Meu Caminho e cada Manha
Cansado...
Certo dia, estive em uma praça. Um lugar tranquilo. Observei cada detalhe ao meu redor. Sentei-me em um banco posicionado à frente de um aquário com peixes coloridos. No silêncio daquele espaço, concentrei-me apenas no que verdadeiramente me interessava: a *Ordem Natural das Coisas*. No entanto, algo parecia desalinhado. Todos os bancos estavam ocupados por casais, enquanto o banco onde me encontrava permanecia vazio — assim como eu me sentia por dentro.
Compreendi, ali, que a paz, muitas vezes, vem acompanhada de um vazio profundo e do medo constante de se machucar, de ser traído, julgado ou abandonado. Tais experiências marcaram minha vida a ponto de eu desenvolver certa repulsa por qualquer sorriso que tente se aproximar. Toda flor, no início, esconde seus espinhos — e aprendi isso da pior maneira. Talvez eu esteja errado, ou talvez não.
Hoje, não ofereço mais justificativas às pessoas que tentam se aproximar de mim. Simplesmente encerro qualquer tentativa de conversa logo no início. Reconheço que, por vezes, minha atitude possa parecer arrogante. No entanto, ao me observar, percebo que essa postura é apenas um mecanismo de defesa.
Pergunto-me, frequentemente: *“Por que ainda guardo memórias de uma ilusão perdida?”* Ela adoraria tomar sorvete. Seria uma excelente companhia para compartilhar essa paz e, talvez, amenizar esse vazio. Mas a vejo — em pensamento — ao lado de outro, alguém que talvez ainda nem exista, ou que já esteja com ela. A imagino me traindo após uma vida feliz que construímos… em um futuro que jamais chegou a acontecer. E, só de pensar nisso, meu coração se aperta, se despedaça, e os olhos se enchem de lágrimas. É o medo de sentir novamente toda aquela dor.
A sensibilidade de um homem raramente é vista. Por fora, pareço firme e competente. Por dentro, meu coração apenas continua a bater por obrigação — pois, emocionalmente, já estou morto. E nem mesmo cheguei à velhice… tenho apenas 21 anos. Mas me sinto destruído.
O que é uma família? O que significam os amigos? Todos eles, um dia, se vão. Eu simplesmente desapareci. Não sei o que é ter pai, mãe ou verdadeiros amigos. Quando chega o momento de sentir algo, tudo em mim está vazio. Quando observo a dor dos outros, me mantenho sempre distante.
Não me irrito, não controlo ninguém, não pertenço a ninguém e também não quero que ninguém pertença a mim. Fico feliz por ver outras pessoas construírem famílias felizes. A minha apenas me decepcionou. E, para os meus antigos amigos, talvez eu tenha tido valor apenas enquanto tinha algo a oferecer.
Sim, cometi erros. Muitos. Mas o tempo, aos poucos, tem me ensinado. Na verdade, sou eu mesmo quem tem se reeducado. Eu fui alguém vivo… e acabei morrendo aos poucos. Morri assistindo a conflitos em lugares desnecessários, morri presenciando discussões fúteis. O que restava de mim foi incinerado quando duvidaram da minha capacidade de crescer, quando fui traído, quando ofereci meu amor e fui rejeitado.
Hoje, permaneço em silêncio nos lugares, não como uma pessoa, mas como um fantasma. Quando reencontro alguém do passado, finjo não reconhecer. Dizem: *“Oi, Hysheller, quanto tempo! Como você está?”* E eu respondo: *“Desculpe, não me recordo de você. Não desejo conversar. Tenha um bom dia. Tenho responsabilidades.”* E essa resposta vale até mesmo para quem um dia amei profundamente.
Alguns dizem que é orgulho. Mas a verdade é que a solidão, por mais dolorosa que seja, é o único lugar onde me sinto, de fato, seguro.
Cada passo meu é um gosto peculiar,
faz as papilas pirar,
difícil é conciliar
e se a tal bad chegar é trash,
minha pineal da o reset
A cada livro que termino de ler, e revigorante, eu chego ao final e sinto no meu ser todo o conhecimento e historia, e me sinto satisfeita apos ingerir tantas letras.
