Mensagens Noturnas
Não quero que fique pensando que, ainda sou louca por você, que, viro noites pensando em como seria bom eu e você juntos, que não paro de visitar todas tuas redes sociais, que só de meus olhos te vistarem de longe e desviá-los, você já saca, que: "Ih, que fria, ela não se desencantou ainda.." Nem quero que tu pense assim, mas que pense uma coisa: Cara, ela me fez sorrir como ninguém
O tempo não passa
As noites para mim são longas
Os dias para mim são vagos
Parece que me falta algo
Parece que há algo errado
Olho ao meu redor e não o vejo
Isso já me causa tormento
Te procuro em muitos lugares
E te encontro em meu pensamento
O relógio já não anda
O tempo é meu maior inimigo
Já estou contando os dias
Só para ter você comigo
Cada dia a mais sem ti
Incendeia meu coração
Eu não sei o que fazer
Para acalmar essa paixão
Mas eu encontrei a resposta
Para essa saudade sem fim:
É necessário que você venha
Ficar bem pertinho de mim.
E o silêncio que era só o que lhe restava,
Também partia com a chegada de noites
tempestivas e suntuosas
procurar agora o silêncio dentro de si era
mais uma batalha a ser vencida .
Todas as noites, eu sentava na janela do meu quarto , tentando achar qualquer direção que não fosse me levar para tão distante o quanto eu já estava , de você , de mim mesma, de nós . E pedia baixinho e com os dedos cruzados fortemente , que pelo menos vez em quando , só vez em quando você lembrasse de mim . Algumas estrelas riscavam o céu iluminando e abrindo um caminho que eu não sabia onde dava , tudo eu tomava como um sinal . Pensava : E as estrelas , para onde vão ? todas elas parecem ter uma direção e brilham pra encher de sonhos o coração de alguém .E eu? eu não .
Depois fechava a janela e continuava olhando pelo vidro ligeiramente embaçado , querendo ser o teu pensamento , querendo ter você por perto .
E todas a noites eu me dizia: "Calma garota! Vai ficar tudo bem". E repetia várias vezes, até acreditar.
Divino é ver que esse brilho que você tem já iluminou muito minhas noites na escuridão e que hoje pouco pisca nos sonhos dessa pequena ancião.
Nada Como o Tempo
Dias e noites se vão, o pensamento em você acompanha as horas se passar.
Sonhando acordada torno-me amiga do sol e das estrelas e converso com eles sobre
a paixão que me incendeia.
Gosto de lembrar de que você também se lembra de mim em
algum minuto do seu dia. Sinto-me atraída ao ouvir falar em teu nome.
Quando a lua começa a iluminar o céu, a sensação é de está voando em pensamentos
altos. Venho a ter medo da queda, não quero sentir as dores de uma profunda decepção
em um futuro incerto. Coração machucado já era.
Não posso me perder em uma falsa ilusão.
Chega à hora de pedir conselhos, o tempo resolve ser a minha aliada; procurando-me acalmar, dando-me paciência para entender os sentidos dos acontecidos.
É aí quando percebo que tudo isso não passa de um amor calado e que jamais ouvirei o sussurrar de tais palavras ou um sentimento inexistente.
Procurando-me conformar, caminho pelas ruas e vejo que a solidão sempre estará comigo, me fazendo ter lembranças dessa louca paixão.
“Eu amei e fui magoado
Pensei em nunca mais amar
Fui acolhido pela solidão
Chorei noites e passei dias pensando
Já cheguei a adormecer chorando
Cheguei a perder a noção do que é amor e paixão
Perdi o controle da minha forma de pensar tudo em fração de segundos em uma simples troca de olhar”
Você é meu céu estrelado que ilumina minhas noites, e da clareza para os meus dias!! Quando não te vejo à noite se apaga e o dia fica confuso. Por isso não tenho dúvida que te amo!! e só estou bem quando estou com você, assim como o céu só amanhece azul quando a noite foi estrelada.
Continuo rezando todas as noites por você e, sem perceber, estou dizendo: "Deus, protege o meu amor", como por instinto. Porque você é o bem que eu quero que nenhum mal atinja. E amanhã ou depois, se sorte eu tiver, serei tua de novo.
AS BRUXAS DA BANDA DE CÁ
NAS NOITES DE LUA MEIA
ENQUANTO NÃO HOUVER LUA CHEIA
Ó bruxas, que seguem cegamente o poeta
Porque o perseguis, inúteis madraças
Nas arremetidas das noites baças
Quando ele só quer paz de anacoreta?
Senhor meu das odes minhas, ó profeta
Livra-me destes vulcões de lava
Deste bruxedo que não se acaba
Neste peito cansado de correr sem meta!
