Minha Alma tem o Peso
O bom é saber que te amei sem mentiras;
Te entreguei minha alma, minha pele...
Te acomodei em meus braços, meus afagos;
Deixei a chuva cair sem ao menos olhar ou sentir-lhe o cheiro;
Pois meus cinco sentidos esperavam os teus.
O bom é saber que fui feliz, mesmo em meus sonhos;
Que te desejei com todo encanto;
Que não deixei nada passar, nem um olhar ou toque;
Te segurei pelas mãos quando mais precisou;
Que eu soube te ouvir, e como ouvi!
Ouvi de você que não me amava;
Que era um romance passageiro;
Que não te teria por inteiro;
Que seu coração era livre e não pertencia a ninguém;
Que ficava com várias pessoas, até isso ouvi também.
Mas o coração é burro e mal educado;
Não respeita ninguém e sempre faz besteira, vai para o lugar errado;
Ama quem não o ama, mesmo assim é apaixonado.
O bom é saber que mesmo com todo amor que eu te dei;
Me negaste o mais fácil de dar-me que era atenção;
Não pedi abraço, não pedi afagos, muito menos teu coração;
Me contentava em te ter por perto, só pra sentir teu coração bater, mesmo que por mim não fostes;
Me contentava com suas risadas, gaitadas incertas, ouvir de teus outros amores;
Mas o bom é saber que está bem, que sofro sozinha, mas que você tem outro alguém;
Porque amar é isso;
É desejar a felicidade, mesmo com a realidade;
Realidade que não me amas e que me retem;
Mas se é pra estar com outra pessoa, o melhor é que estejas bem.
A sensibilidade impregnou minha alma e enalteceu meu coração em uma oração sublime, de fato, a vulnerabilidade evidenciava-se em mim. Neste momento em todo meu ser nunca se ouviu um grito tão solene, um raciocínio vivido que em impulso aos meus sentimentos expressou-se por uma lagrima que sucumbiu este pobre rosto estático e o vento se encarregou de levar dos meus lábios a unica palavra que não quis dizer, adeus.
A cada dia que nasce eu me surpreendo mais com as diferentes paisagens que se alternam na minha alma. De uma vez por todas eu cheguei à certeza de que, assim como as estações do ano, eu seco, floresço, esquento ou esfrio. Desisti de fazer previsões, de tentar me entender, afinal, são as intempéries do destino que determinam quando a gente vai ser sol, ou quando a gente vai chover.
Minha alma alegra´-se com um sorriso,
essa é a razão do meu existir,
mil palavras escrita em uma velha folha
me dão motivos pra sorrir.
Minha vida é risonha,
com campos cheios de caridades,
expulsei toda a minha tristeza
com ajuda da felicidade.
É chegada a noite,
ainda continuo a sorrir...
enquanto existir a poesia
continuarei a ser feliz...
Sempre sonhei em achar um lar de felicidade,
recanto em que minha alma, há tanto perturbada,
encontrasse, afinal, paz e serenidade,
repousando de longa e penosa jornada.
Uma mulher virtuosa, assim de minha idade,
dois filhos a brincar, junto a mãe desvelada;
alguns vizinhos, numa roda de amizade,
em noites de verão, conversa descuidada.
Eu deixaria o amor à juventude ardente;
só queria uma amiga, uma alma confiante,
consolo à minha dor, que só ela notasse...
Bem mais do eu pedia a existência me trouxe,
a amizade acabou sendo muito mais doce
e o amor apareceu, sem que eu procurasse.
Chuva amiga da minha alma
Caia e me faça alegre de novo.
Caia e apague de vez esses passos errantes
Quero beber gotas renovadas
Quero correr com os cabelos molhados
E rir até doer a barriga.
Enquanto os ventos soprarem, o sol brilhar e minha alma estiver ainda por aqui, não irei desistir do que quero antes de conseguir.
Não vivi metade das poesias que vi sair de mim.
- Isso é apenas detalhe.
- Acho que foi minha alma. Foi minha alma que passeou nesses lugares, nesses corpos, nessas dores…
- O que a alma vive é mais real. É sempre mais real.
- Talvez.
A natureza é imperfeita como meus contos e rabiscos sem sentido. Minha alma invejada por satanás esperando a queda.
Venha ao meu encontro minha alma...
Transporta-me além do que possa eu imaginar, leva-me ao mais distante pra que eu mesmo me sinta...E talvez assim também te encontre.
Então: Senhor dai-me mais serenidade, me ajude a enxergar e sorrir com os olhos da minha alma, a intender com os sentidos interiores, faça-me sentir e ouvir com mais sentimentos e me coloque onde eu devo de fato estar,onde eu possa me orgulhar e ser melhor, melhor a cada dia, melhor que ontem, melhor que hoje, bem melhor que amanha se vier a existir...
