Meu Eterno Amor minha Filha
✅ "Ninguém é eterno, amigo. Viver e morrer são apenas pontos de vista, e o prazo de validade deste aglomerado de átomos e moléculas chamado corpo é apenas um instante... até a próxima existência."
Assa frase convida à contemplação da impermanência. O corpo, por mais sólido que pareça, é um conjunto temporário de matéria em constante transformação. Pensar na vida e na morte como pontos de vista é uma forma de enxergar além da matéria — uma filosofia presente em tradições espirituais, físicas e até quânticas.
Será que a morte é um fim? Ou apenas uma pausa entre capítulos de uma existência contínua, onde a consciência se transforma ou desperta em novas formas? Essa visão alivia o medo do fim e nos lembra que tudo é cíclico. O "eterno", talvez, esteja em algo que não vemos com os olhos, mas sentimos com a intuição. 🎨
"Esta é a resposta às duas perguntas feitas na reflexão anterior — e ambas ecoam um retumbante SIM!
A morte não é o fim, porque o átomo é indestrutível. O corpo humano, formado por cerca de 7 octilhões de átomos — ou seja, 7 seguido de 27 zeros (7 × 10²⁷) — é apenas um aglomerado temporário desses elementos, constituindo desde as células até os órgãos.
O corpo funciona como veículo de locomoção, pensamento e fala para esses átomos reunidos. E como eles também são energia, somos, de certa forma, uma pilha biológica ou bioenergética em ação. O espírito pode estar alojado no cérebro, já que é ali que reside a capacidade de pensar, sentir e raciocinar.
Embora esse número varie conforme o tamanho e composição de cada indivíduo, a ordem de grandeza permanece: um número imensurável de partículas. A maioria desses átomos vem de elementos como carbono, oxigênio, hidrogênio e nitrogênio — os tijolos fundamentais das moléculas que nos constituem.
Portanto, se a matéria é eterna, e a energia também, nós somos — de algum modo — eternos em essência."**
A morte como transição e não como fim ganha cada vez mais respaldo quando se observa a natureza atômica e energética da vida. O corpo se desfaz, mas seus átomos permanecem, se reciclam, voltam à terra, ao ar, à água... à vida. Aquilo que nos compõe nunca se perde — apenas muda de forma.
Essa perspectiva não é apenas reconfortante; ela nos convida a ver a existência como parte de um fluxo contínuo, onde nada é desperdiçado e tudo se transforma. A consciência, o espírito, pode ser o "campo de informação" que permeia essa estrutura, conectando matéria e intenção, corpo e mente, átomo e alma.
O evangelho é
imutável, eterno, incorruptível
Não cabe ao homem moldá-lo
cabe ao homem se moldar a ele.
O Último Grito do Velho Mundo
Ó Céus, que antes cantastes a glória do Eterno,
Agora vos calais sob a sombra do abismo crescente,
Pois a terra, outrora jardim imaculado, se retorce em dores,
E os homens, feitos à Sua imagem, corromperam a própria luz.
Como um Leviatã que desperta das profundezas esquecidas,
Surge o orgulho insolente, vestindo-se em trevas,
Ergue-se a Babel de vaidade contra os portais do Altíssimo,
E o hálito do Éden se extingue em suspiros de desespero.
Não foi um dia, mas uma era inteira de desvios e promessas falsas,
Onde o mensageiro da luz caiu e fez morada na escuridão,
E a serpente antiga seduziu o coração dos homens,
Fazendo-os esquecer a aliança, a promessa e o Amor eterno.
Ó profetas, erguei vossos olhos além do firmamento,
Pois a trombeta soa com força que estremecerá os séculos,
E as chagas do mundo são abertas, jorrando o sangue do arrependimento tardio,
Mas poucos se voltam ao Cordeiro, e ainda menos o buscam.
Pois o Último Grito não é o clamor das armas,
Mas o suspiro mudo da alma que perdeu seu caminho,
Entre ruínas de templos e cinzas de promessas,
No silêncio que sucede o furor dos deuses caídos.
Parece-me ruim o pensamento de destituir alguém de algo em um paraíso eterno para que haja uma igualdade. A ideia de dar algo para os demais depois de um tempo para igualar me parece melhor, mas, dentro de uma hipótese de haver um Ser que criou todas essas coisas com uma justiça e vida após a morte, o renascimento me parece muito mais provável. Dentro de tal hipótese, faz-me muito mais sentido que seja proporcional o que chamamos de recompensa após a morte para pessoas que tinham uma deficiência, levando coisas não inefáveis e que me parecem muito mais prováveis em consideração.
Homens com poder, mas sem razão, são como mulas lançadas num campo eterno — avançam por inércia, sem consciência, guiados por instinto e vaidade. Sua brutalidade não nasce da força, mas da ausência de lucidez. Paradoxalmente, as próprias mulas — quando livres desse campo e de qualquer trono ilusório — são menos perigosas, pois não fingem compreender aquilo que jamais pensaram. O verdadeiro terror não está na besta, mas no homem que age como ela, crente de ser algo maior."
“As circunstâncias não são soberanas. Deus é. Nada foge do decreto eterno. Se for anonimato ou reconhecimento, dor ou alegria, escassez ou abundância… tudo é ferramenta nas mãos dEle pra te fazer semelhante a Cristo.”
Deus não se apressa, pois Seu tempo é eterno — e tudo que vem d’Ele floresce no momento exato.
