Minha Alma tem o Peso
APLAUSOS
Hoje, dia 25 de julho
Dia especial ao escritor
De quem escreve com a alma
Seja de alegria ou de dor.
Que escreve com maestria
Traz versos do coração
Rabisca, depois chora
Discute com a inspiração.
O poeta tem o dom
Escreve com sentimento
Pode ser música e canção
Ou apenas sofrimento.
Mestre nas suas escritas
Descreve qualquer problema
Arranca versos camuflados
Na placenta do poema.
O poeta é assim
Alma nobre de criança
Nas batalhas da vida
Nunca perde a esperança.
Irá Rodrigues.
.
Poesia Escancaras.
Escancaras da sua alma, a porta,
Alma inquieta não apaziguada
Quem sabe o coração vire morada,
E se escancaras, pouco importa...
Um dia me deixastes sem dó...
E sangrou o fundo da alma, naquele momento.
Me deixaste como um pobre Jó...
Sem tudo e sem nada, sem provimento,
Segui no frio e chuva um Natal sem alimentos.
Segui eu virei um cão de rua!
Que depois de achar um lar...
Foi novamente atirado ao relento...
Mas a porta de sua alma aberta...
Me fez ver lá dentro.O que tinha em você
Seu amor por mim sangrando lá dentro
E você não dando o braço a torcer..
.
Cleide Regina Scarmelotto
2024©Todos os Direitos Autorais Reservados
O chuá, chuá, chuá do mar apazigua a alma,
O movimento das suas ondas acalma o coração e
O descansar despreocupados daqueles barcos...
Embalam seus sonhos!
Liames
Nas profundezas do meu ser,
No âmago da alma e na abóboda...
Nas minhas limitações a fazer
Força para ficar,
Um pouco de hesitar...
Mesmo assim... sinto que estás !
No núcleo da alma, modo profundo,
Nossa história se encontra uma vez mais...
Misturando nossos mundos...
Com Liames fadados
A tracejar linhas e perfis
Fujimos nessa vida,
Fingimos e não somos sutis,
Essa agitação de outras vidas,
Transmigra, circula, transmite, fica...
A nossa roda de novo gira
Transmutação sombra, luz, agita.
Seres afins subsidiados pela trajetória...
Da alma, âmago, centro de nós, e de mim
Nos conhecemos ao longo de idas e vindas,
Mas nesta vida, ao reencontro demos um fim.
Cleide Regina Scarmeloto
2024©Todos os Direitos Autorais Reservados
A cultura é essencial para expandir os horizontes da nossa alma, e não se trata de uma questão de elitismo ou presunção. É, antes, uma maneira de crescer, de rasgar as paredes do nosso pequeno mundo e de nos entregarmos ao universo. Fechar os olhos ao que nos rodeia é limitar-nos a uma vida estreita e sem cor. Procurar cultura não nos torna arrogantes; é uma forma de iluminar o espírito e enriquecer a existência.
Viajar, mesmo que seja até ao fim da rua ou até ao fim do mundo, é essencial para que o mundo nos mostre mais do que a nossa redoma. Encontrar novas paisagens, cruzar olhares desconhecidos, tudo isso alarga o horizonte do coração e da mente. Permanecer em casa, a ver televisão ou a navegar no tablet, pode restringir-nos do mundo e empobrecer a nossa experiência. Sair, explorar, deixar que o vento e as palavras nos toquem, isso sim, é viver. É na cultura e na experiência do mundo que encontramos a verdadeira essência de ser, a plenitude de uma existência rica e verdadeira.
O poeta brasileiro Mário Quintana disse que "o verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê." E aqui se passa o mesmo: o verdadeiro cego é o que tem visão e se recusa a ver. Pássaros com as mesmas penas voam juntos, mas é preciso querer voar. Não presumo estar certo, nem ditar aos outros como viver. Esta é apenas a minha maneira de entender a vida e de como procuro melhorar como pessoa. Cada um tem o seu caminho, e o meu é este, guiado pela curiosidade, pela sede de conhecimento e pela vontade de ser mais, de ser melhor.
Às vezes, no ímpeto de acertar, a alma é um rio que se desvia do seu leito natural, cortando a terra com fúria silenciosa, mas sem perceber que ao querer tanto fazer bem, faz mal. Tentamos, com a pureza de uma estrela solitária, iluminar o caminho dos outros, mas a nossa luz cega, atravessa os olhares e não encontra compreensão.
É no fervor de agradar que nos perdemos, tal como uma flor que se abre demais e se desfaz ao vento. Nossas intenções, como barcos à deriva, colidem com rochedos invisíveis, fazendo-se em pedaços antes de alcançarem a margem desejada. Queremos dar o melhor de nós, mas, em nosso excesso, desajustamos a harmonia do mundo ao nosso redor.