Há sempre o seu cheiro no meu lençol… A cada encontro, eu fico cada vez mais impregnado de amor e desejo… É uma vontade de estar ao seu lado que não cessa, que não tem fim! Teu cheiro no meu lençol é como uma semente do amor plantada em meu coração! Só faz crescer a cada vez que eu te encontro e te sinto perto de mim, a cada vez que eu sinto o teu cheiro aqui.
Em cada outono do meu ser, teve desfolhos envolto em lágrimas, no íntimo sentia que era adubação e aguamento ás sementes caídas, dias antes da primavera já despontava botões em arma de espinhos desencadeando um lençol multicor á florir.
Dor
As memórias ainda doem, meu passado ainda me condena e, a cada segundo, esse mesmo passado me atormenta. Depois de anos, sem saber onde estou ou para onde vou, sinto, às vezes, que esse passado não vai parar de me perturbar. Mas o que eu posso fazer, se o passado não muda? Não adianta eu olhar para ele e fingir que não existe ou nunca existiu. O mesmo passado que me perturba foi o que me fez ser quem eu sou. E, mesmo que eu não seja o mais feliz, eu sei que posso sorrir. Mesmo que eu não seja o mais bonito, eu sei que posso ser elogiado. Mesmo sem saber muito bem o que é o amor, eu sei que posso ser amado.
A vida é uma coisa engraçada. Ela coloca pontos de interrogação onde aparentemente já existia uma resposta. Mas o que eu deveria fazer com esses pontos de interrogação? Eu deveria resolvê-los? Ou simplesmente ignorá-los? No final, não importa o que eu faça com eles, pois, independentemente de como eu lidar com isso, vai me causar dor. E o pior é que esse nem é o problema, pois a dor ensina, a dor cria caráter, a dor gera vidas. A dor é necessária para continuar tentando e tentando. Às vezes, até eu mesmo penso: "Será que a dor vai parar? Ou será que ela vai continuar?" E, depois de muito tempo me perguntando a mesma coisa, cheguei a uma conclusão: ela não vai continuar e nem parar, ela sempre vai estar ali, pronta para me perturbar — seja com perguntas ou com respostas. A dor sempre vai me perseguir, não importa o quão rápido eu corra dela.
Existem vários tipos de dor: física, sentimental, psicológica etc. Mas como se lida com essas dores, se você não consegue lidar consigo mesmo? Como posso saber como combatê-las, se, nas minhas memórias, não me recordo de alguém ter me ensinado?
As coisas da vida são difíceis. Sempre vão ser. Mas não cabe a mim decidir quando tudo isso vai acabar — cabe a mim decidir enfrentar tudo isso. Mas como eu enfrento, se já desisti de mim mesmo? As pessoas falam para eu continuar, mas eu mal consigo me amar. Tento entregar um sentimento que, até um tempo atrás, estava apagado dentro de mim. Esse sentimento é o amor. Sim, aquele mesmo amor que pode causar o pior tipo de dor. Mas o amor não é mau — não quando se sabe amar. Às vezes, é normal achar que o amor vai te matar.
Amor — um sentimento, uma palavra, uma emoção, uma demonstração, uma coisa bela. O amor é tudo isso. Mas, infelizmente, o amor também é dor. Só que essa dor some quando, em minha mente, lembro que existe uma pessoa neste mundo capaz de me amar. E também sinto que esse amor que eu sinto por essa pessoa não vai me matar ou me sufocar. Quando as pessoas falam e os passarinhos cantam, eu tampo os ouvidos. Mas, mesmo de ouvidos tampados, ainda consigo ouvir aquela voz dizendo: "Eu te amo, meu amor. Eu sei que tudo isso vai passar." Mesmo que eu me coloque no lugar mais silencioso do mundo, ainda consigo me recordar daquela voz — aquela voz que me faz esquecer toda essa dor.
É por amor que fico e é por amor que vou,
Nas asas do sentimento, meu coração voa.
Em cada gesto, em cada palavra que ecoa,
O amor me envolve e me leva além do que sou.
É por amor que fico, na força que me sustenta,
Nos momentos de tristeza e também de alegria.
É o amor que me guia, mesmo na noite escura,
Iluminando os caminhos e trazendo harmonia.
É por amor que fico, mesmo quando o mundo pesa,
Quando a tempestade se abate sobre minha alma.
