Mentiras
Na teia sutil dos dias corridos,
Vive, entre sombras, a ilusão,
É tal o dom de alguns fingidos,
Que entorna a verdade ao chão.
Enganar, com ar de fácil encanto,
Veste-se fato como seda ao vento,
E na crença, o humano canto,
Faz do engano um leve alento.
Porém, na luta de esclarecer,
Mais árduo é o desafio presente,
Pois fácil é não querer ver,
A verdade queima e sente.
Por que é difícil se desiludir?
Talvez por dor, orgulho ou medo,
Mas se o coração conseguir se abrir,
A luz da verdade reina sem segredo.
Não existe essa de "menti para te proteger". Ninguém protege ninguém mentindo, a única coisa que se consegue mentindo é perder a credibilidade. Por mais aparentemente boba que seja a mentira, sempre tem um efeito devastador em quem acreditou em você. Aos poucos a mentira vai corroendo a confiança que temos em alguém e transforma tudo o que ela diz em dúvida, mesmo quando está dizendo a verdade.
Quando a ignorância é superada pelo esclarecimento, passamos a enxergar muitos espertalhões sem suas máscaras da mentira.
Se você acoberta traição, isso não te torna menos traidor.
Se você acoberta falsidade, isso não te torna menos falso.
Se você acoberta mentira, isso não te torna menos mentiroso.
A maior decepção é aquela que vem de quem nunca esperamos.
A verdade dói, mas liberta!
Se você não trai, mas acoberta traição, isso não te torna menos traidor.
Se você não é falso, mas acoberta falsidade, isso não te torna menos falso.
Se você não mente, mas acoberta a mentira, isso não te torna menos mentiroso.
Não praticar, mas encobrir o erro dos outros, não te torna uma pessoa melhor.
Gratidão e escravidão são coisas diferentes, cuidado com os falsos altruístas, eles estão em todos os cantos proclamando a "ingratidão".
Todos têm uma parte de si que não mostram aos outros. Nem aos amigos, nem aos namorados, nem mesmo à família. Com sorrisos falsos e mentiras, eles escondem seus verdadeiros pensamentos, seu verdadeiro eu. É assim que o mundo encobre as coisas por uma frágil paz.
Desculpa, mas eu não acredito em amor a distância;
Tão pouco acredito em quem diz que ama alguém...
Mas estando com outra pessoa.
A vida não é uma questão de tirar pedaços de si ou pôr pedaços em si. Ela é a notória vinculação e desvinculação desses dois elementos imprescindíveis na composição intrínseca e irrefutável da raça humana. Se eu retiro do meu ser um tanto de mim, em contrapartida, outros tantos de mim são postos em relevo; ocultos ou explícitos. Não são as partes que me constrói, mas sou construção de um todo, em partes que me delineia e me permeia entre singular sentido, que não condiz com teu ser de humano. Ponho-me em traços vastos e inquietantes da figura antinotória do que seja eu. Abstraiu-me do falso pudico, da faceta contesta do santo obscuro profano e de relíquias consagradas pelas sujas mãos ofertadoras de mentiras, de pura leviandade, pelo fugaz e patente orgulho exibicionista. Pois jamais troco pedaços de fragmentos de traços natos que me completam, com toda (in)completude que te revela oca existência pluralista de um ser (quase) nada. Porque sou eu exclusiva de mim. E, de mim, vivo eu em ser assim.
Vivemos o paradoxo da condenação, onde hipócritas se vestem de um vitimismo seletivo, manipulando parcialmente os fatos para construir narrativas.
Vicent…
Em um vilarejo distante, vivia um homem chamado Vicent, cuja presença era notada por todos ao seu redor. Vicent, dotado de uma aura magnética, era frequentemente admirado por sua beleza e eloquência. No entanto, por trás de seu sorriso encantador, residia uma inquietação profunda e persistente. Desde jovem, Vicent fora moldado por circunstâncias que o levaram a construir uma muralha invisível entre ele e os outros, uma fortaleza que o protegia de um mundo que ele percebia como hostil.