Não lemos os sinais, não escutamos o sussurro das folhas, o chamado dos silêncios. Apressamo-nos, os olhos fixos no horizonte, sem ver o presente que se dissolve como um sonho matinal. Somos egoístas, não por escolha, mas por descuido, pela cegueira do coração que deseja ser amado.
Na ânsia de sermos compreendidos, esquecemo-nos de compreender, de ouvir os murmúrios que nos são destinados. E assim, com as mãos cheias de boas intenções, derrubamos as pontes que queríamos atravessar, ficando, ao final, ilhados na nossa própria solidão.
"A alma genuinamente devota não exibe a sua devoção como se fora um troféu. É discreta, contida, austera, quase envergonhada do amor que traz no coração.
Como diz Santo Tomás no belo comentário que fez a um Salmo, há lágrimas que lavam delitos ("lacrymae lavant delictum"), e estas são justamente as da alma devota — que chora compungida por não se sentir à altura do amor que sente, ao qual quer fazer jus.
Tamanha delicadeza só é possível em segredo; só Deus a pode ver".
Não está vendo? está desgraçada, aquilo sempre lhe deixa mau o tempo todo, sua alma está enfurecida, sua mente está agitada, não está vendo como você está? não está vendo que sua alma grita atenção? não está vendo que eu quero lhe ajudar?
Uma infância que não floriu
Nos jardins da infância nunca floridos,
Caminha a alma de um sonho interrompido,
No campo de jogos, só sombras e ventos,
Vestígios de risos que viraram lamentos.
Como um balão que nunca voo,
Como rio sem água, um livro sem prosa,
Como pássaro preso, sem canto ou cor,
Como estrela no céu que nunca brilhou.
Nas ruas da vida, o tempo veloz,
Roubou-lhe o brilho, a alegria precoz,
E na pele marcada, um mundo sem vez,
Onde brincar era sonho, e o choro, altivez.
Os dias de sol nunca viram a manhã,
A lua encoberta, a noite estranha,
Uma criança sem brilho, no canto esquecida
Seus olhos falavam a dor das feridas.
Cada passo no chão era um grito calado,
Cada soluço de choro, um sofrimento abafado,
Os amigos de infância eram sombras no véu,
De um passado perdido, num longínquo céu.
E no jardim, agora crescido,
Brota um ser, no tempo retido,
Com raízes profundas, mas folhas ausentes,
A infância negada, em dores latentes.
Mas no âmago do ser, ainda há uma faísca,
Um desejo oculto, que ao tempo suplica,
Por um dia de sol, por um céu estrelado,
Por um canto de pássaro, um riso guardado.
Assim segue a vida, um poema inacabado,
Com linhas de dor e versos quebrados,
Mas na esperança, uma nova rima,
Para um dia florir, a infância que anima.
As coisas da alma são puras,
Somente Deus possui suas curas.
Nas canções, descrevemos amores,
Nas orações, desabafamos nossas dores.
Novidades carregam um pouco de medo,
Ser forte na batalha é sempre segredo.
O brilho do sol nos ilumina durante o dia,
A lua faz sua parte, sem reclamar mais um dia.
Das reflexões, são tiradas as verdades,
Do silêncio, a sabedoria da idade.
No futuro, o brilho da esperança,
Dos frutos doces, vem a segurança.
POETAS NUS
E o que é desnudar o linho
se eu desabotoo
o teu colarinho
e te exponho a alma?
Poeta, poeta...
Quando escrevemos
os nossos versos
ousamos sair nus
pelas ruas afora...
o pão que compartilhamos
é o mesmo que nunca faltará
em nossa mesa
alimentemos nossa alma de fé
nosso coracao de amor
nossa amizade de ternura
nossa vida de esperança
nossa familia de união
nossas mãos de compaixão
nosso abraço de carinho
nosso ombro de compreensão
nosso destino de felicidade
nossa caminhada com Jesus!!!
amanheceu
e eu já estou a trabalhar
limpar meu lar
arrumar
organizar
a casa e a vida
a alma e o coracao
fechar as feridas
cuidar da saude
trazer paz e emoção
cuidar do meu jardim
tarefa sem fim
diária
sou presidiária
de uma vida assim
florida
passiva
atrevida
possuída
agradecida
límpida
vivida
pra tirar as impurezas
tomo banho de alecrim
perfumo meus sentimentos
e pensamentos com jasmim
embelezo o dia
com as flores do meu jardim
a felicidade é isso
uma trabalheira, enfim!!!