É o amor que me acalma, trazendo paz e certeza,
Que na jornada da vida, o amor é minha calma.
É por amor que vou, na busca por horizontes,
Explorar novos caminhos, desbravar a imensidão.
É o amor que me impulsiona, fortalece meus passos,
Guiando-me com doçura, na dança da emoção.
É por amor que fico, é por amor que vou,
Sem medo de enfrentar desafios e desatar os nós.
O amor é minha essência, é meu porto seguro,
É o elo que me conecta com o divino e com minha verdadeira essência.
É por amor que fico, é por amor que vou,
Deixando meu coração aberto, livre e a voar.
Porque o amor é a luz que transforma o mundo,
E nele encontro meu propósito, minha razão de, mais uma vez, amar.
2025…
Como tecer queixas diante de um ano em que cada passo meu foi conduzido por uma força que transcende a compreensão humana? Em 2024, senti o toque inconfundível do Criador, que não apenas me guiou, mas moldou meu ser com uma precisão divina, lapidando-o para que se tornasse um reflexo mais fiel daquilo que Ele planejou. A palavra, antes um eco distante, tornou-se minha morada, meu norte e o alicerce que sustentou minha caminhada. Encontrei, ao meu lado, corações que também almejam essa profundidade, almas que anseiam pela mesma sintonia com o infinito.
Minha fé, outrora uma chama branda, transformou-se em um fogo que me aquece e ilumina, revelando uma versão de mim que jamais vislumbrei ser possível. O Criador, em Sua infinita generosidade, respondeu às minhas súplicas com bênçãos que ultrapassaram qualquer expectativa terrena, demonstrando que Seus planos são tão vastos quanto insondáveis. Não recebi apenas o que pedi; recebi o que nem sequer sabia que precisava. Mais do que isso, fui surpreendido por dádivas que desafiam o mero entendimento humano, provando que Ele sempre vê além do horizonte que os nossos olhos alcançam.
Agora, diante de um 2025 que já foi desenhado pelas mãos do Autor de toda existência, não posso esperar nada que seja menos do que grandioso. O Criador, dono do tempo e do espaço, já preparou o terreno para que eu caminhe com ousadia, guiado pela certeza de que Seu poder é ilimitado e que Suas promessas jamais falham. Assim, sigo com os olhos postos no que está por vir, não em expectativa vazia, mas em confiança plena naquele que detém todas as coisas em Suas mãos.
Eu te dei meu amor, mas não por completo. Eu sabia que você merecia cada pedacinho do meu coração, mas você não fez por merecer. Não se deu ao trabalho de conquistá-lo.
Tua ausência é como um membro arrancado ferozmente, cada átomo meu até o último vibram violentamente por ti. Você é caos e calmaria, você é oceano e tempestade, és a dúbia beleza da vida de ser e não ser. Quero meus demônios dançando com os teus, quero meus medos conversando com os teus. Nossos olhos transam e traçam desejos e sonhos nossos e final de tudo, só existirá apenas um corpo só, de nós dois juntos.
Eu te amo porque você juntou cada pedacinho do meu coração, sem nem ao menos se importar com o tempo que levaria para deixá-lo inteiro novamente!
GASTANDO BÔNUS
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Cada dia o meu hoje que se basta;
só me dou de presente o meu presente;
minha pasta de sonhos vai se abrindo
aos caprichos do vento que a seduz...
Hoje sei editar os meus critérios,
dar as minhas feições ao meu destino,
digerir os mistérios, horizontes
que desenham seus traços ante os olhos...
Não invento as verdades e os preceitos;
os defeitos não forjam qualidades;
tudo encontra o seu canto no meu ser...
Cada noite um favor que o tempo faz,
tenho paz de saber que não me devo
nem a vida me deve mais um dia...
Já não me lembro do tempo em que andava sozinho.
Hoje sinto tua presença a cada pulsar do meu coração, sinto que o vazio já não existe mais.
A cada respirar, sinto o carinho e o respeito crescendo em meu interior; a cada inspirar, sinto uma paixão ardente que se emana espalhando todo o desejo que tenho em meu coração.
Na matéria de cordel
Observo a maestria
Encanto me com versos
Lendo a cada dia
Inspirando meu ser e
Abraçando a poesia.
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