De toda minha alma espero que os problemas da sociedade atual se tornem piada um dia, para que no futuro possamos rir desse passado e não compartilhar o mesmo presente.
O dia escurece lentamente, a noite vem chegando.
E com ela minha alma esfria por falta do teu calor.
Sua partida
Sua partida partiu o meu coração.
Bem mais que isso.
Partiu minha alma.
Com o coração e a alma em pedaços
Tento vislumbrar um só motivo para seguir em frente.
Apenas um.
A revolta toma conta da minha alma.
Sei que a vida é injusta.
Sei das perdas que estamos sujeitos
Enquanto seres viventes.
Mas agora apenas sei da dor de um coração quebrado.
Da dor de uma alma em frangalhos.
A conclusão:
O amor fere!
Seja qualquer forma de amor ou de amar.
O amor fere!
O amor faz sangrar!
O amor é faca afiada que corta lenta e dolorosamente!
Até a mente perde a lucidez e
O corpo sem equilíbrio tomba
Num choro doído e profundamente cindido.
Dor doída!
Profunda!
Amarga!
Lenta!
Agonizante!
Sádica!
Incisiva!
Prefiro a morte!
Fui decepado!
Perdi parte de mim.
Cortaram e atiraram longe.
E eu fiquei aqui sentindo a falta
Do pedaço de mim.
E sangrando em lagrimas.
Preferindo o morrer ao viver.
Oh Morte! amiga minha
Por que se esconde de mim?
Não vês o que fizeram comigo?
Não vês o meu sofrimento?
Por que não me alivias?
Por que não se apresentas a mim?
Usa tua foice, pois já me encontro maduro para a colheita.
Vazio!
É estranho sentir-me cheio de um vazio tão grande.
Tão pleno, tão crescente, tão abundante.
Abundantemente vazio!
Cheio de nada!
Repleto de coisa nenhuma.
Ah, a dor!
Essa sim habita parte de mim.
Qual parte não saberia dizer.
Dor da alma!
Dor do coração!
Dor da mente!
Passo de uma dor terrível para
Um estado de torpor.
Tenho alguns minutos de paz
No entorpecimento.
Mas logo a dor exala sua essência
Seca, amarga como fel.
E então mergulho em um oceano de dor e tristeza.
De forma que provoca em meus olhos
Um transbordar úmido, salgado em forma de lagrimas.
Alguém disse: “lagrima: sumo que sai dos olhos quando se espreme o coração”.
O meu se encontra em uma morsa que o arrocha cada vez mais.
Até explodir pelos olhos meus,
Um sumo ardido e muito doído.
Alguém pode me beliscar para que eu acorde desse pesadelo?
Alguém?
Por favor?
Ninguém?
Quero misericórdia!
Quero acordar e abraçar minha menina.
Vendo que tudo não passou de um sonho ruim.
Por favor! Acordem-me!
Acudam-me!
Ajudem-me!
Tragam minha menina de volta!
Tragam meu bebe de volta!
O meu bebe.
Ainda ontem sentava no meu colo
E ouvia atentamente estorinhas que eu lia em seus livrinhos.
Ainda ontem em meu colo ouvia-me cantar
Canções para nina-la.
Ainda ontem dependia de mim para tudo.
Hoje...hoje onde estará?
Saiu!
Saiu para a vida.
Fez as malas,
Arrumou suas coisas e partiu.
Levou consigo parte de minha alma!
E todo o meu coração!
Levou-me a parte boa embora.
E deixou-me cacos.
Cacos ruins sem condições de serem juntados.
E assim termina.
Termina mas, não acaba.
Acaba com a morte.
Mas esta está longe de mim.
Quem me dera encontra-la!
Quem dera conhece-la!
Sigo dolorido.
Dolorido e cada vez mais revoltado.
Revoltado e cada vez mais apático.
Apático e cada vez mais triste.
Triste e cada vez mais sombrio.
Sombrio e cada vez mais menos.
Menos e cada vez menos.
Menos, menos, menos.
Mais menos até o fim.
A plenitude do menos.
Hoje menos feliz.
Menos pai.
Menos.
Menos amigo.
Menos pessoa.
Menos lucido.
Menos são.
Menos bom.
Menos marido.
Menos Fabricio.
Menos tudo.
Mais infeliz.
Mais só e vazio.
Menos mais.
E
Mais menos!
É como se toda minha alma gritasse pedindo a sua presença por perto, é como se meu coração batesse no mesmo ritmo que o seu só para estar em sintonia.
