Mim Mesma

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Tem dias que me sinto exausta
cansada de tudo, até de mim mesma.

Quanto mais conheço a mim mesma, menos consigo condenar o outro e mais admiro a misericórdia de Deus.

Às vezes sinto que você me assassinou. Sinto tanta dor em minha alma. Sinto pena de mim mesma. Sinto-me miserável e destruída pela total falta de consideração. Eu fiz tanto por você.

Como uma filha d’água,
entro na floresta da alma
noturna e mágica,
e desapareço de mim mesma.


Mergulho no rio das veias,
misterioso e sanguíneo,
e me inundo por dentro.


Entre a lua escura do mundo
e o meu olhar iluminado de versos,
nasce, serena e abundante,
a cheia do ventre poético
que eu procurava.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu lembro dessa história como quem abre uma gaveta antiga e encontra um pedaço de mim mesma ainda respirando ali dentro, meio amassado, meio intacto, meio incrivelmente vivo. Era sempre à noite, como se a vida só tivesse coragem de acontecer depois que o sol ia embora. A gente se reunia debaixo daquela árvore que, na nossa imaginação adolescente, virou quase uma entidade sagrada, o tal do “velho Carvalho”. Nem sei se era mesmo um carvalho, mas na nossa cabeça ele tinha séculos, sabia de tudo, e guardava nossos segredos como um confidente silencioso.


Ali, eu era livre. Eu, que em casa andava pisando em cacos invisíveis, desviando de palavras duras, de olhares que pesavam mais do que qualquer castigo. Ali, embaixo daquela árvore, eu era leve. A gente ria alto, inventava histórias absurdas, falava de futuro como se fosse uma promessa garantida, como se a vida fosse mesmo justa com quem sonha. E eu acreditava. Acreditava nelas. Acreditava na gente. Achava que amizade era isso, um abrigo onde ninguém pergunta quanto você tem no bolso antes de te abraçar.


Até que veio aquela noite.


Eu cheguei como sempre, no mesmo horário, com a mesma expectativa simples de quem só quer um pouco de paz depois de um dia pesado. Mas o “velho Carvalho” estava sozinho. E isso já era estranho. Silêncio demais é sempre suspeito. Foi quando eu ouvi música, risadas, aquele barulho típico de festa boa… só que não era pra mim.


A casa ali perto estava iluminada, cheia de gente. E lá dentro estavam elas. Minhas amigas. Minhas companheiras de fuga. Rindo, comendo, vivendo… sem mim. Era uma festa de 15 anos. Aquela coisa clássica, bolo, decoração, gente feliz tirando foto como se a vida fosse perfeita.


E eu do lado de fora.


Eu não fui esquecida por acidente. Aquilo foi escolhido. Calculado. Porque no fundo, alguém decidiu que eu não cabia naquele cenário. Não porque eu não era amiga, mas porque eu não tinha dinheiro. Porque eu não teria um presente bonito pra entregar. Porque minha presença não combinava com a estética da festa.


É curioso como a exclusão não faz barulho. Ela não grita. Ela só acontece, e quando você percebe, já está do lado de fora, tentando entender em que momento virou invisível.


Elas vieram falar comigo depois. Disseram que acharam que eu tinha sido convidada. Ah, claro. Aquele clássico teatro da ingenuidade conveniente. Todo mundo sabia. Todo mundo sempre sabe. Mas ainda assim, saíram da festa pra ficar comigo. E naquele momento, eu aceitei aquilo como um gesto bonito. Hoje eu vejo como um remendo mal feito numa ferida que já tinha aberto.


Porque amizade de verdade não te deixa do lado de fora pra depois vir te consolar.


Eu me afastei da aniversariante. Não foi um escândalo, não teve grito, nem cena. Foi um silêncio decidido. Aquela percepção fria de que algumas pessoas só gostam de você até o ponto em que você não compromete a imagem delas. E quando compromete, você vira detalhe descartável.


Anos depois, ela ainda tentou me diminuir. Me chamou de pseudoblogueira, como se aquilo fosse um insulto mortal. E eu fiquei pensando… olha que curioso… eu, que não tinha dinheiro pra comprar um presente, agora tinha algo que ela não conseguia ignorar: voz. Alcance. Presença.


E mesmo assim, pra ela, eu continuava sendo nada.


Mas sabe o que é mais engraçado? Eu não era nada pra ela, mas eu fui tudo pra mim mesma naquele momento em que decidi ir embora. Porque crescer também é isso, é aprender que nem todo mundo que senta com você debaixo de uma árvore merece um lugar na sua vida inteira.


Hoje, quando eu lembro do “velho Carvalho”, eu não sinto raiva. Sinto uma espécie de carinho melancólico. Porque ali existiu uma versão minha que acreditava nas pessoas com uma pureza quase perigosa. E apesar de tudo… eu não me culpo por isso.


