Meu Corpo
Só por agora:
Me cante, bagunce
minha mente, minha pele.
Arrepie meus olhos
dance no meu corpo
penetre,
abafe gemidos, mate vontades.
Só por um segundo:
mergulhe na minha boca
se afogue, grite.
Nos meus ouvidos,
se esfregue, se cole...
perfeito encaixe:
se envolva,
galope, cavalgue...
descanse
acalme desejos
se perca, se entregue,
se ache...
VARANDO A MADRUGADA
Desmorono
de sono...
meu corpo
se entrega
minha alma
se eleva...
meus sentidos
minam
meus sonhos
dominam...
Mesmo Que me encontre atrás de uma sela, continuarei em Liberdade; pois, podem prender meu corpo, mais nunca meus Pensamentos.
Floresci entre quatro paredes
E discos dançantes
Movimentaram meu corpo nu
Pela sala de estar.
Peguei o controle remoto
E me desliguei do mundo.
Cansei do código de barras,
Não sou seu produto
Para que me use,
Sou produto da minha criatividade,
Que me transporta onde
Você nem sonha ir.
Quadro em flor,
Flor emoldurada,
Moldura de sonhos,
Sonhos despedaçados.
Pedaços agora multiplos,
Multiplicação das horas,
Horas inconstantes,
Inconstância da permanência,
Permanece a ausência,
Ausência de você.
Você que já se foi,
Foi não sei pra onde,
Onde não quer ficar.
Se fica, quer voltar
E ao voltar, não sabe se quer.
O que quer, já se perdeu,
Perdeu ao te esperar.
E a espera me fez
Entre paredes
Sentar-me invernecido
Vestido de mangas compridas
Novamente reproduzindo
As notas dolorosas
Da antiga caixinha de música
Que diz que a dor não cessa.
Enfeito-me de um colar inventado
Com peças achadas
Num velho guarda-roupa,
Igual àquele antigo amor
Para quem já me enfeitei.
As rosas jogadas ao chão
São sinais do romantismo que se perdeu
Diante das farsas que presenciei.
Os cristais que julgava ser
teus olhos brilhantes,
Logo se mostraram pedras falsificadas
Por especialistas do meio...
Num mundo onde almas baratas
Não se transformam,
Mas vendem sua preciosidade desvalida
Em vitrines de poder.
O violão tem seis cordas
Pra emitir as suas notas,
e alguns homens tem seis faces
Para mostrar seus
Cinquenta tons de mentira
E essa música não quero ouvir.
Se for pra cantar seus enganos,
Procure outra vitrola,
Pois aqui não entram
Seus discos fuleiros.
A música agora é,
O canto da liberdade.
Estou morrendo ou nascendo:
Acordei de manhã meu corpo não o via,
Preocupado então fiquei e assim falei:
-O que me ocorre eu mesmo nem sei;
Mas de uma coisa tenho certeza: as lagrimas eu as deixei...
Foi quando alguém algo me falou:
Moço aqui não tem doutor
Logo meu coração disparou
E quando me vi um julgamento assisti;
A minha vida das minhas mão saia, e para Jesus ela iria..."
Meu corpo queima, arde em brasa
Sinto um desejo insano de sua presença
Seu perfume e do toque de sua pele na minha
Te quero me invadindo, acariciando meu corpo
Arranca de mim essa roupa e me faça sua
Prove do meu veneno
Engula o meu antídoto
Seja por essa noite parte de mim
Até que o amanhecer decida por nós
QUERO!
QUERO-TE NO MEU CORPO ......... QUERO-TE NAS MINHAS ENTRANHAS .... LEVANDO ME A LOUCURA DE UM AMOR INSANO ,NUM FRISÃO DELICIOSAMENTE DE TODO PRAZER !!
Licia madeira
Mas se algum dia
em tua alma sentires meu corpo
em teus silêncios vestires meu rosto
em teus lábios sentires meu gosto ...
Voltas
Estarás morando n'algum lugar
da eternidade na minha memória .
Sou tua...
Quando a sua boca a minha boca usa
e sua mão sedenta em meu corpo ousa
com ardor arranca-me os botões, a blusa
na mesa me tem, mesmo junto à louça!
Sou tua... e os dedos longos percorrem-me as linhas
decorando a anatomia se agarrando às curvas
estremece as retas colinas minhas
ou simplesmente para e assim tortura-me!
Sou tua... se minha boca busca, procura
e o meu peito arfa, coração dispara
se sua voz sussurra me fazendo juras!
Sou tua... quando em gemidos a palavra fala
roucas de calor no temor me fazem surda,
frenesi por seu corpo em meu corpo exala
e sou tua!
Arde em meu corpo
A vontade de ti...
Ainda posso ouvir sua voz
A sussurrar meu nome...
A sofreguidão me toma!
Me entrego em seus abraços!
Anseio por seus beijos
Apenas parte dos meus desejos...
(Ricardo Barros)
Eu quero que diante do meu corpo morto, estejam apenas as pessoas que foram felizes, comigo! Depois, sozinhas! Aquelas que não poderão dedicar ao meu corpo inerte o seu escárnio no dia do meu velório, se quiserem no silêncio que sempre as motivou a meu respeito, me dedicarem uma prece diante da minha cova, eu lá do céu ou do inferno, neste momento não posso determinar o que Caronte irá fazer, as ouvirei pois será o que me restará fazer, o tempo do perdão terá passado, existindo apenas o do arrependimento.
ACD Nº 2768
84-09/10/2016
Apaixonada
Deixei-lhe apaixonada
No calor do meu corpo
Com gemidos ficou extasiada
Eu sei que lhe envolvo
Seus sonhos você realiza em mim
Seu sorriso é repleto de emoção
Esperanças em suspiros sem fim
Batimentos fortes no coração
Loucura é você estar apaixonada
Desventura, a sua esperança é vazia.
Maluca por se entregar por nada
Enganei-lhe para tê-la cada vez mais
