Meu Caminho e cada Manha
Do alto do meu julgamento, reconheci quem mais julgava: a mim mesmo.
Nesse reconhecimento, percebi o quanto a sutileza do cotidiano me conduz ao esquecimento.
Um esquecimento discreto, mas profundo — que me desvia silenciosamente, levando-me por caminhos que me afastam de mim mesmo.
Assim como o corpo pede movimento,
a memória pede lembrança.
E a lembrança… essa pede vigilância —
para que, ao recordar, eu não esqueça jamais.
UM POEMA PARA O MEU AMOR
Que passem os dias e as noites,
que passem os tempos de guerra e de doença, que passem os tempos.
Mas que prevaleça.
Prevaleça hoje, amanhã e sempre —
independentemente do referencial, da situação, da variação de espaço ou tempo.
Que prevaleça.
Que prevaleça — e que todos saibam.
Não pelos alaridos, pois os alaridos, com o tempo, se calam.
Que saibam pela intensidade.
Intensidade como a do Big Bang:
que gera energia e matéria.
Energia para sempre correr ao teu encontro,
e matéria para que em nós — para sempre — exista vida.
Que prevaleça.
Que prevaleça, intensamente, como ontem,
como há dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove meses atrás.
E se não for para ser o mesmo,
que seja ainda mais intenso.
Que prevaleça o meu amor por ti.
Para a mulher mais bela que já se achou.
Meu amor, será que finalmente chegaste?
Se finalmente a vida sorriu?
Meu amor, será que é de verdade,
Se finalmente a vida seguiu?
Aposto que tu não sabes...
Assim como eu, ainda duvidas.
Nossos corações não estão enganados...
Sim, meu amor a vida sorriu...
FRAQUEZA (soneto)
Se de novo à minha porta bater a ilusão
sorrateira, repetitiva, para o meu amor
hei de dizer-lhe toda a minha decepção
e o meu furor, como um gládio vingador
Já não instiga o fascínio da imaginação
cândida, pois outrora, sagaz foi a dor
dilacerante, fatiando a minha emoção
agora letarga, tal uma desfalecida flor
Mas, ai! há sussurro leve pela janela
d’alma, suspirando que nunca é tarde
pávido, enfrento-a, isto tudo é balela!
Oscilo... Vacilo... E sôfrego... perdido,
afrouxo ao coração como um covarde.
Pois amor pro amar nunca é esquecido.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 abril, 2025, 17’34” – Araguari, MG
Ego
Matou meu ego Quando ele me disse : Ainda bem, orei por você todos os dias! Veio dos lábios da UTI onde a esperança é quase nula.
Mesmo longe, você tem meu coração.
Com você eu quero um futuro, não apenas um momento
E se eu pudesse, casaria com você amanhã mesmo.
A vida acertou em cheio quando trouxe você para a minha vida e tem sido você, desde o dia em que eu te conheci.
É tão ruim ficar longe de você.
" EUTEAMO "assim sem vírgula, sem espaço e sem ponto final.
CARTA ABERTA PARA O MEU PAI
Pai, quero te dize o quanto eu te amo - e é muito, muito mesmo!
Obrigada por tudo: pelos momentos maravilhosos ao seu lado, pelos concelhos, pelas risadas. Tudo isso foi simplesmente incrível e inesquecível.
Sinto falta do seu abraço, do seu cheiro, do seu sorriso, das suas piadas e brincadeiras engraçadas. Sinto falta de você todos os dias.
Você foi o homem mais incrível que eu já conheci. Foi - e sempre será - o homem da minha vida, o meu herói.
Meu paizinho, para sempre no meu coração.
Mantra do Destino Consciente
“Meu destino está em minhas mãos.
Eu sou criador da minha realidade, moldo o invisível com minha consciência.
A cada pensamento elevado, caminho para níveis maiores de expansão.
Eu escolho o melhor, o mais nobre, o mais verdadeiro.
