Mim Mesma

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⁠Eu sou uma pessoa muito enigmática para mim mesma. Faz quase 15 anos que eu sou eu e ainda não sei ser eu.

"Eu sou o que sou,pois não pretendo ficar fugindo de mim mesma"

Tranquei-me por alguns instantes em mim mesma, procurando sentir minha própria essência. E quão grande foi minha surpresa, ao perceber que minh'alma relutava em abrir-se comigo mesma. Recolhida em seus próprios medos recusou-se a repetir para mim, tudo aquilo que havia falado milhares de vezes, e que por algum motivo, não fui capaz de compreender ou resolver. Sou a mais pura essência feminina mergulhada em dilemas, e não sou tão forte assim, não tenho todas as verdades. No entanto, vejo-me como a água, se não posso ultrapassar na força, posso contornar as barreiras, e assim sigo em frente sem parar, sem fraquejar.

O intangível só é alcançado quando tenho ousadia de desafiar o impossível e dizer a mim mesma: Que com Deus tudo posso .




Marcilene Dumont

Eu não posso fazer nada se o meu 'não' te desagrada. O meu compromisso é agradar a mim mesma. E confesso: isso já me dá um trabalhão danado.

Agosto chegou.
E ontem eu encerrei um ciclo que prometi pra mim mesma: um ano inteiro de autoconhecimento.


Um ano mergulhando em mim, em silêncio, com dor, com amor, com verdade.
Agora começa outra fase.
Uma fase mais madura, mais firme, mais alinhada com quem eu realmente sou.


Meu inferno astral começa dia 17.
Mas eu não tenho medo dele.
Porque quem viveu o que eu vivi nos últimos meses já enfrentou coisa muito pior.


Não vai ser o inferno. Vai ser a limpeza.
A peneira.
A lapidação.


E se você tá lendo isso, talvez também esteja sentindo que algo precisa mudar aí dentro.
Esse texto é só um lembrete: você pode recomeçar. Você pode ser outra.
Basta decidir.


Meu novo ciclo já começou.
E eu tô pronta.
Sem máscara. Sem jogo. Sem medo.
Só com verdade.


Obrigada por estar aqui.
Vocês fazem parte disso.
Cada story que você viu, cada produto que você comprou, cada silêncio que me sustentou.
Gratidão real.


O ciclo da nova Diane Leite começou.


Autoria: Diane Leite

Todas as vezes que me ponho em dúvidas, é como se estivesse ferindo a mim mesma.
⁠

⁠Não quero ser platônica em relação a mim mesma. Sou profundamente derrotada pelo mundo em que vivo.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

⁠Não importa quantas vezes eu tenha duvidado de mim mesma, Deus nunca me abandonará. Ele estará sempre ao meu lado, aplaudindo minhas vitórias e me amparando nas derrotas. Ele é a minha força inabalável, minha luz nas trevas, minha certeza nas incertezas. Nele eu sempre confiarei...

- Edna Andrade

⁠Quando acordei esta manhã, olhei para o espelho e disse a mim mesma: "Você merece ser feliz". E essa afirmação foi como um mantra que ressoou em minha mente, afastando toda e qualquer nuvem pesada que tentasse encobrir o sol em minha vida.

Compreendi que a felicidade não é um destino distante, uma meta inalcançável. Ela é um estado de espírito, uma escolha diária. E hoje, sem sombra de dúvidas, escolhi o caminho ensolarado, onde as flores desabrocham e a esperança sempre floresce...

- Edna Andrade

⁠Não posso deixar que o medo me impeça de seguir em frente. Preciso confiar em mim mesma e acreditar que cada passo que dou é uma oportunidade de crescimento, de aprendizado e de superação. Não há garantias na vida, apenas possibilidades.

Vou em frente, com coragem e determinação. Vou abrir portas e derrubar barreiras que se apresentam em meu caminho. Vou abraçar as mudanças e as surpresas que a vida me reserva, sabendo que cada decisão tomada será uma peça importante na minha existência...

-Edna Andrade

⁠Falo sobre mim mesma,
porque sou o assunto
que conheço melhor.

Enquanto ajudo meu filho a compreender o mundo, também estou aprendendo a compreender a mim mesma. 💙
A maternidade me ensinou que cada pessoa tem seu próprio tempo, sua própria forma de sentir e enxergar a vida. Nessa caminhada, descubro todos os dias a força do amor, da paciência e do autoconhecimento.
Gratidão por cada aprendizado. ✨🦋

Olho para o espelho e o que aparenta ver não é mais que uma mera figura de mim mesma voltada para o seu ser original, a mostrar aqueles grandes olhos que te penetram como armas mortíferas a julgar o teu ser. Depois reparas naquele cabelo que outrora estava pelos ombros e que agora nem é longo nem é curto; é o que nós chamamos de indefinido, como se tivesse indeciso se devia manter-se firme ao seu comprimento ou continuar a crescer, até que um dia algo o impeça. Cada vez mais a figura parecia-me mostrar um lado obscuro que outrora punha-me infeliz. Todos os dias parecia perseguir-me desde manhã à noite, bastava eu passar naqueles vidros sujos das montras cheios de partículas que provinham de lugares desconhecidos ou ao lado de carros, que diria estarem estacionados há anos, e reparar que esta observava-me sem hesitar.
Outro aspecto que me surpreendia nela era a sua confiança: no seu andar, no seu ser como se estivesse a tentar realçar algo que meramente faltava em mim. Quando dei por mim, estava apenas inclinada a olhar para o lago, perdida naquela água pouco profunda....

