Minha Alma tem o Peso
"Muitos buscam os números, mas poucos suportariam o peso da caminhada de quem venceu sem perder a alma."
"Duvida é um peso, um labirinto sem lugar. O peito aperta, a mente gira, a verdade às vezes parece mentira."
"Será que abro a guarda ou deixo a porta fechada?" (Música Entre Paredes e Incertezas Marcos Elias Antunes)
JÁ ESQUECEMOS QUEM SOMOS
Vivemos tempos estranhos e fora da dignidade. E digo isto com peso, medo e insegurança. A cada dia, torna-se ainda mais duro.
Está tudo misturado.
Hoje és acusado, amanhã, já estás condenado, sem provas, sem defesa, sem voz. Há quem seja agredido e há quem nem sobreviva para contar a sua versão. Tudo por causa de um boato. Tudo por causa do medo. Tudo por causa da ignorância.
Criou-se, nas mentes de muitos, a ideia perigosa de que fazer justiça com as próprias mãos é aceitável. E isso é um erro grave. É muito perigoso.
As escolas, as igrejas e os mais velhos já não ensinam como deviam ou não são vistos como antes. Não orientam como antes. E os valores que mantinham a ordem, foram sendo esquecidos lentamente até chegarmos onde estamos.
Uma sociedade dominada pelo pânico torna-se cega. E quando a razão desaparece, qualquer mentira ganha força de verdade. O que está a acontecer certamente é um teste à nossa consciência como seres humanos.
Já esquecemos quem somos. Precisamos parar e pensar. Olhar para o passado, entender onde falhámos. Analisar o presente, com coragem.
E proteger o futuro, antes que seja tarde demais.
Nem toda história que se ouve é verdade. E nem toda suspeita justifica violência. Se continuarmos assim, não estaremos apenas a destruir inocentes…
estaremos a destruir-nos a nós próprios.
Agora, a verdadeira luta não deve ser contra fantasmas, deve ser contra a ignorância que carregamos dentro de nós, para que possamos lembrar quem somos. Porque já esquecemos quem somos.
O Beijo Anafranil
Anafranil carrega peso psicológico e profundidade. Paracetamol representa algo:
simples
cotidiano
acessível
que não resolve a causa, mas permite continuar o dia
E é exatamente isso que esse beijo faz... A chuva não caía.
Ela descia.
Descia pesada, insistente, como se o céu tivesse decidido lavar memórias antigas da cidade. As cheias de 2026 transformaram ruas em rios tímidos e corações em margens frágeis. Era uma dessas manhãs em que o mundo parece maior do que a gente e os sentimentos, ainda maiores.
Saí de casa ao lado da minha esposa, bela como quem não sabe que é bela. Linda como quem carrega tempestades por dentro. Eu sabia: ela estava aborrecida. Não comigo exatamente... mas comigo também. Às vezes, a raiva não tem endereço fixo. Ela nasce cansada, sem motivo claro, filha do dia, da vida, da comarca inteira.
Minutos antes, eu tinha dito algo mal explicado. Nada grave. Nada perigoso. Mas palavras mal pousadas são como fósforos em palha seca. Expliquei-me. Com calma. Com verdade.
Ela ouviu... mas não baixou a guarda. Seguimos em silêncio até a paragem.
O silêncio entre um casal não é vazio.
É cheio de pensamentos não ditos, de perguntas tímidas, de orgulho sentado no banco da frente.
Tentei falar de filosofia erro clássico. Quando o coração está fechado, a mente não abre janelas. Ela franzia a testa. A chuva batia no guarda-chuva como dedos impacientes. O mundo parecia assistir àquela cena em câmera lenta.
Então vi.
A testa franzida. O olhar nublado.
Passei a mão de leve. Um gesto pequeno, quase infantil. E, sem pedir licença ao medo, encostei os lábios por um segundo apenas no canto do seu sorriso adormecido.
Não foi um beijo de filme. Foi um sussurro de beijo.
E aconteceu.
Um pequeno sorriso escapou.
Daqueles que nascem sem pedir permissão.
Os olhos dela... ah, os olhos. Pareciam duas supernovas prestes a chover luz. Quando se carregam assim, antes da chuva, não destroem a terra regam.
Foi ali que me lembrei:
que amar também é aprender gestos.
Que cada beijo carrega um poder não mágico como nos contos de fada, mas humano o suficiente para parecer magia.
No frio da chuva, em meia tensão, recordei-me:
O Beijo Anafranil.
Abri o guarda-chuva como quem abre um portal. A chuva caiu sobre nós, e o mundo desapareceu por um instante. Olhei fundo nos olhos dela, hipnotizado, e dei o primeiro beijo da lista.
Não foi longo. Não foi apressado. Foi necessário.
O beijo Anafranil não apaga a razão da briga. Ele apaga o desejo de ferir.
Ele não diz: “Estás errada.”
Ele diz: “Estamos juntos, mesmo assim.”
Senti o coração dela desacelerar. O meu também. O corpo entende antes da cabeça. Sempre.
E naquele instante molhados, atrasados, voltámos a ser crianças que acreditam no faz-de- conta. Não o que mente... mas o que salva.
Ela sorriu. Eu sorri.
A chuva continuou.