Minha jornada é infinita, e eu sou o autor de cada capítulo.”
No Meu Leito Final
No meu leito de morte, terei pensamento,
revendo meus passos, revendo o tormento.
Talvez eu deseje ter sido mais forte,
ter amado mais antes da hora da morte.
Talvez eu me veja, com olhos tardios,
contando moedas, perdendo os meus rios.
Trabalhado demais, corrido demais,
e nos olhos dos meus, não estive jamais.
Lembrar com carinho da tarde calada,
da luz azulada, da alma isolada.
De ver pelas telas a vida dos outros,
vivendo por eles, negando os meus rostos.
Serei grato, quem sabe, por não ter tentado,
por medo do erro, por ter me calado.
Por ter recusado a carreira dos sonhos,
pra não magoar quem me deu mil de “seus sonhos”.
Direi: "Graças a Deus por ter suportado
aquele trabalho, por nunca ter ousado.
Por ficar num laço que há muito morreu,
só por comodismo que em mim se escondeu."
Serei grato, talvez, pelas indiretas,
por nunca ter dito palavras completas.
Por não ter vivido o que me acendia,
com medo da dor que a queda traria.
E no fim da linha, de olhos fechados,
sentirei falta dos que foram deixados.
De não ter tocado, de não ter falado:
“Eu te amo” — ao vivo, e não digitado.
No meu leito de morte, arrependimento,
é tudo que resta no peito, o lamento.
E as folhas, pasme, não estarão diferentes
das folhas da vida, tão verdes, presentes...
Mas eu, tão ausente, tão frio e fechado,
perdi primavera por ter me calado.
E se hoje escrevo, é pra te dizer:
não deixe pra morte o que é pra viver.
" CONTATO "
Parece que esse olhar me quer! Sei não!
Talvez só seja o meu imaginário
tentando a sorte pura nesse aquário
e pode até não ser essa a intenção!...
Mas vou apimentar esse temário
deixando no suspense que há paixão
e ver no que é que dá essa impressão
botando contas mais nesse rosário.
E pode ser que cole! De verdade…
Vai que essa reza aos santos, pois, agrade
e que o querer mostrado seja fato…
O olhar diz que me quer! Deve ser isto…
Se assim não for, disfarço ou improviso,
mas fica aberta a porta pra um contato!
Sem muito tempo, sem muita explicação… mas quando pego no violão,e meu pandeiro é pra adorar a Deus. Isso é o que importa."
— Izabel Lopes
Melancólia
No devaneio de meu ser
Onde o desespero, reina
Só restou, a efigie do meu eu
Outrora, o rio que foi cheio
Noutro, simplesmente secou
O que era doce, se amargou
Ouço o sussurro, da felicidade
Na angústia do meu ser
No epitáfio, do que eu fora
Está escrito, a palavra solidão
Perdido num desalento
Amor, não me dê esperança
O que está feito, está feito
Tempo, um cruel dramaturgo
Reina, no teatro da tragédia
Minha doce, tisbe.
Agora, restam só sombras
Do que um dia, eu fora
A foice do destino, é uma patina que recobre cada fagulha de meu ser
O Crepúsculo chegou.
Meu desabafo do mês
Eu queria mostrar quem eu sou, falar o que eu sou ou que eu sinto sem ter medo de alguém falar "que nojo!" "Você não é um homem! Você é mulher" "eca! você é um traveco", eu realmente sinto medo de mim assumir e ser expulso de casa ou apanhar, a sociedade de antigamente fez que essa geração de pais (a maioria) ficassem assim, fizeram que não apoiassem que o filho(a) seja gay, lésbica, bi,Pan ou trans, não é pecado ter atração pelo mesmo gênero ou pelos dois ou se sentir de outro gênero, pecado é julgar ou ser homofobico ou transfobico.
Fui ensinada a levar os golpes sem reclamar. Meu erro foi achar que isso impediria mais golpes. Eles nunca param.
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