Meu Eterno Amor minha Filha
Eu sou uma bagunça de sentimentos, mas eu nunca me perdi na minha bagunça. Sempre me encontrei. Sempre me encontro
Garoto alto, te deixo minha infância
Garoto encantado, te deixo à possibilidade de confiança
Garoto forte, É sua minha ingenuidade
Garoto doce, Leve meus sonhos
Garoto extrovertido, Minha esperança, pode ficar
Garota louca, é sua essa sanidade
Garota dos cachos, Fica com meu carinho
Garoto Príncipe, Mais um coração para vitrine
Garota do fogo, Leve o calor da minha alma
E assim foi o começo do fim, um caminho onde dei prêmios valiosos em momentos errados e agora em leito de morte vejo que não era um caminho, o tempo todo era um testamento, que inconciente escrevia enquanto morria.
Viajei no interior de minha alma e só encontrei um vazio, eu, por vezes tão racional, me aquietei. Arrastei-me sozinha por anos, soluçando de tanto me esquivar, carregando sobre os ombros o peso de algumas encarnações mal sucedidas. Minha intuição sucumbem meu corpo, é por fim, arduamente, o único percurso, sem certeza alguma.
Se coloco em prática o que escrevo?
Não teria o que escrever se eu não praticasse, minha imaginação não tem limites, mas necessita de experimentar sensações reais para se transformar em palavras. Eu vivo!
O dia foi longo e cansativo, espero minha noite relaxante para que eu possa refletir das lições que ele me deu. Nossos dias são aulas que precisamos estudar, porque teremos meses e anos de provas.
QUEM TE MANDOU
Das frestas que enrugam paredes (umas quatro)
às quinas - linhas da minha testa...
Penso-lhe: há tempos sinto
Y lunações é donde mais
me entrego
que saudade de tu é gênio que vibro
mo' d'Oxalá
guiar
Preto meu,
malandral lhe vista y benza
paz
pro nosso
amor
passar
saldades da minha terra onde nasci e cresci sinto no peito arde que chega ate da cala frio saldade dos amigos saldades dos irmãos saldade da quela cidade que mora no meu coração sabe avida da gente se resume de onde vc veio nao a onde vc ta
Ai! Que saudade,
Saudade do verão,
Saudade da minha paixão
E excesso de realidade!
Estou farta da escola,
Mas o pior não é isso...
Com tanta ocupação
Não consigo lidar com este compromisso
Fictício ou não
Eu não tenho noção
Mas o mais importante
É seres desejante
Prometi não falhar,
Prometi não falta
Mas sabes como é,
O tempo não me permite,
Mas admite...
Que apesar de tudo
Eu sou o teu conteúdo!
Essa é a nossa vez
Minha chance de fazê-la feliz
Quero sentir enfim
O calor de ter você assim.
Porém, talvez
Isso deixe uma cicatriz
Mas isso não vai impedir
De querer tê-la só pra mim.
Não tenha medo
No mais já não é um segredo
Todos vão lhe fazer falar.
O nosso amor
Sem grande temor
Vai se eternizar.
Senhor
Quando eu estiver
Diante de ti
No final da minha vida
Espero que tenha
Merecido um cantinho
Do tamanho de um grão de areia
Ao pé de ti senhor.
As gerações mais recentes — incluindo a minha — quase não realizam nada de sólido porque foram ensinadas a desejar tudo. Elas querem, ao mesmo tempo, os benefícios da vida de casado e as delícias da vida de solteiro; as vantagens de um emprego e as comodidades da vadiagem; e assim por diante. No entanto, para realizar qualquer coisa duradoura — um casamento, uma carreira, uma vocação, um projeto pessoal, etc — é preciso sacrificar muitas outras. E quem deseja tudo não sacrifica nada.
Sou o escuro da noite, a solidão da minha força, o medo que não tenho, o infinito do finito, a bravura que não sinto.
Nestes últimos meses tive consciência do começo da minha mudança, assustadora ideia mais ainda mais assustadora noção por não saber no que me estou a tornar, mas feliz por estar a delinear um novo caminho para mim e construído apenas pelas minhas opções e decisões com base no que já acreditei, no que já excluí de acreditar, estou a aprender a viver um dia de cada vez, a dar o melhor de mim a cada momento e a saborear a novidade de ser eu própria a escolher o que realmente quero, viver e principalmente sentir.
A minha vida é uma responsabilidade só minha e entre perdas e conquistas eu decido, que sem mudar os meus valores principais, quero conhecer o meu mundo e o dos outros com esta nova visão que se constrói dia após dia, que se manifesta cada vez mais dentro de mim sob esta forma meio abstrata mas tão pura e tão doce como eu sempre sonhei ser.
Porque não?
Porque não mudar?
Foi por medos ainda mal identificados que nunca me aventurei em mim própria e nas minhas capacidades, sempre me foquei nos outros e no que me rodeia, sempre de coração aberto ao mundo, mas de mente fechada para o meu eu que agora, nesta reviravolta grita por liberdade, porque no fundo só agora percebi, que afinal nunca fui livre, não livre como quero, como preciso para ser realmente verdadeira comigo.
Exigências tolas e cansativas sempre me magoaram sem perceber, vindas do meu lado mais negro, aquele que todos temos, mas que tão pouco sabemos aceitar e lidar.
Pois bem, é isso mesmo que me prometo, continuar assim este novo processo, para ser bem melhor, mais tolerantes com os meus erros, mais cordial com a minha negatividade e muito mais muito mais livre para ir atrás dos meus sonhos e viver todos os dias sims e nãos com a clareza e alegria que tanto gosto de sentir.
Sempre fui uma mulher apaixonada pela vida e o que ela nos dá, mas nunca tinha percebido que sou eu, sou eu própria que anulo as minhas qualidades dando muito mais valor aos meus defeitos, por isso agradeço do fundo do coração, a bênção desta clareza de mim própria, obrigada ao universo e a todas as energias que nos rodeiam, por me terem abrir este novo horizonte. Ao ontem, foi excelente, ao hoje, está a ser fantástico e ao amanhã, até já.
Obrigada Vida
Corrompi toda minha pureza para satisfazer uma ilusão e de repente, nada mais fazia sentido...
Os olhares desviaram-se simultaneamente.
Quem eu mais amei, feriu-me profundamente, embaralhou todos os meus sentidos.
Vômitou seu ego podre sobre minha inocência, esbravejou sombra sobre mim, é como se minhas lágrimas se agarrassem para não despencarem.
É como se todo meu corpo se contorcesse por dentro.
Esquiei por salivas amargas e preferi afastarme, para resguardar o que ainda sobraste de mim.
Carla Fernandes
Ah, essa minha velhice tão velhaca! Às vezes, meus ouvidos zumbem tão alto que não consigo ouvir a voz de minha consciência. Será que ela ainda existe?
Cada lágrima gerada
pela felicidade do nosso encontro,
regava a minha alma
que abraçava a tua
silenciosamente.