De onde vem essa urgência de entregar aquilo que mal consigo sustentar?


Nem a mim mesma pertenço.


Talvez seja da juventude.
Talvez seja da vida.
Esse estranho costume de oferecer mais do que se possui.

A vida me ensinou a não esperar nada dos outro, o possível de mim mesma, e tudo de Deus. Assim, sigo confiante no alento do divino e nos aprendizados da vida. Deus é amor, verdade e justiça, e todo aquele que vive em alinhamento com as forças universais do bem e do amor, servindo o próximo na vida com os talentos da compaixão, humildade, respeito e gentileza são também servos de Cristo, em corpo, alma, mente e coração.

Onde esconder meus medos de mim mesma?

Tem dias que me sinto exausta
cansada de tudo, até de mim mesma.

Às vezes sinto que você me assassinou. Sinto tanta dor em minha alma. Sinto pena de mim mesma. Sinto-me miserável e destruída pela total falta de consideração. Eu fiz tanto por você.

Eu lembro dessa história como quem abre uma gaveta antiga e encontra um pedaço de mim mesma ainda respirando ali dentro, meio amassado, meio intacto, meio incrivelmente vivo. Era sempre à noite, como se a vida só tivesse coragem de acontecer depois que o sol ia embora. A gente se reunia debaixo daquela árvore que, na nossa imaginação adolescente, virou quase uma entidade sagrada, o tal do “velho Carvalho”. Nem sei se era mesmo um carvalho, mas na nossa cabeça ele tinha séculos, sabia de tudo, e guardava nossos segredos como um confidente silencioso.


Ali, eu era livre. Eu, que em casa andava pisando em cacos invisíveis, desviando de palavras duras, de olhares que pesavam mais do que qualquer castigo. Ali, embaixo daquela árvore, eu era leve. A gente ria alto, inventava histórias absurdas, falava de futuro como se fosse uma promessa garantida, como se a vida fosse mesmo justa com quem sonha. E eu acreditava. Acreditava nelas. Acreditava na gente. Achava que amizade era isso, um abrigo onde ninguém pergunta quanto você tem no bolso antes de te abraçar.


Até que veio aquela noite.


Eu cheguei como sempre, no mesmo horário, com a mesma expectativa simples de quem só quer um pouco de paz depois de um dia pesado. Mas o “velho Carvalho” estava sozinho. E isso já era estranho. Silêncio demais é sempre suspeito. Foi quando eu ouvi música, risadas, aquele barulho típico de festa boa… só que não era pra mim.


A casa ali perto estava iluminada, cheia de gente. E lá dentro estavam elas. Minhas amigas. Minhas companheiras de fuga. Rindo, comendo, vivendo… sem mim. Era uma festa de 15 anos. Aquela coisa clássica, bolo, decoração, gente feliz tirando foto como se a vida fosse perfeita.


E eu do lado de fora.


Eu não fui esquecida por acidente. Aquilo foi escolhido. Calculado. Porque no fundo, alguém decidiu que eu não cabia naquele cenário. Não porque eu não era amiga, mas porque eu não tinha dinheiro. Porque eu não teria um presente bonito pra entregar. Porque minha presença não combinava com a estética da festa.


É curioso como a exclusão não faz barulho. Ela não grita. Ela só acontece, e quando você percebe, já está do lado de fora, tentando entender em que momento virou invisível.


Elas vieram falar comigo depois. Disseram que acharam que eu tinha sido convidada. Ah, claro. Aquele clássico teatro da ingenuidade conveniente. Todo mundo sabia. Todo mundo sempre sabe. Mas ainda assim, saíram da festa pra ficar comigo. E naquele momento, eu aceitei aquilo como um gesto bonito. Hoje eu vejo como um remendo mal feito numa ferida que já tinha aberto.


Porque amizade de verdade não te deixa do lado de fora pra depois vir te consolar.


Eu me afastei da aniversariante. Não foi um escândalo, não teve grito, nem cena. Foi um silêncio decidido. Aquela percepção fria de que algumas pessoas só gostam de você até o ponto em que você não compromete a imagem delas. E quando compromete, você vira detalhe descartável.


Anos depois, ela ainda tentou me diminuir. Me chamou de pseudoblogueira, como se aquilo fosse um insulto mortal. E eu fiquei pensando… olha que curioso… eu, que não tinha dinheiro pra comprar um presente, agora tinha algo que ela não conseguia ignorar: voz. Alcance. Presença.


E mesmo assim, pra ela, eu continuava sendo nada.


Mas sabe o que é mais engraçado? Eu não era nada pra ela, mas eu fui tudo pra mim mesma naquele momento em que decidi ir embora. Porque crescer também é isso, é aprender que nem todo mundo que senta com você debaixo de uma árvore merece um lugar na sua vida inteira.


Hoje, quando eu lembro do “velho Carvalho”, eu não sinto raiva. Sinto uma espécie de carinho melancólico. Porque ali existiu uma versão minha que acreditava nas pessoas com uma pureza quase perigosa. E apesar de tudo… eu não me culpo por isso.


A culpa nunca foi de quem amou demais. Sempre foi de quem não soube receber.


E se tem uma coisa que a vida me ensinou, é que a gente pode até não escolher de onde vem, mas escolhe muito bem quem permanece.


Agora me conta… quantas vezes você também já foi deixada do lado de fora de alguma festa da vida?