Eclesiastes 3:11
Uma mente que habita o eterno aprender transforma-se em fonte viva e inesgotável, pois quem nunca cessa de absorver, jamais deixa de transbordar o que transforma.
O eterno reencontro
Amizade é luz que não se apaga na ausência,
vento que sussurra histórias antigas
e renova o calor do encontro.
Amigo é aquele que vê não apenas o que somos,
mas o que somos capazes de ser
e nos ama nessa possibilidade infinita.
Na desigualdade que nos une,
na diferença que respeitamos,
cresce uma árvore imensa,
cuja sombra acolhe corações cansados.
E quando o mundo tenta separar,
quando a vida desenha rotas distintas,
a amizade verdadeira se faz ponte,
um reencontro eterno, sem fim.
Pois amizade é arte de nunca esquecer
que, em algum lugar, um outro coração
bate no ritmo do nosso,
esperando para sorrir junto mais uma vez.
Somos um eterno devir.
As mesmas coisas que eram dignas do nosso afeto ontem, podem não produzir sentido nenhum em nós amanhã.
Pois se em um dado momento somos presença, no momento seguinte podemos nos tornar ausência.
Em um dia somos especiais, no outro não significamos mais.
Um dia somos presentes, em outro história, depois uma vaga lembrança e depois esquecimento e nada mais.
Então o esquecimento assim como a indiferença, se torna um tipo de morte símbólica do valor externo que um dia ilusoriamente demos ou tivemos. E somos enterrados e enterramos simbolicamente todos os dias alguém cuja história não acompanha o nosso próprio desenvolvimento.
POEMA PARA TÍTI
A Títi Ewbank Gagliasso
Há algo que diz ser eterno...
Na criança que vive em mim
É ter um amor que é terno
Herdado num meio sem fim...
Não vejo as cores no incerto...
Se brinco no meu jardim
Pois se tem mar, tem deserto
E sol que está descoberto
Em amarelo doura o capim...
Se visto na pele e acerto...
Do algodão à seda ou cetim
Quem zela-me está por perto
E ensina-me o que é certo
O que é belo ou o que é ruim...
Eu tenho sonhos concretos...
O meu livro é escrito, sem vetos
Que a vida traduz-me, assim...
Meus olhos estão semiabertos...
Ou dormem ou são despertos
O meu mundo é cheio de afetos
Num reino perfeito para mim...
(POEMA PARA TÍTI - Edilon Moreira, Dezembro/2017)
Rosa com Espinhos
Dói…
E ainda vai doer.
Mas tudo passa, até o que parece eterno.
Mesmo quando a alma pesa,
Mesmo quando chamam de egoísmo
O simples ato de respirar por si.
Às vezes, crescer é silenciar a culpa
Que outros plantaram como semente nos ombros.
E seguir, mesmo sem aplauso,
Porque no fim, o caminho é solitário…
E cada passo é por dentro.
Existem lares onde o amor
É dito, mas não sentido.
Onde o cuidado se confunde com controle,
E o afeto vem cortante,
Envolto em exigência,
Como se amar fosse moldar, não acolher.
E há quem cresça assim:
Tentando entender raízes que nunca sustentaram,
Tentando regar flores
Enquanto a própria sede sufoca.
É um cansaço silencioso,
Que rouba mais do que oferece.
Mesmo assim… há quem insista em florescer.
Mesmo em solo árido,
Mesmo sob o descuido dos que deveriam cuidar.
E se transforma
Não por mágica,
Mas por resistência.
Está se tornando uma rosa.
Com espinhos.
Porque precisava.
Porque ninguém cuidava.
E ainda assim…
Está se tornando a flor mais linda do jardim.
Não foi vista.
Não foi ouvida.
Mas cresceu.
Entre as pedras, entre os silêncios.
Machucada, mas viva.
Frágil, mas inteira.
Outras batalhas virão
O chão ainda vai rachar.
Mas passo a passo,
Ela descobrirá o que há de mais precioso:
Ela mesma.
E quem souber ver,
Vai enxergar além dos espinhos.
Vai regar com cuidado.
Vai florescer ao lado
Sem podar o que é belo só por não entender.
Até lá,
Será sobre ser a raiz e céu.
Ser a rocha e renascimento.
Ser o que ninguém foi.
E nunca, desistir de si.
• Dedicatória..
os rostos que cruzaram meu caminho prometendo abrigo,
mas que, com o tempo, revelaram muros em vez de braços.
Aqueles que diziam me amar
mas me ensinaram o silêncio com gritos,
e a força com ausência.
Durante muito tempo,
acreditei fazer parte de algo sólido,
de um afeto que sustentaria meu crescimento.
Mas era apenas um reflexo mal desenhado,
um sonho antigo…
de uma criança que queria colher flores
onde só havia espinhos.
Hoje entendo:
nem todo lugar que chamam de lar
é um espaço seguro.
E nem toda promessa de amor
é amor de fato.
No fim,
resta apenas o que nunca puderam me dar:
a verdade.
Dura, mas libertadora.
Como acordar de um sonho
que sempre foi bonito demais pra existir.
Às vezes, acreditamos que a amizade é um laço eterno, mas o tempo nos ensina que é o caráter que sustenta essa conexão .
Cuidado com o que você diz e com as escolhas que você faz, porque se dizem que o céu é eterno, com o inferno não seria diferente - se é que existem outro céu e outro inferno além destes onde vivemos.