Fugi de mim, loucas sombras feiticeiras
Do meu leito de desprezo e desamor
Deixai-me sentir o viver, ó coveiras!
Da minha vida já ida de sonhador
Neste tempo amargo em que as bandeiras
Ficaram sem mastro de adriça, nem amor!
(Carlos De Castro, em Maiorca, 07-06-2022)
MÃE CANTA PARA MIM
Canta:
As tuas ladainhas de embalar,
Nas noites de menino a arfar
À procura de um sono imenso
Com cheiro a fumo de incenso
Para quebrar o quebranto
No desencanto
Do mau-olhado
Rezado e talhado
Na cruz de Cristo
Ensebada
Por mãos de outros usada
Na renegação do malquisto
Que vem pela calada
Na inocência
Até à velhice da demência
Sem nunca parar o maldito
Do proscrito.
Mãe:
Vem.
Canta para mim.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-10-2022)
DORA DA MINHA DOR
Clamei por ti noites inteiras.
Eras a Dora
Da minha hora,
Que foi amar-te nas clareiras
Das selvas em que vivi.
E eu sempre a chamar por ti.
E a Dora que agora
Me desadora,
Esta perfumada e rica senhora
De berloques de jóias gamadas,
De mamas por gigas sustentadas,
Faz de conta que não existo
Na sua memória cruel!
Não adiantou eu dizer: Sou o Manel,
O que te aliviou o "vírgulo"!
Pelo visto e sem mais vírgula
É triste lembrar assim
Quem não se lembra de mim...
Ah, Dora, mulher fatal,
Que matas qualquer mortal
Como me mataste por fim!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 31-05-2023)
Os dias estão imensos.
As noites sem descansos.
As alegrias não fazem barulhos.
As estrelas sentem solidão.
Na boca um grito calado.
No olhar uma penumbra.
as cálidas noites pareciam ensolaradas em quentes desoras no ápice sonoro do meu êxtase.
tudo era eterno e o sol no céu se perdia no lacrimejar de uma madrugada ensolarada.
só exista eu e apenas um eu na união envergonhada de nossos corpos.
o pensamento tem cheiro de alguma coisa com gosto de nada, porém, existe.
ensolarado os restos de nossas vidas, a vagar na escuridão do dia, esperando por alguma coisa que brilhe.
As estrelas brilham de repente,
no silêncio das noites indormidas,
a solidão escorre lentamente,
nos acenos das despedidas.
Comoventemente, as estrelas brilham de repente,
no azulado céu escuro adornado de cachecol,
O sereno principia sua ausência lentamente,
Adormecendo com o nascer do sol.
Lua que nasce dos umbrais das noites,
acampando entre as estrelas na espreita do sol,
esta lua que ilumina os apaixonados extasiados,
enamorados pelo crepúsculo do arrebol.
Luzes de brilho delirante,
inebria-nos de sonhos extenuantes.
Lua dos poetas virginais,
pelos dedos altivantes das noites colossais,
dedilham a rima da vida imortal.
Luzes que se bordam na madrugada,
esta lua é o destino,
a esmola do pequenino,
e dos que vagam pelo nada.
Lua dos ávidos expiativos,
esta lua é o céu,
o amargo do mel,
e da paixão inatingível.
E a tarde tem cheiro de café,
com sabor de pão amanteigado,
e nas noites vazias só resta a fé,
de Lázaro esperançado.
Mas no céu tem estrelas a reluzir,
luzes mossoroenses em promoção,
dá até para comer um açaí,
depois de dois hambúrgueres por um vintão.
E do meu carro se borda o futuro,
pelas vontades de nossas invenções,
Lázaro ascendendo no escuro,
a luz que alumeia nossos corações.
E nas voltas tão esperadas,
nos caminhos mais medonhos,
vai e vem dois psicopatas,
empreitando realizar sonhos.
O que eu gosto nas noites de insônia é que nelas vejo a vida que acontece quando todos dormimos, desde o canto do galo ao latido do cão, o vento soprando na janela...Tantas coisas e ao mesmo tempo nada.
Conquistador 2.0
Quem decide como escrever o futuro és tu, querida.
Quem sabe das noites que ficaste a chorar pelas ocasiões vividas, és tu.
Quem foi recebida de mãos abertas nos momentos de alegria, quando houve dores e flores, és tu filha.
Quem mergulhou com tudo naquela relação, és tu.
Quem vive tudo aquilo sonhado, és tu.
Quem esteve ao seu lado ontem e hoje passa como desconhecido...
Quem ficou acordado a refletir sobre a vida na madrugada?
Quem, diz-me?
