Minha Alma tem o Peso
Poema: minha mãe
Moça Bonita
Amável e verdadeira
Rainha minha
Inteligente e guerreira,
A mais maravilhosa sim é ela.
Sueli o segundo nome dela
Um sorriso encantador
É o dela uma mulher,
Linda e bela
Isso tudo define ela a mais bela.
Dona Sueli baixinha extrovertida
Ela tem a capacidade de ouvir o,
Silencio e adivinhar sentimentos.
Sua existência é em si um ato de amor
O brilho da lua nem se compara com ao brilho dos
Teus olhos, Dona Maria Sueli.
Minha vida eu sei de cor. Do canto da minha janela, nada me abate, Apenas o vento abana minhas madeixas. Vejo o mesmo burro carregando entulho com seu dono. Todos os dias os proprio burro zé come mais que o dono pra nao ter uma uma exaustao no meio da cidade.Eita vida besta.
Carminha ja ta virando uma moça, A mae acha que ela tem que casar logo e ficar prenha. Onde ja se viu, um dia desses a menina brincava de boneca,meu deus.Eita vida besta.
Eu fico aqui no cantinho da minha janela feito móvel empoeirado: Ninguem nota, mas eu vejo tudo. Eita vida besta
Pode duvidar até da minha sanidade...
Pode imaginar que eu seja apenas um sonhador...
Mas, acredite minha cabeça está nessa debilidade...
Apenas e tão somente porque lhe dedico muito amor!
Pedro Marcos
Eis-me Aqui.
Eis-me aqui
Maos espalmadas
CoraÇao leve
Mente aberta
Minha verdade e
Minha ética
Como oferta
Sempre é possivel a poesia
Mesmo na ausencia do poeta
(Noite mágica na igreja do rosário dos pretos)
Meu Deus é minha proteção contra toda força do mal. Sigo de mãos dadas com Ele. Eu não tenho medo. Tenho fé!
Meus amigos são poucos, meu mundo e vasto, a solidão e doce, os livros sempre foram minha melhor companhia.
E quando a noite vem triste, incensos perfumam minha sala, então brindo a vasta tempestade de lutos e saudades.
Breve
A noite leve que de mim fugia
Roubava insípida a minha exaustão
Não inspirava mais humor que o dia
Nem demonstrava por mim compaixão
Era tão breve a vida que partia
Levava intrépida a minha oração
Para que o tempo que de mim corria
Não me roubasse a minha solidão
E mesmo sóbrio, no temor das horas
Eu despertava a minha própria aurora
Cavando o óbvio no jardim do sempre
E mesmo louco, por querer tão pouco
Eu entregava enfim um canto rouco
Ao que de mim corria eternamente
Hoje encontrei uma amiga que não via há anos, papo vai e papo vem e ela perguntou qual era a minha profissão, pensei por alguns instantes e respondi:
Começo o dia sendo governanta, arrumando a casa, organizando as contas do dia e colocando filho no transporte.
Depois viro consultora de moda, onde fico horas analisando a roupa e a maquiagem para o dia.
Depois de pronta me transformo em psicóloga para entender porque o ônibus demora e dar palpites na vida de quem senta do meu lado.
No trabalho incorporo mãe de santo e baixa o Buda para encarar os médicos e meu chefe.
Chegando em casa viro faxineira, explicadora, chefe de cozinha e vou dormir cansada, mas pedindo a Deus para acordar no dia seguinte e poder ser tudo isso de novo.
Existe pessoa tão possessiva que você diz: “eu te amo” e ela entende “você é minha dona”! (Pedro Marcos)
Sou louco, a solidão me deixou louco, mas criou minha personalidade. agora é hora de sair da solidão...não, jamais sairá. Viva isso para SEMPRE com seu amigo imaginário e seus prazeres bizarros.
Vasta Vastidão da Minha Mente
O amor me inspira, inspira-me o que por minha amada retenho em mim. Oh gloria! Onde está tua verdade?
