Meu Eterno Amor minha Filha
Começo com a minha nova linha de poemas,
Poesia vivida
Poesia sentida, contada, imaginada
Poesia que sai do papel, e virá seu,
Sua poesia, ou melhor, potenciador.
RADICAL
Sua opinião é diferente da minha? Que bom! Mais um motivo para você estudar a situação antes de publicar a sua decisão.
Eu nunca levei uma cantada na minha vida, nem sei como reagir direito! Sou uma garota tímida, modesta e recatada! Este mundo é demais pro meu coraçãozinho!
Viver amarrada a um nobre não seria uma vida de verdade. Eu quero continuar ao lado da minha família. Quero fazer os meus livros. Se eu não puder viver do jeito que eu quero, não vale a pena continuar viva.
Na minha paróquia a simplicidade eleva o espírito com alegria e honra. É rica na Palavra, forte no poder de DEUS... Na minha paróquia a visita é recebida com afago, lhe é apresentado o ensejo de deixar de sofrer...
MINHA ESCOLA, MINHA RUA...
Minha escola não tem carteiras, não tem ordem,
Tem vidas em desordem,
Lousa sem escrita
Lâmpadas sem luz…
Minha escola tem livros sem leitura,
Cantina sem alimento,
Nome sem patrono,
Pintura sem cor, móveis sem aconchego…
Minha escola tem estudo sem aprendizado,
Pagela sem frequência,
Aula sem vivência,
Caderno sem linhas e pautas, mentes sem crítica…
Minha escola tem pátio sem alegria,
Banheiros sem privacidade,
Professores sem vocação,
Formatura sem diploma…
Minha escola é a rua,
É suja,
É o caos,
É fria,
É lama,
É o analfabetismo,
A escravidão,
A condenação!
Meus olhos enxergam na escuridão
Tudo nela é horrível
Minha alma sofre as consequências
E isso é inadmissível.
Teus vocábulos são lobos vociferando nos vãos de minha vigília.
Negros chacais riscando sílabas em minha cintura.
Percorrendo a cordilheira encarnada de meus cabelos.
O terraço afogueado de meu ventre.
Nunca foi segredo pra ninguém a minha paixão pela poesia. Todas têm um lugar especial em algum cantinho de mim, mas as que mais me fascinam são as que eu escrevo em braile sobre a pele do teu corpo, as que componho com os lábios na linha da tua boca e as que você, sem se dar conta, escreve sobre a minha derme com o pincel do teu sentir.
Ritmo sincero
Cadê você que ia virar minha cabeça, jantar a 2 na mesa, pura beleza, gentileza gera safadeza.
A dois, nós dois, eu e você mais um pra quê, se tenho você.
Cadê você afastadora de tristeza, que ia passar a noite comigo contando estrela.
Juro que desenhei você, que pedi pra existir, que um toque de realialidade, fiz você real pra mim.
Me entrelaço nesse compasso doido, de mil beijos e vários amassos, calma respira, eu sei que ler isso da agonia, vontade de me ligar...
Alô amor da minha vida está ?
( Anthony Sanches)
CÉU ENCANTADO 🌺
Neste céu encantado
Onde descansa a minha mente
Destruidora de sonhos
Sem choro, sem lamento, com sentimento
Seca os rios das lágrimas perdidas
Deitadas ao mar de alegria no momento
Fúria avassaladora água alimentada de esperanças
Renovadas em busca de calor
Voos nocturnos em forma de manifestações de amor
Caminhos que trazem o fulgor da manhã
Noites de esferas perdidas adormecidas
Campos de ilusões sem imaginação sem mistérios
Em busca da liberdade que fica prisioneira na mente
Ouve-se na rua a gaita de foles
Na dança dos pauliteiros meias de lã, saia florida
Carvalho nas fragas, cabra no monte
Auréola deste mundo estrelado céu
Morremos sozinhos sem nos podermos ouvir
Na raiz de ilusões por breves momentos
De sombra sem som aroma ou cor
Mas se o amor florisse como as rosas, seríamos um jardim
Encantado céu prisioneiro da mente no orvalho da manhã.
Quatro bilhões de pessoas nesta terra,
e minha imaginação é como era.
Não se dá bem com grandes números.
Continua a comovê-la o singular.
Esvoaça no escuro como a luz da lanterna,
iluminando alguns rostos ao acaso,
enquanto o resto se perde nas trevas
na deslembrança, no desconsolo.
Mas nem Dante captaria mais.
Que dirá quando não se é.
Nem mesmo com a ajuda de todas as musas.
Ao me perceber refletido no espelho não me identifico.
Está ali apenas um eu matéria pois minha essência esbanja, derrama muito mais que uma mera aparência percebido por uns e por outros de maneira própria, jamais a que de fato me representa.
... e assim ilude-se a humanidade apequenada!
