Minha Alma tem o Peso
Outono
Pendurei roupas sujas no varal do tempo;
lavei a alma por esquecer por quanto o relógio girou...
A vida veio em tantas estações que já nem me lembro,
mas quando me dei conta
o calendário mudou,
meu olhos já viam
o que, no mundo, ocorria...
daí pude perceber
que o tempo pertence ao tempo...
os ventos varriam as folhas do chão...
traziam esperanças,
com novas cores, novos aromas...
como num leve sonho lembrei do varal,
porém, as roupas não existiam...
mas minhas lembranças do ontem
faziam crer na mudança;
foi assim o outono em mim...
Alma dilacerada...
Nas sombras turvas
Como desejo expressa se,
Na fome de viver,
Alva sem destino
Solidão...
O bom da vida é quando encontramos a alma gêmea, seja na altura que for, sempre haverá espaço para recomeçar, sempre haverá uma porta aberta para felicidade, sempre haverá uma porta aberta para vida, acreditem: sempre haverá uma porta aberta para o amor, cúmplice, amante, carinhoso, mágico, incondicional. Um grande beijos meus lindos, vivam o seu amor.
O ópio entre os covardes por encanto de crepom alivia por instantes as piores dores da alma mas o corpo tremulo pende ao lascivo entorpecimento comprometido pelo prazer que se inicia na dor que adoça, no fogo que refrigera, enfraquecendo o pensamento racional até a morbidez incontrolável do espirito edênico cansado que vagueia pelos vazios acinzentados.
Afinal o preto e o branco são cores da razão, o claro e o escuro, a figura e o fundo. A dimensionalidade sem direção esvazia nos muito mais que preenche mas o vazio dificilmente, transborda. Nos inquieta, irrita, silencia, transpira por um suor azedo, sálico e amargo próximo do aroma acre-doce dos corpos ardentes no verão que por onanismo se bastam entre as dobras dos lençóis de dez mil fios egípcios.
E a vida pede pausas
levar consigo somente o que acalma
a alma...
desconstruir velhas pontes
bagagens pesadas de ONTENS...
Marcia Maria Matos
Depressão e o esgoto que carreia os detritos da alma e chega uma hora que que se faz necessário desobstruir para que se volte viver e não vegetar
Feliz daquele que cultiva um sonho, pois sua alma mantém-se fortalecida e nunca fica sem combustível na estrada da esperança, nessa viagem pela vida.
Nunca foi amor, porque o amor é como uma alma. É eterna.
Foi paixão, que é quente como o fogo, más se apaga com água fria.
Respeite seu tempo
Você não é
(Nem pode ser)
Máquina
É alma
Que faz dos vãos
Flor
Descanse
Quando menos esperar
Tua poesia lhe tira para dançar
...se os olhos de alagadiços espelham o que agora é fel, extirpo, da alma, o véu e fugo pro meu acouto... Sou barco em mar revolto e o meu porto é o papel.
Mel
Um doce viciante
És linda
És cativante
Tua alma é pura
Pois nela perdura
O dom de amar
Em ti nascem sonhos
Futuros risonhos
Sem medo de errar
Tua alma é pura
Pois nela perdura
O dom de amar
Serás sempre Mel
Um doce diferente
Amiga eternamente
Serás sempre Mel
Um doce memorável
Mulher admirável
Tua alma é pura
Pois nela perdura
O dom de amar
Serei sempre tua
Amiga, continua
Já em mim perdura
O teu dom de amar
SONHAR ALIMENTA NA ALMA O DESEJO; A IMAGINAR REAL, O SABOREAR DOS LÁBIOS, NA DOCE TERNURA DE UM PRIMEIRO BEIJO."sirpaultavares"
A prece abre as janelas da alma para que pensamentos positivos circulem. A energia que emana desse hábito nos sintoniza com o divino; harmoniza nossa aura e enche a vida de luz.
..."A verdadeira alma de um guerreiro quem faz é uma mãe. Elas inspiram os espíritos a sermos maiores do que nós somos." ... Ricardo Fischer.
Frida Kahlo
Faz uma tela sentida:
Prepara pincéis e tintas,
Um'alma exposta, ferida...
O que ela externa, tu pintas.
Carrega nas cores quentes:
Rosto? Amarelo-pavor.
Ígneas lanças nos dentes;
Na boca, maçã do amor.
Nos olhos, usa três cores:
Tenta azul, verde e cinzento.
Tons de finados amores...
Arco íris em tormento.
Não poupes nas cores frias!
Põe púrpura nos cabelos.
Nos seios, como farias?
Cor de gelo, sem apelos.
Nem penses ficar com ela;
Assim, ela te domina!
Crava no corpo da tela
A fria espada da China.
Fêmea louca que se esvai?
Ah... Não te sintas dorida.
É tinta o sangue que cai.
É bela e ainda tem vida.
(Verônica Marzullo de Brito)