E eu soube:
esse livro precisava começar ali.
Até mesmo o pior homem do mundo precisa chorar as vezes, por carregar o peso de ser o pior homem do mundo.
_Ysadora Alves
Às vezes, a gente carrega um peso que ninguém vê.
Tenta explicar, abrir o coração, mostrar quem realmente é… mas parece que o outro só escuta o que já decidiu acreditar.
Há dores que não chegam para destruir, chegam para revelar o quanto carregávamos peso demais sem perceber.
Entre a Dor e o Gesto
Entre a lâmina invisível das dores que te atravessam
e o peso mudo dos dias que não cessam,
ainda assim… você me escreveu.
E há nisso mais do que palavras —
há travessia.
Porque sei: não foi impulso,
foi escolha.
Não foi leveza,
foi coragem.
Havia silêncio antes,
havia a mágoa — esse território árido
onde quase nada floresce.
E, ainda assim,
você fez brotar um gesto.
E nós…
não fomos pouco,
não fomos rasos,
não fomos passagem.
Fomos chama —
às vezes indomável, é verdade —
mas nunca inexistente.
E talvez, para o mundo, reste apenas
um fio tênue…
mas em mim, ainda é chama inteira.
Não sei o que o tempo fará de nós,
nem se os caminhos voltarão a se tocar,
mas existe algo que em mim não se apaga —
silencioso, maduro, sem pressa —
uma esperança que já não grita,
mas permanece.
E, no fim,
entre a dor que te habita
e o gesto que me alcançou,
eu escolho reconhecer:
foi coragem.
Coragem é escutar o som dos seus próprios passos*
....é seguir o próprio caminho, sem peso ou culpa....
Coragem é nunca desistir, sabendo que não importará a hora ou o dia, mas acontecerá!
Coragem é vencer, quando ninguém mais, acredita em você...
Coragem é desafiar seus medos e passar por cima deles ...
O peso e a beleza de amar
Acredito tanto no amor que acho que ele virou convicção, mas nunca obsessão.
Ou será que isso mostra que vivo uma espécie de escravidão?
Há horas em que o amor nos faz recuar, porque sentimos medo de amar novamente.
O amor é algo que, por mais que tentemos explicar, nada consegue definir por completo.
Até porque, no amor, a gente pensa, sente falta e sente medo de perder.
É duro o saber
Através das minhas lágrimas eu vi o que você fez, eu senti o peso dos teus atos, eu briguei com o espelho por não ter me avisado,
eu não consigo mais abrir os olhos e enxergar nós dois no mesmo mundo,
perdi a sensibilidade de como agir, agora graças a você eu só penso em fugir,
è irônico saber que meus ouvidos estão amedrontados,
é duro perceber que o meu corpo anda quieto e revoltado,
é trágico acreditar que as lágrimas anteriores a estas sabiam que isso iria acontecer e mesmo assim permitiram.
Peso do passado
Eu estou tão cansado,
o tempo é pesado demais.
e não sei mais
se suporto o peso do meu passado.
A minha alegria se foi
como um entardecer alaranjado,
e a tristeza se apossou de mim
como um hóspede indesejado.
Nada mais faz sentido:
carreira, sucesso, futuro…
se simplesmente perdi o que mais amava
por ser negligente e imaturo.
Quantas vidas eu daria
pra te ver de novo,
simplesmente te olhar,
já que nem sequer um adeus
e um “eu te amo”
meu peito pode clamar.
A dor é insuportável
e viver com isso me corrói,
mas a culpa de ser responsabilidade minha, é o que de fato me destrói.
Será que existe remédio pra culpa?
Acredito eu que, se existisse,
todos comprariam.
Não faço de mim um mártir,
porque nem para isso serviria.
Mas o tempo é um amigo leal,
é onde me prometem conforto.
Até lá, sigo cantando
e escrevendo frases
de uma cabeça que pensa,
embora de um coração morto
Raphael Bragagnolle
❝ ...Seus ombros, antes tensos com o peso do dever, Encontram na penumbra da noite a doce permissão. É tempo de soltar o controle, de simplesmente ser, De descansar o corpo e acalmar o coração.
A noite não é fuga, é o acolhimento merecido, Onde cada erro do dia se transforma em lição. Esvazia-se a taça da culpa, o pranto contido, Dando lugar ao alívio de mais uma jornada, em gratidão...❞
------------- Eliana Angel Wolf
O Amanhecer que a Voz Semeia
Se a noite foi longa e o peso do mundo não cedeu,
Escute o sussurro que atravessa a neblina do medo.
Há uma promessa de luz que o destino escreveu,
E a voz dela a revela, como quem conta um segredo.
--------- Eliana Angel Wolf
"Há vozes que são como abraços, que transformam o peso em melodia.
Que a poesia de hoje seja o seu porto seguro,
trazendo a paz que o coração tanto buscava encontrar
no meio da agitação do dia."
--------------------- Poetisa: Eliana Angel Wolf
O fim nunca foi um ponto, foi apenas um sopro,
Um momento de silêncio sob o peso do mundo oco.
Quando o cansaço desaba e as chamas parecem findar,
É aí que a alma encontra o segredo de como voar.
------- Eliana Angel Wolf