Vicent carregava consigo o peso de uma infância marcada por expectativas desmedidas. Seus pais, sempre em busca de perfeição, jamais reconheciam suas conquistas. Assim, ele cresceu acreditando que o amor era um prêmio a ser conquistado, nunca uma dádiva a ser recebida. Com o tempo, essa crença se transformou em uma necessidade insaciável de validação externa, levando-o a buscar incessantemente o olhar admirado dos outros.
Em sua jornada, Vicent desenvolveu o hábito de adornar a realidade com mentiras sutis, moldando a verdade para se ajustar ao que ele desejava que os outros vissem. Essa distorção era, para ele, uma forma de sobrevivência, uma maneira de construir uma imagem que o protegesse da vergonha que sentia ao encarar suas próprias falhas. Quando confrontado, reagia com uma defesa feroz, erguendo barreiras de agressividade para afastar qualquer ameaça à sua frágil autoestima.
Nos relacionamentos, Vicent se via preso em um ciclo de encontros superficiais, onde o toque físico substituía a conexão emocional. Estranhos se tornavam espelhos para refletir sua grandeza imaginada, mas, no silêncio que seguia tais encontros, ele se sentia mais vazio do que nunca. A admiração dos outros era um bálsamo temporário, logo substituído por uma sensação esmagadora de solidão.
Vicent raramente percebia o impacto de suas ações nos outros. Sua necessidade de ser o centro das atenções o tornava insensível ao sofrimento alheio, e a empatia era um conceito distante. Ele se envolvia em demonstrações de falsa modéstia, proclamando humildade enquanto secretamente ansiava por aplausos. Para aqueles ao seu redor, a convivência com Vicent era um desafio constante, uma batalha para preservar suas próprias identidades diante de sua presença avassaladora.
Aqueles que tentavam se aproximar de Vicent frequentemente se viam esgotados, suas mentes ofuscadas pela manipulação sutil e pelo constante jogo de poder. O risco de se perder nesse turbilhão emocional era real, e muitos precisavam de apoio para recuperar suas forças e reconquistar seu espaço. Para escapar dessa teia, era necessário reconhecer os próprios limites e buscar ajuda, encontrando segurança em mãos amigas e guiando-se por conselhos sábios.
Vicent, em sua solidão autoimposta, também ansiava por mudança, ainda que não o percebesse plenamente. Seu caminho era tortuoso, mas não sem esperança. A jornada para a consciência e transformação era longa e árdua, exigindo coragem para olhar além do espelho e enfrentar a verdade de quem realmente era. No fundo, Vicent desejava romper as correntes que ele mesmo construíra, buscando, talvez ainda sem saber, o alívio de um abraço genuíno e sincero.
QUEM BEIJARIA UM SAPO?!?
Hoje decidi que vou ser um grande mentiroso, a partir de agora, vou mentir todos os dias, para que no dia 1º de Abril, eu possa falar a verdade..Quero ser homem e em sendo homem, preciso ser mentiroso, pois como convencer uma mulher de que sou o que ela procura e do jeito que ela procura, para conquista-la? Ser eu mesmo nem pensar, pois vou choca-la, sendo eu mesmo, como poderei ajuda-la? Eu naõ a entenderia!!! Ela procura alguém que seja semelhante e comungue dos sonhos dela, dos desejos dela, das angustias dela, pois os que eu carrego são da minha responsabilidade, sou homem, me viro!!! Então tá, aceito o dia 1º de abril, como está propondo um grupo feminino, como o DIA DO HOMEM- O DIA DA MENTIRA! Pois a verdade é que sou eu mesmo e isso é um defeito grave, para ser príncipe encantado tenho que ser de faz de conta, afinal, temos que concordar, beijar sapo, só em fábulas, talvez elas tenham razão...Meninas, venhamos e convenhamos, a mentira só se acomoda onde encontra espaço e guarida e se os homens e a mentira são cúmplices é pq encontraram quem lhes abraçe e conforte, então proponho que troquemos o tema comemorativo do dia 1º de Abril, para o DIA DA VERDADE! Assim poderemos continuar com essa grande mentira!
Eu estou mentindo.
Eu minto por quer gosto de mentir, não porque preciso mentir.
Porque se precisasse mentir eu não mentiria.
Eu só minto porque gosto.
Mais eu não gosto da mentira.
E só estou tentando acaba-la praticando .
O que gostaria de ouvir simplesmente seria a verdade.