E os miseráveis a caminhar por ruas acompanhado da escuridão pela noite escura. Brindo com a solidão cada copo de vinho dentro dessa imensidão vazia.
E onde está a beleza da aurora nessa noite? Ela surgir entre as estrelas entre a escuridão crua e fria do infinito.
E quando falo dela é como se eu falasse de amor em sua forma mais sublime e completa.
Destilo de mim a dores nesse frio puro de inverno e abstenho-me da gratidão alheia desse mundo de almas penosas e efêmeras.
E o mundo a soa-me como a palma de uma mão aberta e eu um grão de areia com 15.000.000° C como o próprio sol. Quente e intenso como uma estrela perdida nesse universo cintilante, frio, escuro e vazio.
E o verdadeiro nome do amor é infinito.
E o ar frio e acompanhado da chuva recai sobre a cidade em um tom de melancolia e tenacidade sobre a calçada que suspira friamente.
Almas perdidas a caminhar sobre o nada pelas calçadas frias sobre a cidade.
– O que o entristece?
– Não ter para onde fugir!
E a noite a chegar como um abraço noturno e sorrateiro. Tenho estudado ultimamente muito o, Shakespeare, é admirável sua genialidade e seu amor a vida. Já Dante não tinha só o seu amor a vida, tinha também, Beatriz, e aquilo era sublime tanto quanto espiritual e verdadeiro. Transcorria-se por mim o mesmo, transcorria-se por mim todas as diretrizes do meu destino, da palma da minha mão ao interior da minha alma.
– Que loucura toda essa vasta imensidão.
– Vasta e tenebrosa repleta de melancolia sobre essas pobres almas efêmeras.
E um frescor recobre sobre minha mente e mim propunha a escrever o quanto estou carrancudo e isso foi uma casca, uma proteção que me impediu de ser apenas um idiota nesse mar de mentes. Antes era só a juventude e a idiotice natural, hoje é tudo, tudo me serve para me fazer estar descontente no simples fato de caminhar nesse mar de lama que é o país onde vivo e nasci.
Agora na vasta vastidão da minha mente deixada agora no vácuo me proponho a parar.
"Encontros"
Percebi minha infinita distância quando cheguei. Tua presença se ausentou e minha ausência não foi notada. Descobri que estava longe de ti, quando sua casa tornou-se um lugar estranho. Já não sabia mais quem o que buscava. Um estranho falando línguas, que de idioma não entende nada. O vazio é mais cortante que antes do inicio, quando seu reflexo brilhava em meio a escuridão. Sem palavras, não consegui conjugar o Verbo. Sendo um presente abstrato e um único futuro certo. Relembro memórias distantes, de uno e trino, faz-se um cálculo perfeito. Três, nunca foram de fato três, mas um. Perfeição divina!
Aos poucos busco encontrar-te ouço uma voz como de um coro algelical, dois não se faz, quando um é suficiente. A sua que também é minha presença, inunda minha já desgastada alma pelas ondas que bruscamente impulsionam meu corpo para perto do Pai. Não o pai Criador, mas o Pai do Verbo!
A jornada esta próxima do final quando ouço a campainha soar, o silêncio da sua voz me faz entender que estou no lugar certo, mesmo não parecendo. Deixo sua luz dominar meu espírito, tomando um cálice de dor, um pão de dúvidas e uma hóstia de eucaristia que, cá pra nós, nunca foi barata.
Entre palavras e sons, permito encerrar minha carreira e guardar o que dizem ser um dom...
Se estás aqui, não te vejo, mas, minha natureza que vem do terceiro, isto é, Sete, me fala que continuo no lugar certo e que como uma fada azul, vais na mais remota das possibilidades, me encontrar. Quando na verdade, um encontro de três com três. De um com um!
Vinde a mim, e eu vos aliviarei...
