
Mas alguém sempre importa para alguém.




A multidão escolhe seus heróis,
Depois esquece seus próprios nomes.
Constrói castelos sobre aplausos,
E ruínas sobre os homens.


Cada vitória perde o brilho,
Cada derrota muda de cor.
Talvez o fracasso seja liberdade,
E o sucesso, outro tipo de prisão.




Quem mede o valor de uma vida?
Quem escreve a última palavra?
Quem separa o eterno do instante?
Quem responde quando o silêncio fala?






Você importa?
Eu importo?
Quem importa quando a luz se apaga?
Por que devemos importar,
Se até as estrelas um dia se calam?


Você importa?
Eu importo?
Talvez a pergunta esteja errada.
Porque, no fim,
Quem procura tanto por importância
Talvez nunca descubra o sentido de existir.


Você importa?
Eu importo?
Quem importa?
Por que devemos importar?


...Ou será que apenas existimos?


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"Eu sou todas as emoções.


Eu sou a mistura de todos os sentimentos e de todas as emoções: eu sou o amor, eu sou o ódio, sou a mistura de tudo. Eu sou a chuva, eu sou o sol, eu sou a mistura de todas as estações. Eu sou o perdão, eu sou a condição, eu sou a mistura de todas as sensações. Eu sou a calmaria e eu sou a agitação, eu sou a soma de todas as motivações."


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides