Coleção pessoal de thiagoaugustinn

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**H**ernandes, desde que você entrou na minha vida, meus dias ganharam um brilho diferente e meu coração encontrou novos motivos para sorrir.

**E**m você, eu encontrei carinho, acolhimento e uma presença que faz tudo parecer mais leve e bonito.

**R**aramente alguém consegue tocar tão profundamente a nossa alma, mas você chegou e conquistou um lugar muito especial dentro de mim.

**N**ão sei explicar exatamente como aconteceu, só sei que, a cada dia, meu sentimento por você cresce de uma forma sincera e verdadeira.

**A**mar você é descobrir que o amor também pode ser cuidado, amizade, cumplicidade e vontade de construir momentos inesquecíveis juntos.

**N**os seus gestos, no seu sorriso e na maneira como você faz parte da minha vida, encontro razões para agradecer por ter você comigo.

**D**esejo que a nossa história seja guiada pelo respeito, pela confiança, pela parceria e por um amor que se fortaleça mesmo diante das dificuldades.

**E**u quero estar ao seu lado para celebrar suas alegrias, apoiar seus sonhos e segurar sua mão nos dias em que tudo parecer mais difícil.

**S**e existe algo que desejo que você nunca esqueça, é que você é muito amado e ocupa um lugar único, profundo e precioso no meu coração. ❤️

O que existe do outro lado da vida?

O que acontece quando atravessamos a última fronteira e encontramos a Deusa da Luz Imaginária? Será que ela nos recebe como quem reconhece uma alma antiga? Será que, depois do silêncio, existe uma luz capaz de explicar tudo aquilo que aqui permaneceu sem resposta?

Ninguém sabe, com certeza, o que existe depois da morte. Talvez haja um lugar. Talvez uma nova forma de existir. Talvez sejamos acolhidos por uma luz que não fere os olhos, mas acalma o coração. Talvez a morte não seja o fim, mas uma passagem para um mistério maior do que a nossa compreensão.

E eu me pergunto: haverá, do outro lado, aqueles que amamos?

Será que, quando chegar a minha hora, encontrarei novamente os rostos que a vida levou? Será que poderei abraçar quem hoje só consigo tocar pela memória? Será que a voz que se calou voltará a chamar meu nome? Ou será que o amor, de algum modo que ainda não entendemos, nunca deixou de existir?

Porque a morte é um mistério, mas a saudade é uma certeza.

Ela chega sem pedir licença. Às vezes, se esconde em uma música, em um cheiro, em uma fotografia, em um lugar vazio à mesa. Às vezes, aparece de repente e aperta o peito, como se o coração tentasse alcançar alguém que já não pode ser alcançado pelas mãos.

Talvez a saudade doa tanto porque o amor não aceita desaparecer. Talvez ela seja a prova de que algumas presenças continuam vivendo dentro de nós, mesmo quando já não caminham ao nosso lado. E talvez amar alguém seja aprender a carregá-lo para além do tempo, para além da ausência e, quem sabe, para além da própria morte.

Eu queria ter a certeza de que existe algo lindo depois daqui. Queria saber que, quando a minha caminhada terminar, não encontrarei apenas o vazio, mas uma luz. Queria acreditar que haverá reencontros, abraços interrompidos que finalmente se completarão e lágrimas que, um dia, serão transformadas em paz.

Talvez não possamos provar que existe um outro lado. Mas também não podemos provar que o amor termina quando o corpo se despede.

Então, enquanto a resposta permanece escondida no mistério, escolho guardar uma esperança: a de que ninguém que amamos desaparece por inteiro. Que, de alguma forma, aqueles que partiram continuam em nós — nas lembranças, nos gestos que herdamos, nas palavras que ainda ouvimos em silêncio e no amor que permanece, mesmo diante da ausência.

E talvez, quando eu encontrar a Deusa da Luz Imaginária, ela não me entregue todas as respostas. Talvez apenas sorria, abra os braços e me mostre que o amor nunca esteve perdido.

Talvez, do outro lado da vida, eu encontre novamente quem amo.

E talvez a saudade, finalmente, se transforme em reencontro.

Às vezes eu me odeio por deixar que o amor sempre prevaleça dentro de mim.

Eu tenho medo de me apaixonar. Eu tenho medo de amar.

Conheço esse caminho de flores. Também conheço os espinhos escondidos entre elas. E, de alguma forma, são eles que sempre me encontram.

Eu conheço a dor que existe em amar. Conheço a angústia da espera, o medo da perda e o silêncio que machuca.

Mas, apesar de tudo, continuo acreditando no amor.

Talvez porque o amor seja algo divino. E tudo o que é divino talvez não tenha sido feito para ser fácil. O caminho até ele exige coragem, entrega e, muitas vezes, algumas cicatrizes.

