Mensagens Noturnas
Um "Deus" em sua vida
Todas as madrugadas
A história se repete.
Lágrimas constantes percorrem seu rosto
Com soluços desesperados
De uma alma pedindo socorro
Para ser absolvida de seu único pecado
Pelo "Deus" que tanto ama.
Ela ora em silêncio pelo seu nome:
Pela sua felicidade
Porque seu sorriso é o motivo de sua alegria
Pela sua saúde
Porque sua vida significa mais que a dela
Pela sua prosperidade
Porque nesse mundo tão grande
Talvez ele encontre uma pessoa
Que possa ser mais devota ao seu amor
Do que um dia ela já tentou ser.
Musa adormecida
Alta vai a madrugada, as folhas
do pensamento soltas estão dentro
de nós.
Na mesa um pequeno bloco de
apontamentos, uma caneta ao lado,
tudo conspirando para que uma poesia,
um pensamento, seja feito.
As idéias balançam, e nenhuma
se abre em definitivo.
Creio eu que nada será escrito.
Quando o pensamento não retém as idéias,
difícil é se achar a inspiração.
Talvez hoje a musa cansada adormeceu.
O poeta acordado fica esperando que uma
idéia surja, para de amor falar,
mas sente que o fio de inspiração que havia,
enfraquecido morreu.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras. R.J
Membro Honorário da Academia de Letras o Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico da ACILBRAS - Cadeira - 681
Patrono Comendador Maestro Armando Caarauara - Presidente
Madrugada
Flutua alguma quieta
palavra.
E paira.
Insone.
Coisas mudas me observam
conformadas.
Silencio sai da garrafa
caída na mesa
e nos envolve a todos.
O medo dissipou.
Dúvida já não é.
Não há dano nem pena.
Esquecido de si, o
papel contenta-se em saborear
corpo embebido nas horas.
A cólera acabou. Remorso já não há.
Nome calmo perfuma a cozinha
onde coisas mudas me observam
conformado.
meksenas
Assim como a luz diurna e a escuridão noturna, na vida, geralmente, para que se possa valorizar e compreender algo, é necessário que exista seu oposto.
(Edileine Priscila Hypoliti)
(Página: Edí escritora)
Hoje foi um dia incrível que passou para o domingo, que virou madrugada, que nasceu, uma nova semana, uma nova temporada, um novo drama, ou talvez, uma nova jornada, também pode não ser nada, mas pra mim, pra mim sempre vai ser, uma oportunidade para ter a minha amada.
Mesmo que passe mil anos, mesmo que eu morra, no próximo ano, eu não quero deixar de viver, de viver essa louca paixão que nos enche de prazer.
E eu posso gritar, posso... Posso e todo mundo pode escutar, que eu só tenho razões pra amar, amar quem deseja me amar.
E se hoje ainda, essa madrugada, eu pudesse realizar apenas um desejo, eu só teria uma vontade, eu desejaria ter meu beijo no seu beijo..
É preciso de muitas madrugadas solitárias com whisk e analgésico para diminuir dores,erros e pesadelos que ainda me assombram.
GALO DA MADRUGADA
Sua crista é coral,
a espora é afiada,
ele também é de briga:
o Galo da Madrugada.
Vem saudando o carnaval,
chamando o pessoal
e também toda a moçada.
Várias Madrugadas Perdidas
Choro Todos Os Dias
Não te tiro da minha mente
Não consigo esquecer como mente
Onde vamos parar?
Meu perdão nunca vou te dar.
Monólogo da madrugada de auto conhecimento
Eu,sou eu
Mas quem sou eu ?
Eu não sei responder quem é eu
Ela é eu ?
Não,acho que ela é ela
Mas ela se parece tanto com eu
Mas até agora não respondi a pergunta,quem é eu?
Eu não consigo explicar quem é eu
Eu é eu,ou finjo ser eu ?
Eu nem sei quem é eu
Bom ,eu só sei que, eu é eu.
Em algum momento da vida serei como a madrugada cinzenta, e no silêncio começo a compreender o frio do anoitecer, e aprendo a ver além, e através da neblina densa da alvorada, enquanto ouço canto do galo.
Nesta madrugada fria ,lembro -me de você,que apareceu em minha vida como o sol que nasce para iluminar o universo.
Contigo vieram as estrelas e a lua,que lá da imensidão dos céus brilhavam sobre a terra iluminando os meus passos cambaleantes.
O vento trazia consigo o aroma suave da primavera ,que se espalhava , e
e a atmosfera alegrava os pássaros e inebriava minha alma.
Mas o inverno chegou:o sol,as estrelas e a lua,que antes iluminavam,deixaram de iluminar,ocultando-se entre as nuvens levando você e deixando comigo somente as lembranças deleitáveis do passado.
NA MADRUGADA
um aperto no peito árido e ramoso
sussurrando a saudade num rigor
suspirando a dor cheia de amargor
um silêncio nu, descalço e moroso
uma encenação do sono malicioso
um pactuar medroso com o temor
um desanimo calado em dó menor
um maldoso sentir vazio assustoso
a soltar dos olhos lágrimas sofridas
partidas, uma sensação desfolhada
como se estivesse esfolando vidas
assim, adentra cada minuto do nada
numa ausência e sofrências nutridas
no compulsar solitário da madrugada
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04’08”, 17/10/2021 – Araguari, MG
Me diga quando sair de casa, pois vou esperar o sol nascer na madrugada. Me liga quando chegar em casa, pois vou esperar a lua surgir na beira da estrada. Vou esperar, vou esperar o teu amor por mim, voltar. Vou esperar na beira da estrada, e vou te amar.
Até o fim.
Cássio Charles Borges
As horas passam, já é madrugada e não me vem o sono. Pior que esse não é o problema, e sim o mar pensamentos que me vem agora.
