Minha Alma tem o Peso
Troque seu medo pelo meu respeito;
Troque sua insegurança pela minha confiança;
Troque seu pavor pelo meu amor;
Troque seu trauma pela minha alma apaixonada;
Troque seu receio pelo meu desejo;
Troque sua aflição pela minha paixão;
Troque sua escória pela nossa história!
A luz reflete meu desejo, o desejo mas profundo da minha alma, o desejo de ver a paz e ouvir a música que os ventos tocam.
Enquanto a minha alma grita e o meu corpo queima, pela angústia das lembranças dos seus braços fortes, e do toque suave da sua mão na minha nuca enquanto seu corpo de macho pressiona as minhas coxas, e as nossas respirações, ofegantes, aceleram cada vez mais no ritmo do prazer, a minha dor e satisfação é que eu sei que você nunca vai saber, que eu só precisava ouvir a sua voz e te sentir, mais uma vez, por toda minha vida.
Troquei minha alma por calmaria
Dei minha vida em troca de paixão
Atirei no fundo do poço tudo que me valia
Envenenando eternamente meu coração
Minha alma navega em tempestade lírica
Esbravejando aos inimigos compaixão
Carregando em seu relicário de forma empírica
Eternas memórias de uma canção
Eles cortaram minhas asas, mas eu era muito teimosa, então libertei minha alma para poder voar livremente.
A minha liberdade ninguém tira, sempre acharei um jeito de tê-la comigo!
Sua alma é serena, faz a minha alma ser leve.
Ao se cruzarem exala perfume que só o coração sente.
É um perfume envolvente que cura o corpo
e faz o intimo ser totalmente percebido.
Sou
Sou a palavra cacimba
pra sede de todo mundo
e tenho assim minha alma:
água limpa e céu no fundo.
Já fui remo, fui enxada
e pedra de construção;
trilho de estrada-de-ferro,
lavoura, semente, grão.
Já fui a palavra canga,
sou hoje a palavra basta.
E vou refugando a manga
num atropelo de aspa.
Meu canto é faca de charque
voltada contra o feitor,
dizendo que minha carne
não é de nenhum senhor.
Sou o samba das escolas
em todos os carnavais.
Sou o samba da cidade
e lá dos confins rurais.
Sou quicumbi e Moçambique
no compasso do tambor.
Sou um toque de batuque
em casa gege-nagô.
Sou a bombacha de santo,
sou o churrasco de Ogum.
Entre os filhos desta terra
naturalmente sou um.
Sou o trabalho e a luta,
suor e sangue de quem
nas entranhas desta terra
nutre raízes também.
Não vendo a minha alma. Para macho escroto ainda? (...) Não vendo. Meu sucesso não depende da dor de ninguém.
Já sabe de onde vem a sua força? É bom saber.
A minha vem da letra ene. Sem ela, eu seria apenas "o fraco pesador".
Não moro apenas em mim. Moro em cada abrigo de amor que eu ofereço diariamente à minha própria alma.
Nara Minervino
"Nela me acolho, me recolho, me recarrego. É na água do mar que parte de minha alma fica, sempre aguardando que eu retorne pra me fazer completa de novo."