Às vezes eu queria sentir menos. Ser menos intenso. Amar menos.

Mas essa nunca foi a minha natureza.

Então eu sigo... com medo, mas sem deixar de acreditar que, um dia, alguém entenderá que o verdadeiro amor não foi feito para ferir, e sim para cuidar.

Eu queria saber onde encontrá-los depois da morte, em qual esquina da eternidade seus abraços ainda me esperam. Queria apenas mais um dia, mais vinte e quatro horas para ouvir suas vozes, guardar seus sorrisos e me despedir mais uma vez.

Mas a saudade é esse lugar impossível, onde o amor permanece e o tempo não volta. E, talvez, meu maior desejo seja este: poder escrever sobre vocês sem que a dor escorra pelas palavras, e transformar a saudade em apenas mais uma forma de amar.

Às vezes, as pessoas tentam reduzir aquilo que não conhecem: sua história, suas dores silenciosas, as noites em que você quase desistiu e mesmo assim continuou. Quem olha de fora vê apenas o resultado, mas ignora o caminho cheio de esforço que te trouxe até aqui. Não permita que opiniões rasas tenham mais peso do que a sua própria trajetória.

Ser diminuído ou humilhado não define quem você é — define apenas a limitação de quem não consegue reconhecer a luta do outro. Valorize cada passo que você deu, principalmente aqueles que ninguém aplaudiu. O seu caminho tem valor porque foi você quem o construiu, com coragem, quedas e recomeços.

Respeite sua própria história. Quem conhece o próprio esforço não se curva ao desprezo alheio; segue em frente, com a dignidade de quem sabe exatamente o quanto custou chegar onde está.

Entre Ficar e Partir
Este ano houve dias
em que existir pesou mais que o corpo.
Respirar parecia um compromisso longo demais
para um coração cansado.
Não era desejo de morrer —
era vontade de silenciar o ruído,
de descansar da própria consciência,
de apagar, por um instante, a dor de ser.
Mas algo — pequeno, quase invisível —
permaneceu.
Uma centelha teimosa
que recusou o fim.
E talvez viver seja isso:
não a ausência do abismo,
mas a escolha silenciosa
de não pular hoje.

As coisas não têm estado bem nos últimos anos
E eu não sei mais onde guardar as minhas lágrimas.
Ainda dói muito tudo isso, mas eu me tornei um personagem da minha própria tristeza
A cada dia eu acordo com vontade de não acordar mais
E viro a cabeça na cama e olho para o teto e não consigo enxergar a luz
Ainda dói muito tudo isso
A cada passo que dei tentando fugir, eu acabei por seguir um caminho que me levou a um grande precipício.
E todos os sorrisos que eu dei foram uma farsa
Eu tento, tento, eu tento todos os dias me tornar uma pessoa forte e poder reconstruir o meu caminho
Mas, ainda dói muito tudo isso.
Eu grito, grito, eu grito, mas eu estou sozinho
Me desculpem por eu não gostar de despedidas
Me desculpem por querer ir embora
Me desculpem por não saber onde guardar as minhas lágrimas
Mas ainda dói muito tudo isso⁠

Havia um rapaz que morava “de favor”, expressão bonita para esconder o desconforto diário de não pertencer a lugar nenhum. Naquela casa, ele ocupava pouco espaço: um canto, uma cama emprestada e o silêncio. Falava baixo, não por timidez, mas porque aprendera que, para os outros, pobre não tem voz — só eco.

As pessoas ao redor tinham uma régua curiosa: mediam gente em cifras. Quem tinha dinheiro, tinha valor; quem não tinha, devia gratidão eterna e cabeça baixa. E assim o rapaz era lembrado todos os dias de que valia menos que os móveis da sala, afinal, eles ao menos tinham sido comprados.

Mas a anedota da vida tem dessas ironias: enquanto o julgavam pequeno, ele crescia por dentro. Guardava humilhações como quem junta moedas — não para gastar em vingança, mas para investir em si. Estudou quando pôde, trabalhou quando ninguém quis, e sonhou mesmo quando riam do seu sonho.

Um dia, sem alarde, ele saiu daquela casa. Não bateu portas, não fez discursos. Apenas foi. E o mundo, que parecia fechado para quem não tinha nada, resolveu se abrir para quem tinha coragem.

Anos depois, alguém comentou:
— Quem diria, né? Ele venceu na vida.

E a resposta mais sincera veio do silêncio: ele não venceu por ter dinheiro agora, venceu porque nunca aceitou a mentira de que só o dinheiro faz alguém valer alguma coisa.

Quem vive ocupado demais
em provar que é maior que os outros.
Enquanto ela coleciona soberba,
eu cultivo silêncio, tempo e sonho.
Há quem confunda correria com grandeza
e humildade com vazio.
Desocupado, sim —
de ego inflado,
de máscaras,
de aplausos falsos.
E isso, convenhamos,
é uma bela ocupação.

Há alguém chegando de mansinho,
sem promessas em voz alta,
mas com presença que acalma.
Surge como luz no fim da tarde,
quando o dia já cansou de doer.

É alguém que não invade,
apenas fica —
e, ficando, transforma.
Ainda é começo, ainda é mistério,
mas o coração, atento,
já reconhece:
há algo bonito nascendo aqui.

Aprendi a me amar no limite exato da dignidade,
onde o silêncio vira resposta
e a ausência, proteção.

Não me curvo à arrogância disfarçada de poder,
nem alimento egos que se nutrem da minha luz.
Amor próprio é escolher ficar inteiro,
mesmo que isso signifique partir.

Quem é narcisista exige palco;
eu escolho a paz.

Às vezes, a dor mais profunda não vem de estranhos, mas da própria família. Parentes que só enxergam falhas, que criticam, ofendem e falam pelas costas, esquecem que palavras também ferem — e ferem fundo. O bem que você faz se torna invisível, como se nunca tivesse existido, enquanto qualquer erro vira julgamento. Essa falta de empatia cansa a alma, corrói o amor e deixa marcas silenciosas no coração. Porque quando quem deveria acolher escolhe ferir, o peso não é pequeno: é diário, é injusto e machuca mais do que se pode explicar.

Pessoas arrogantes costumam caminhar com passos altos demais para perceber o chão que pisam. Confiam excessivamente no próprio brilho e esquecem que nenhum sucesso é eterno quando falta humildade. A queda, quando vem, não é castigo do destino, mas consequência do desprezo pelo outro e pela realidade. E então aprendem, muitas vezes tarde, que quanto maior o orgulho, mais dura é a lição — pois só quem se curva para aprender consegue permanecer de pé.

Aceitar a morte não significa desejar o fim, mas compreender o valor do intervalo. Quando reconhecemos que somos passageiros, aprendemos a escolher melhor o que levamos na bagagem do dia: palavras mais verdadeiras, abraços demorados, perdões que não podem esperar. A consciência da finitude amadurece o olhar e ensina que nada é banal, porque tudo é irrepetível.

"Cada um está no lugar em que cabem as suas escolhas"

⁠Ninguém está contando o tempo comigo! As horas passam com um piscar de olhos! E eu me encontro a choramingar, infeliz aqui dentro! O coração aflito! A vida é como uma mágica, a energia acende a luz, quando se vê, já brilhou! E quando se vê, já apagou! Vamos ser ligeiros e viver essa vida com destreza! De pouco vale contar o tempo que passa, vivendo a vida com tristeza! Porque o tempo passa e o relógio do tempo é como mágica! Quando se vê, a luz apagou , a hora passou e a vida acabou!

Ficar calado é uma forma de dizer sem conceituar. Os conceitos são formulações fáceis, o silêncio não. Descobrir o que o silêncio diz requer mestria, observação minuciosa.
É bom não saber dizer...
Bom mesmo é ser compreendido, mesmo quando não sabemos dizer...
Amar é uma forma de crer em silêncio!

⁠⁠⁠⁠“Deitado no chão, travando uma luta contra o papel de parede no teto do meu quarto! Ninguém por perto! Fecho meus olhos e sinto o meu rosto se inundar de lágrimas! Coração apertado, respiração ofegante! Desejando infinitamente encontrar a Deusa da luz imaginária, a rainha do fim e também do recomeço! Ela chegou! Eu sinto a dor reconfortante da sua presença! Já veio meio me buscar? Eu estou indo. Eu já não sinto mais os meus pulsos, já não sinto mais meu coração bater, eu já não sinto mais a vida. Eu não tenho mais nada a perder!”

⁠Janela
Da janela eu vejo um raio de sol, que penetra suavemente através da cortina e encobre meu quarto de luz!
Da janela, quando aberta, eu escuto o barulho dos pássaros…
Da janela, eu vejo a vida correndo lá fora.
Da janela, eu sinto a brisa beijar o meu rosto!
Eu me levanto, preparo meu café e da janela, eu rezo para que alguém venha sussurrar em meu ouvido, dizendo que ama.
Da janela, eu avisto os meus sonhos
Da janela, eu sinto a vida que é bela!

⁠Quem parte deste mundo, abandonando a sua própria carne e revelando o seu espírito para a eternidade, obriga-nos a aceitar uma valiosa lição: amar, a cada instante, quem fica.