A culpa nunca foi de quem amou demais. Sempre foi de quem não soube receber.


E se tem uma coisa que a vida me ensinou, é que a gente pode até não escolher de onde vem, mas escolhe muito bem quem permanece.


Agora me conta… quantas vezes você também já foi deixada do lado de fora de alguma festa da vida?

Eu posso aprender a confiar novamente, começando por mim mesma.

Quero viver plena e desordenadamente para me satisfazer. Adoro quando faço surpresa para mim mesma, quando me satisfaço de alguma forma.

⁠Eu... por mim

Eu comigo.
Eu em mim mesma um abrigo.
Eu, meu caminho, desde que nele estou sigo.
Quantos passos?
Quantas lágrimas?
Quantos sorrisos?
Quantos abraços?
Quantas chegadas?
Quantas partidas?
Quantas esperanças pela água salgada do mar engolidas?
Quanta vida!
Sou como a lua... tenho fases.
Sou como o vento – brisa suave, ventania...
Arranco raízes de tudo em um só dia.
Invento – me reinvento.
Vivo com plenitude cada momento.
O passado? Lá atrás ficou.
O futuro? É pra lá que vou...
Vida, presente... aqui estou.
Estou... e estou inteira... em pedaços...
Quebrada. Restaurada.
Estou... ainda me formando.
As peças do meu quebra-cabeças montando...
Eu em mim mesma me encaixando.
Quiçá um dia direi:
Agora sou...
sou tudo o que em mim minha vida juntou.

Como poderei, ter pré-conceito de mim mesma?...Sou única e sou paisagem de DEUS. Me aceito na medida que envelheço meu corpo de espirito jovem.... Natalirdes Botelho

A lembrança mais antiga que eu tenho de mim mesma me faz entender que, durante toda a minha existência, eu já passei por muitos processos transformacionais. Olhando para trás, eu vejo que aprendi bem a mascarar a dor, a mascarar quem sou. Eu não sei se isso foi bom ou ruim. Enfim, olhando para a frente, estou aprendendo a ser quem sou, infinitamente, sempre querendo ser eu e mais ninguém.


Nildinha Freitas

E assim me comemoro mulher!
Degustando-me no vinho de mim mesma.

Amor-próprio também é dizer: hoje eu só vou ser colo pra mim mesma.


Van Escher

Se quero um bom conselho, peço a mim mesma,
quem melhor que eu, pra saber o que é melhor pra mim?!

Inserida por AdrianaAlbuquerque

..Eu vou ficar na minha pra não criar caso,
nem descumprir o que prometi pra mim mesma, a você.
Coração, tá tranquilo, relax querendo um tempinho pra respirar. Meu sentimento eu vou guardar, só isso..

Inserida por BarbaraEllenDeLima

Eu sou obrigada parar um pouco e pensar em mim mesma.
Eu sou estimulada a deixar rolar grossas e quentes lágrimas dos olhos, embaciando minha visão, ao mesmo tempo em que soluços incontroláveis começavam a sacudir todo o meu corpo.
Muitas vezes meus nervos estão à flor da pele.
Procuro acalmar o gorila dentro de mim.
Posso ter demorado em encontrar o meu equilíbrio, mas encontrei! E esse equilíbrio é reconhecer meus limites, aceitar minhas mazelas, revidar em palavrões ou abandonar ideias que me faz sofrer.
Depois modifico tudo, recomeço de novo, mudo postura ou melhoro entendimentos.
Não sou de ferro!

Inserida por Arcise

Infelizmente, quero esconder as fraquezas de mim mesma! (2011)

Inserida por HelcianeAngelica

Tenho saudades de algumas pessoas ... aliás, tenho saudade até de mim mesma. (2011)

Inserida por HelcianeAngelica

Eu prometi pra mim mesma que te esqueceria, prometi que teu nome seria apenas mais um nome seria apenas mais um nome, que teus olhos não seriam mais aqueles olhos, que tua boca não seria mais aquela boca que antes me enfeitiçava.
Prometi que teu sorriso não me faria mais sorrir, que teu perfume não me deixaria como deixou... com saudades.
Prometi que teu silencio não me deixaria agoniada, que tuas palavras não me trariam mais esperanças... mas prometi demais, prometi coisas incapazes de se fazer, prometi varias coisas e infelizmente não posso cumprir minhas promessas!

Inserida por babuxe

Trair, eu?
Nunca!
Trair é contra os meus princípios.
Eu não traio a mim mesma!

Inserida por ssolsevilha

Quero me fixar em mim mesma, no meu EU mais profundo (nem tão profundo,sei, sei,... sou pequena), quero encontrar o centro do meu ser; e uma vez que esteja lá estarei conectada tanto as minhas raízes quanto as minhas asas.

Inserida por Jubott